Dados sobre utilizadores deste modelo
Alemanha
Portugal



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

G-91 R/3 «Gina»
Caça bombardeiro ligeiro
G-91 R/4
Caça bombardeiro ligeiro
G-91Y
Caça bombardeiro

G-91 R/3 «Gina»
Caça bombardeiro ligeiro (FIAT)
G-91 R/3 «Gina»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 10.29 M
Envergadura: 8.56 M
Altura: 3.98
1 x motores Bristol-Siddeley Orpheus 803.02
Potência total: 2270 Kgf
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 3674 Kg
Peso máximo/descolagem: 5670 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 4320 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 1086 Km/h
Máxima(nível do mar): 1070 Km/h
De cruzeiro: 850 Km/h
Autonomia standard /carregado : 600 Km
Autonomia máxima / leve 1100 Km.
Altitude máxima: 13100 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 30mm DEFA-554 (Calibre: 30 )
Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- Raytheon Systems AIM-9A /B Sidewinder (missil ar-ar)

Forum de discussão

Projectado nos anos 50, como aeronave ligeira de apoio apróximado para ataque ao solo, após vencer uma concorrência para fornecimento de um caça táctico.

O Fiat G-91 foi alcunhado de pequeno Sabre, por causa de ser extremamente parecido com o caça norte-americano F-86 Sabre, que também esteve ao serviço em vários países europeus.

Comparativamente com o FIAT G-91-R4, o R3 estava muito melhor equipado pois contava com dois canhões DEFA de 30mm, que davam à aeronave um poder de fogo contra alvos terrestres, muito maior.



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Informação genérica:
A criação da NATO em 1953, estava-se ainda no rescaldo da guerra da Coreia.
Quando a aliança foi formada, foi decidido desenvolver estudos para determinar que tipo de armamentos deveria ser adquirido pela aliança militar.

Guerra da Coreia como referência

O conflito que mais influenciou a especificação do novo avião foi naturalmente a guerra da Coreia. Os caça-bombardeiros F-84 que já estavam em operação na Europa, tinham um raio de acção operacional aceitável, mas não podiam efectuar apoio aéreo aproximado, porque tinham que operar a partir de pistas maiores.

De entre outras exigências a aeronave deveria:

- Ter capacidade para atacar veículos blindados ligeiros e concentrações de tropas.
- Capacidade para atacar embarcações fluviais
- Operar a partir de pistas semi-preparadas com não mais de 1100m
- Ter uma velocidade de MACH 0,95.
- Ter um raio de acção operacional de pelo menos 280km, ficando entre 8 a 10 minutos sobre o alvo
- Ser muito manobravel.
- Estar equipado com quatro metralhadoras 12,7mm ou dois canhões de 20mm
- Ter capacidade para transportar armas sob as asas (12 foguetes de 75mm ou duas bombas de 230kg ou tanques de NAPALM ou duas metralhadoras).
- Ter um peso vazio inferior a 2,000kg e um peso pronto para combate de 4700kg.

Os concorrentes foram:

- Folland Gnat
- Versão ligeira do Hunter
- Dassault Breguet 1001 Taon
- Dassault Mistere XXVI / Etendard IV
- Sud-Est SE5003 Barouder
- Sud-Oest Trident
- Fiat G-91
- Arfer Sagitario II

O Etendard IV, o Taon-1100 e o Fiat G-91 fizeram parte do trio final, com as empresas a receber fundos para a produção de três protótipos cada um dos aviões concorrentes.

Antes de qualquer decisão ter sido tomada, a FIAT decidiu iniciar um programa intenso de desenvolvimento da aeronave, tendo em vista a possibilidade da sua comercialização.
Esta decisão colocou p desenvolvimento do avião da FIAT muito à frente dos outros e esse avanço teve consequências já que ainda antes de uma decisão final ser tomada, a NATO encomendou 27 exemplares de pre-produção em Julho de 1957. A fase de demonstração dos protótipos estava marcada apenas para Outubro de 1957.
O primeiro FIAT G-91 voou em 9 de Agosto de 1956.

