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Antecedentes e razões da compra

A recente compra por parte da Venezuela de aviões de guerra de fabrico russo, pode ter alterado de alguma maneira o equilíbrio estratégico na região que vai desde as Caraíbas até ao rio Amazonas.

No passado, a Venezuela tinha, como outros países da região, optado pela aquisição de aeronaves de fabrico ocidental, seja americano ou europeu. No caso venezuelano foi adquirida aos Estados Unidos uma vintena de caças F-16 A/B, que constituíram o núcleo principal da defesa aérea daquele país.
No entanto, a violência verbal do novo presidente venezuelano - um militar do exército chamado Hugo Chavez – contra os Estados Unidos, acabou levando a uma situação complexa entre os dois países e ao bloqueio da venda de equipamentos militares americanos à Venezuela.

Os Estados Unidos chegaram mesmo a proibir a venda para a Venezuela de aeronaves de fabrico europeu (C-295) e Brasileiro (AMX) por utilizarem componentes fabricados na América do norte.

Acossado, Hugo Chavez não tem grandes opções, pois não tendo a possibilidade de adquirir equipamentos europeus, muitos dos quais com componentes americanos, ficou restringido aos produtos fabricados para lá da antiga cortina de ferro, recorrendo à industria da Rússia para resolver o seu problema.

A compra de novos caças por parte da Venezuela teve vários desenvolvimentos. Inicialmente a Venezuela mostrou interesse pelos caças MiG-29 e só mais recentemente parece ter sido tomada uma opção pelo SU-30, um avião maior, mais possante e com maiores capacidades.

A compra do SU-30 por parte da Venezuela, parece antes de mais ser um recado a Washington, tentando dizer que as capacidades da Força Aérea Venezuelana (FAV), tornarão complexa qualquer aventura que implique o envolvimento directo de forças americanas contra a Venezuela.

Para isso Hugo Chavez, muniu-se de uma arma extremamente capaz, embora num numero relativamente reduzido que deverá rondar as 24 unidades.

No entanto, 24 unidades do caça de superioridade aérea SU-30MKV têm uma capacidade muito superior a todos os restantes aviões da FAV juntos.

F-16 A/B da FAV. Sem manutenção e peças

 

Outras consequências.

Além de ser um recado a Washington, o fortalecimento da FAV com uma aeronave, que sem ser a mais poderosa do mundo, se destaca claramente na região, é outro factor digno de análise, naquele que é tradicionalmente o continente com menos investimentos em termos de armas.

Os vizinhos mais directos da Venezuela, parecem estar algo preocupados com as novidades e os planos que Hugo Chavez poderá ter para extender o rearmamento aos restantes ramos das forças armadas, poderão levar a região a uma corrida aos armamentos. Na Holanda, já houve referências ao medo que os holandeses têm de que Hugo Chaves tente contra a Holanda uma aventura nos moldes do ataque argentino às ilhas Falkland/Malvinas no Atlântico sul em 1982.

A Colombia, que tem uma frota relativamente pouco sofisticada de aeronaves e que tem tido mais preocupações com o combate ao narcotrafico que em combates com os seus vizinhos embora não pareça preocupada, não deixará de olhar com reserva para a recente encomenda Venezuelana.

Mais a sul, o Brasil, escudado embora pela imensidão da Amazónia, não deixa de sentir algum mal-estar, nomeadamente quando o país até cancelou um projecto para a compra de uma pequena quantidade de aeronaves (12) destinadas à defesa da capital brasileira, e baseia a sua defesa aviões F-5 dos anos 70, embora modernizadas com sistemas mais recentes, tendo optado recentemente pela aquisição de doze aviões franceses em segunda mão (Mirage-2000C) que vão substituir os vetustos Mirage-IIIE, colocados fora de serviço por já não garantirem qualquer segurança para os pilotos.



Título: Sukhoi SU-30 para a Venezuela (última actualização: 14.09.2006)
Autor: Paulo Mendonça / Pedro Brás
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