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Os antecedentes : 1939-1940

Em Maio de 1941, desenrolou-se nos mares do Atlântico Norte, uma dos mais famosos confrontos navais da História.

Desde 1938 que a política de expansionismo alemão preocupava os outros dois principais países do continente: A França e a Grã Bretanha.

Os alemães sabiam perfeitamente que a sua política de expansão desagradava quer a franceses quer a britânicos, mas decidiram continuar a jogar um jogo complexo e arriscado. Apoiaram a facção pró-alemã na guerra civil de Espanha a partir de 1936, conseguiram forçar o Anschluss ou anexação da Áustria e quando em 1938 conseguiram um acordo para a partilha da Checoslováquia, os alemães convenceram-se de que a sua política expansionista não seria travada por ninguém. A confirmar isso, está a invasão da Boémia e da Morávia em Março de 1939.

Quando em Setembro de 1939 a Alemanha se lança sobre a Polónia, invade aquele país com a garantia dada a Hitler pelos seus conselheiros de que nem a França nem a Grã Bretanha moverão uma palha para ajudar a Polónia.

No entanto, houve um erro nos planos alemães. Às 9 horas da manhã de Domingo dia 03 de Setembro, um Rolls Royce da embaixada britânica, para à porta do Ministério dos Negócios Estrangeiros na Willehlmstrasse. Numa curta entrevista o embaixador britânico lê uma mensagem informando que se a Alemanha não retirar as suas tropas da Polónia, a Grã Bretanha declarará guerra. Nesse dia, mais tarde, o embaixador da França fará a mesma coisa. A Alemanha tinha cometido um erro, a guerra era esperada por todos, mas a Alemanha sabia que não estava pronta para ela.

Nesses dias e semanas seguintes a Alemanha esteve perante uma situação complicada, com 80% das suas forças empenhadas numa ofensiva do lado oposto à fronteira francesa.

Mas, as intenções da França e da Inglaterra ficaram por alí, e as suas forças não foram empenhadas em qualquer combate. O resultado, foi a reorganização alemã e a sua marcha para ocidente na primavera de 1940 que levaria à capitulação da França, que constituiu o maior feito da Alemanha na guerra.

Mas os sucessos alemães em terra, tiveram sempre um calcanhar de Aquiles. A força naval da Alemanha não tinha qualquer correspondência com a força militar terrestre e aérea que as forças armadas alemãs tinham em terra e no ar.

Logo no caso da rendição da França, Hitler foi aconselhado a aceitar o armistício para evitar que a poderosa esquadra francesa se juntasse aos ingleses. A esquadra francesa, foi a principal razão para a criação da França de Vichy. A Alemanha, sabia perfeitamente qual era o seu principal problema na guerra. Sendo uma potência continental a Alemanha Hitleriana podia até pensar em desafiar a Russia, mas no mar, era uma potência, mas não era a mais poderosa.



Título: Afundem o Bismark (última actualização: 04.06.2006)
Autor: Luis Abreu / P.Mendonça
Referências: Hist. II G.M. / Janes F.S. WW2 / ref Autor


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Os antecedentes: 1939-1940
[Pag. 2]
A situação em 1941
[Pag. 3]
O início da operação
[Pag. 4]
1ª fase, de Segunda a Quinta-Feira
[Pag. 5]
Sexta-Feira: O primeiro confronto
[Pag. 6]
Sábado e Domingo: à beira de se salvar
[Pag. 7]
Segunda-Feira: O afundamento do Bismarck