Dados sobre utilizadores deste modelo
Portugal
Estados Unidos da América



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SBC-4 Helldiver
Caça bombardeiro
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SB2C-4 / 5 Helldiver
Bombardeiro leve / táctico

SB2C-4 / 5 Helldiver
Bombardeiro leve / táctico (Curtiss-Wright)
SB2C-4 / 5 Helldiver

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 11.21 M
Envergadura: 15.17 M
Altura: 4.5
1 x motores Wright R-2600-20 Cyclone
Potência total: 1900 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 4550 Kg
Peso máximo/descolagem: 7560 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 900 Kg
Tripulação : 1+2
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 470 Km/h
Máxima(nível do mar): 420 Km/h
De cruzeiro: 290 Km/h
Autonomia standard /carregado : 1300 Km
Autonomia máxima / leve 1600 Km.
Altitude máxima: 7625 Metros


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Canhões / Metralhadoras
- 2 x 20mm Colt Mk,12 (Calibre: 20 )
Foguetes / Misseis / bombas que pode utilizar
- US Naval Gun Factory 127mm HVAR (Anti-navio)

Forum de discussão

O desenvolvimento do SB2C Helldiver começou em 1938, logo que o modelo anterior (o biplano SBC Helldiver) entrou em produção.

Desenhado num periodo de grandes avanços da industria aeronáutica, o Helldiver da primeira série rapidamente ficou obsoleto.

Ao pedido da marinha, datado de Agosto de 1938 para um substituto do SBC, responderam seis fabricantes de aviões.
A especificação pedia um avião bombardeiro/patrulha que pudesse receber o novo motor Wright R-2600 de 1500cv de potência, mas também exigia maior capacidade de transporte e capacidade para transportar bombas numa baía interna.

A Curtiss respondeu com o seu novo «modelo 84», que deveria responder a todos os quesitos, mas que desde o inicio apresentou um problema de dificil resolução: A sua dimensão não permitia colocar dois aviões ao mesmo tempo nos elevadores dos porta-aviões da marinha dos Estados Unidos. Um pedido para a construção de um protótipo foi emitido pela marinha americana em 15 de Maio de 1939.

A urgência que a marinha dos Estados Unidos tinha em obter a aeronave, já que a guerra na Europa tinha começado no fim de 1939, levou a que fosse emitida uma encomenda para 370 exemplares do Helldiver, no final de Novembro de 1940, três semanas antes de o primeiro protótipo ser apresentado.

Desde o inicio, ainda o avião estava na fase de projeto e já tinha surgido dúvidas quanto a algumas das suas capacidades. A aeronave tornara-se demasiado grande e tinha uma velocidade de voo picado demasiado elevada.

Demasiado curto e «gordo», para cumprir com as exigências da marinha o Helldiver era dificil de controlar e apresentava problemas de estabilidade que se tentaram resolver com o aumento da dimensão da cauda.

Rapidamente as iniciais SB2C passaram a designar o que os militares americanos chamaram de «Son of a Bitch 2nd Class».

O primeiro avião voou apenas em 18 de Dezembro de 1940, já a França tinha caído e já a batalha de Inglaterra estava a perder impeto, com os britânicos a deter com sucesso as tentativas alemãs para conseguir superioridade aérea sobre as ilhas britânicas.

Primeiros testes
Logo que a aeronave começou a ser testada, foram detetados vários problemas. Alguns deles, como a reduzida velocidade eram esperados. Outros, como problemas adicionais com a estabilidade da aeronave a alta velocidade foram encontrados.
Os testes continuaram, mas o único protótipo foi acidentado em 9 de Fevereiro, e foi preciso esperar até 6 de Maio de 1941 para que um novo avião de teste ficasse disponível.

A partir de Agosto de 1941, com vários problemas para resolver, começaram os trabalhos para modificar o avião e resolver os problemas encontrados.

O avião, que na altura tinha recebido a alcunha de «the Beast», ou «a Besta», foi sendo modificado durante a segunda metade de 1941, com uma baía para as bombas aumentada, sistema de refrigeração do motor melhorado, uma cauda de maiores dimensões (para reduzir a instabilidade).

Em 21 de Dezembro de 1941, já com os Estados Unidos em guerra, outro protótipo despenhou-se durante um teste de mergulho. Por não haver mais protótipos, os testes só puderam ser retomados no final de Maio de 1942 e o desenvolvimento teve que ser continuado apenas no papel.

Produção a caminho antes dos testes terminados

Como a marinha norte-americana tinha colocado encomendas para mais de três centenas, esperava-se que os primeiros aviões de série fossem entregues no final de 1941, mas tambem ocorreram atrasos na produção pelo que os primeiros aviões do primeiro lote de 85 só ficaram prontos em 30 de Junho de 1942.

Nessa altura, com a América em guerra plena, e antes que a aeronave estivesse completamente testada e com aviões já nas linhas de produção, foi efetuada uma encomenda para 4.000 (quatro mil) exemplares.

Os atrasos levaram a que os 14 primeiros aviões de produção fossem utilizados como aviões de teste, para se tentar resolver os problemas que tinham sido detetados.

Outros problemas se levantaram entretanto, já que os modelos de série eram bastante mais pesados que os protótipos, uma vez que o aluminio era mais pesado que o magnésio, o que levou a um aumento de 42% no peso do avião. O resultado foi a redução da velocidade máxima de 515 para 450km/h. A autonomia e altitude máximas também foram afectadas.

Por volta de Abril de 1943, foi iniciado um programa de reconversão, para que todos os aviões que tinham sido entretanto produzidos, fossem modificados para um novo padrão. Entretanto o primeiro SB2C fabricado no Canadá voou em 29 de Julho de 1943.