O FIAT G-91 era no entanto muito mais pesado que o especificado, mas as restantes performances respondiam às exigências, pelo que o quesito do peso não foi considerado.

Quando as aeronaves começaram a ser comparadas, o FIAT G-91 demonstrou ser superior a todos os outros, ainda que os franceses tenham ficado especialmente irritados porque os italianos tinham ganho a competição, mas os britânicos fabricavam o motor. A França era o único dos países que tinham apresentado propostas que ficava de fora.
Isto levará a França a continuar sozinha o desenvolvimento do caça-bombardeiro Etendard.

Influência do caça F-86 «Sabre»
Parte do sucesso do G-91 prendeu-se com o facto de tanto em termos de estrutura como em termos de aerodinâmica ele ser parecido com o caça F-86K da North American. Esta foi uma das razões que explica a rapidez do desenvolvimento do avião.

Para a FIAT, a jogada foi extremamente arriscada porque a empresa investiu pesadamente numa linha de montagem com alta dapacidade de produção, sem ter encomendas garantidas. A FIAT assegurou no entanto uma alta capacidade de resposta, tendo fornecido aeronaves à aeronautica militar italiana logo em 1958, tendo militares alemães acompanhado o processo de perto e demonstrado interesse na aeronave.

A Italia colocou uma encomenda para 50 exemplares e a Luftwaffe alemã encomendou 294 aparelhos na versão G-91R/3, mas armados com canhões de 30mm e não de 20mm. A França também colocou uma encomenda para 50 exemplares na versão R/2. Grécia e Turquia mostraram interesse em adquirir a aeronave. A Áustria colocou uma encomenda para 12+2 exemplares.

O FIAT G-91 nas suas várias versões chegou a somar 500 encomendas mas questões politicas e a pressão dos concorrentes acabaram por condicionar o processo. Os franceses retiraram a encomenda, os austriacos, com problemas com a Itália seguiram o mesmo caminho. A Grécia e a Turquia também cancelaram pedidos ou intenções de encomenda por pressão da industria americana. Apenas a Itália e a Alemanha mantiveram os pedidos.
Em 1966 quarenta exemplares foram transferidos da Luftwaffe alemã para a FAP portuguesa, que voltou a receber quase 100 aparelhos adicionais depois de 1976.

Fiat G-91 R/4
Parte das aeronaves da Luftwaffe, foram transferidas para Portugal nos anos 60, quando aquele país foi objecto de embargos de armamentos norte-americanos à utilização de armamentos em África. Os aviões fornecidos a Portugal, na versão G-91 R/4 era o menos bem armado de todos os FIAT G-91. Ele contava unicamente com quatro metralhadoras de calibre 12.7mm, o que reduzia a sua eficacia.
Ele não tinha grandes possibilidades em termos de combate aéreo com aeronaves suas contemporâneas.

Fiat G-91T
Versão de treino, com dois lugares

Fiat G-91 R/3
Uma versão armada com dois canhões de 30mm, bastante mais poderosa foi desenvolvida paralelamente e esteve ao serviço da força aérea da Alemanha. Parte dessas aeronaves seriam posteriormente cedidas a Portugal em 1976.

Fiat G-91 Y
A última versão do Fiat G-91 foi apresentada em 1966 e produzida pela Itália. Tatou-se de uma adaptação do modelo G-91 R/4.

Essa versão, conhecida como Fiat G-91Y, estava equipada com dois motores GE-J85 e as quatro metralhadoras 12.7mm foram substituidas por dois canhões DEFA de 30mm (como no modelo R/4).
A velocidade máxima do Fiat G-91Y era de 1110km/h.

Foram os últimos Fiat G-91 a sair de serviço em qualquer país do mundo, tendo sido retirados em 1995.


Foram produzidos um total de 770 unidades desta aeronave, nas versões de combate armadas, de treino (um e dois lugares) e na versão de reconhecimento, não armada.

Os únicos Fiat G-91 a terem entrado em combate foram os Fiat G-91 R/4 portugueses.

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