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P-36C «Hawk / Mohawk»
Avião de caça (Curtiss-Wright)
P-36C «Hawk / Mohawk»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 8.69 M
Envergadura: 11.37 M
Altura: 3.71
1 x motores Pratt & Whitney R-1830
Potência total: 1050 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 2096 Kg
Peso máximo/descolagem: 2631 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 0 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 500 Km/h
Máxima(nível do mar): 500 Km/h
De cruzeiro: 355 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1000 Km
Autonomia máxima / leve 1320 Km.
Altitude máxima: 9970 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 12.7mm Browning M2 (Calibre: 12.7 )

Forum de discussão

Ainda que inicialmente não tenha sido o caça escolhido no concurso para o fornecimento de aeronaves de asa fixa para a força aérea do exército norte-americano de Maio de 1935, o Curtiss P-36 foi considerado suficientemente bom para permitir a colocação de algumas encomendas. O P-36 incluia trem de aterragem retractil, e construção completamente em metal, dispondo de um motor radial, que no entanto não foi considerado muito eficiente.

Desenvolvimentos adicionais levaram à introdução do motor R-1830, que foi considerada um sucesso por dar ao caça excelentes performances.

As boas performances do avião da Curtiss equipado com aquele motor levaram à colocação de uma encomenda para mais de 200 exemplares, que foi na altura a maior encomenda alguma vez colocada pelas autoridades miltiares norte-americanas.

O P-36 foi igualmente promovido junto de governos de países estrangeiros, na Europa e também na China. A designação P-36 é a designação norte-americana pois a aeronave foi promovida com a referência Curtiss Hawk 75.

A primeira vitória sobre a Luftwaffe.
Ainda que não sendo uma aeronave de topo de gama, o P-36, foi o primeiro caça do mundo a abater um avião da força aérea do III Reich, após o inicio da guerra entra a Alemanha e a França. Tratou-se do abate de dois Me-109E em 8 de Setembro de 1939. Desde esse mês a Maio de 1940, dos 70 aviões alemães abatidos pelos franceses, a maioria foi resultado de ação do Hawk.

Porém, embora com alguns sucessos em sua carreira, o P-36 já estava obsoleto ainda antes do inicio da guerra e tanto os britânicos quanto os americanos tinham consciência disso. O motor radial e o desenho da aeronave não permitiam ao P-36 atingir as velocidades de outras aeronaves contemporâneas.
O seu armamento de apenas duas metralhadoras 12.7mm era minimo, quando comparado por exemplo com o Hurricane, que estava equipado com 8 metralhadoras 7.7mm.

A maior demonstração da rápida obsolescência do P-36 foi sua chegada à Royal Air Force. Tanto os aviões encomendados pelos britânicos, quanto os que foram encomendados pela França mas não entregues, foram colocados em unidades de treino, porque os ingleses não quiseram correr o risco de utiliza-lo em combate.

Informação genérica:
Na primeira metade da década de 1930, a força aérea do exército dos Estados Unidos colocou aos fabricantes de aeronaves do país, um pedido para que apresentassem propostas para um caça monolugar, monoplano, com estrutura em metal. Esta configuração estava a tornar-se standard entre as potências europeias e a situação internacional aconselhava aquele desenvolvimento.

Vários modelos de aeronaves foram apresentados e entre eles encontrava-se o projecto da Curtiss. O primeiro modelo que saiu das pranchetas foi o Curtiss Model-75.
Ele acabou perdendo a concorrência para o SEV-1XP da Seversky (que receberia a designação oficial de P-35).
Porém, a instalação de um novo motor no modelo da Curtiss, reavivou o interesse e por isso ele foi considerado bastante capaz, acabando por ser encomendado. A aeronave mais tarde receberia a designação de P-36.

O primeiro dos protótipos ficou pronto em Fevereiro de 1937 e em Julho desse mesmo ano, foi colocada uma encomenda para 210 exemplares, que ficariam conhecidos como P-36A.

Estes modelos foram exportados para vários países europeus e também foram vendidos a países da América do Sul e para a China, que fabricou vários exemplares.


P-40: A evolução do P-36

Os projectistas da Curtiss continuaram a trabalhar no aperfeiçoamento da aeronave, especialmente na possibilidade de adoptar um motor em linha em vez do motor radial, que complicava a aerodinâmica e reduzia a velocidade. O motor escolhido foi o Allison V-1710, que era considerado o melhor motor em linha fabricado na América.

O modelo P-40 será conhecido como «Warhawk», mas os modelos fornecidos à Grã Bretanha receberão a designação «Tomahawk» até ao modelo «C» e «Kittyhawk» a partir do modelo «D»

É assim que em Julho de 1937 foi anunciado o Curtiss P-40 que voou pela primeira vez em 14 de Outubro de 1938.
Foram produzidas várias versões do P-40, mas podemos dividir da seguinte forma:

P-40A, que foi seguida do P-40B, com protecção blindada para o piloto.
O P-40C, o último desse grupo, já saiu de fábrica com mais uma metralhadora em cada asa. Além das encomendas norte-americanas esta aeronave foi encomendada pela França, mas não chegaram a ser entregues. A Grã Bretanha encomendou 950 exemplares e recebeu parte dos modelos que tinham sido encomendados pelos franceses.


P-40D / P-40E – Os norte-americanos receberam menos de duas dezenas de exemplares, mas os britânicos colocaram uma encomenda para 520.
As encomendas americanas de P-40D foram transferidas para o modelo P-40E, pois este último estava equipado com seis metralhadoras em vez de quatro.

P-40F / P-40L – Estes modelos foram resultado de se ter concluído que a grande altitude os motores Allison apresentavam baixas performances. As aeronaves receberam por isso o motor Rolls Royce Merlin-28, tendo voado pela primeira vez em 30 de Junho de 1941. Foram colocadas encomendas para caças P-40F equipados com a versão americana do motor Merlin (fabricado pela Packard). Apenas 117 exemplares entraram ao serviço das forças aéreas da Grã Bretanha e Austrália.
Verificou-se que o motor Merlin dava apenas uma vantagem de aproximadamente 6km/h na velocidade máxima do P-40

P-40N – A última versão do P-40 e a que foi mais produzida. Introduziu o novo motor V-1710-81. Nova carlinga com mais visibilidade. 6.000 encomendados, 5.216 produzidos.


Problemas

O P-40 nunca foi uma aeronave de topo de gama durante o conflito. O principal problema prendia-se com o facto de o motor Allison que equipava a aeronave, ser bastante potente para a época (final dos anos 30), mas pouco eficaz a grande altitude.


Retirada

Os caças P-40 começaram a ser retirados de operações de primeira linha a partir de Março de 1944, altura em que começaram a ser introduzidos os caças P-47 «Thunderbolt»

XP-40N
Os problemas de falta de potência e as prestações relativamente baixas do P-40 eram não só resultado da potência dos motores mas principalmente do desenho da aeronave. Foi feita uma tentativa neste sentido com o lançamento de um modelo experimental, com uma carlinga em bolha, que fazia lembrar a do Mustang P-51D.

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