Urgência

A marinha dos Estados Unidos tinha grande urgência em colocar o bombardeiro ao serviço, e foi forçada a manter ao serviço o bombardeiro SBD Dauntless, até que finalmente surgiu a possibilidade de utilizar o Helldiver contra o porto de Rabaul, controlado pelos japoneses.

Em Novembro de 1943, após um ataque no dia 5 com Dauntless que tinham saído dos porta-aviões Saratoga e Princeton, foi a vez do primeiro esquadrão equipado com Helldiver efectuar uma missão real.

A bordo do porta-aviões Bunker Hill, por ordem direta do almirante Halsey, 23 Helldiver da versão mais antiga (SB2C-1) foram enviados para atacar Rabaul em 11 de Novembro.
Os japoneses fizeram descolar os seus caças para interceptar os Helldiver e atacaram-nos com artilharia anti-aérea.
No entanto, os 23 aviões conseguiram manobrar para atacar uma força japonesa constituida por 3 cruzadores ligeiros e 10 contra-torpedeiros.

O ataque resultou na perda de dois contra-torpedeiros japoneses, tendo os cruzadores sido atingidos levemente. No entanto, nenhum dos Helldiver se perdeu durante o ataque, havendo mesmo caças Zero atingidos pelos aviões americanos.
A imagem negativa do Helldiver começou a mudar nesse dia, especialmente porque o avião se tinha mostrado extremamente resistente ao fogo inimigo.

As operações que se seguiram contra Tarawa, confirmaram a resistência do avião e a sua capacidade para voltar à base mesmo depois de ser gravemente atingido.

SB2C-4 - o mais produzido
O modelo «4» foi o que mais se produziu e aquele que mais esteve em acção contra as forças japonesas durante a fase final do conflito.

SB2C-5
Este modelo era virtualmente idêntico ao anterior, mas tinha capacidade para transportar mais combustível, o que lhe dava uma autonomia maior. Os dados desta ficha são baseados no modelo 5. Foram introduzidas também modificações nos paineis de comando do piloto, que facilitaram a operação do avião.

970 exemplares deste modelo foram produzidos, mas os restantes 2500 previstos foram cancelados quando a guerra terminou. A CCF no Canadá produziu outros 85 exemplares.

Sendo o mais moderno de todos o SB2C-5 era o avião que a marinha americana tinha inicialmente solicitado, mas quando ele ficou operacional a guerra praticamente já tinha acabado.
Este modelo entrou ao serviço em forças aéreas de outros países, entre os quais Portugal.
O caso português (ver notas) foi especialmente interessante, já que levou a marinha dos Estados Unidos a enviar pessoal para Portugal, para estudar porque razão a operação dos Helldiver em Portugal era tão mais eficiente que nos Estados Unidos.

Informação genérica:
Biplano Helldiver

Desenvolvidos a partir da primeira metade da década de 1930, foram desenvolvidas nesta década duas séries distintas de aviões conhecidos como Helldiver.
A primeira série estava ao serviço quando começou a II guerra mundial e a segunda série, começou a ser desenvolvida ainda a II guerra mundial não tinha começado.

SBC-4
Aeronave biplano, desenvolvida a partir de um monoplano de asa alta, quando a marinha solicitou um bombardeiro de voo picado. Esta aeronave também recebeu a designação de Helldiver, embora tanha pouco a ver com a série que se seguiu.


Segunda séria: monoplano

O segundo tipo de Helldiver, foi desenvolvido para cumprir com uma especificação da marinha dos Estados Unidos. A aeronave tinha capacidade para transportar até 900kg de bombas num compartimento interno e velocidade superior ao SBD Dauntless.

A necessidade de cumprir com as especificações da marinha, levou a que a aeronave apresentasse vários problemas de concepção que demoraram a ser resolvidos e que explicam a má fama que o Helldiver conseguiu inicialmente.

SB2C-1
Primeira aeronave do segundo tipo de Helldiver, e primeira série de produção geralmente vista como de pouco sucesso, resultado de ter entrado em produção ainda antes de os protótipos e unidades de pré série terem sido testados e antes que estivessem disponíveis soluções para os problemas encontrados. Foram produzidos 978 exemplares.

SB2C2
Projeto cancelado de uma variante equipada de flutuadores que poderia ser utilizada independentemente de porta-aviões. Embora fosse feita uma encomenda de 287 que também foi cancelada.

SB2C-3
Nova versão equipada com um motor R-2600-20 de 1900cv que permitiu aumentar a velocidade máxima em cerca de 5%. Nesta altura porém, os Helldiver estavam já obsoletos como bombardeiros de voo picado.
Foram produzidos 1675 exemplares deste modelo, sendo 150 deles fabricados pela Fairchild-Canada

SB2C-4
Com características idênticas ao modelo anterior.


SB2C-5
Basicamente idêntico ao SB2C-4, mas com maior capacidade para transportar combustível, o que lhe dava maior autonomia.

A-25A «Shrike»
A aviação tática dos Estados Unidos, não tinha demonstrado grande interesse pelos aviões de voo picado para apoio da progressão das tropas no terreno.
No entanto, logo a seguir à invasão da Polónia em 1939 e ao que foi considerado um grande triunfo do bombardeiro de precisão Stuka alemão, foi decidido desenvolver uma aeronave de ataque de precisão (voo picado) para a aviação do exército norte-americano.



O Helldiver esteve ao serviço de várias forças militares, nomeadamente da aviação naval de Portugal.

XSBC2-6
Um modelo mais potente, com um motor de 2100cv foi ainda projetado e chegou à fase de protótipo, com dois exemplares produzidos.
No entanto, o fim da guerra e as alterações tácticas dentro da marinha quanto à utilização das aeronaves, levaram ao cancelamento do projeto.

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