Dados sobre utilizadores deste modelo
União Soviética
Espanha Nacionalista
República espanhola



Aeronaves do mesmo tipo ou relacionadas:

I-15 «Tchaika»
Avião de caça
I-16 «Typ 5 / 10»
Avião de caça
I-153 «Tchaika»
Avião de caça
I-16 «Typ 29»
Avião de caça

I-16 «Typ 5 / 10»
Avião de caça (Polikarpov)
I-16 «Typ 5 / 10»

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 6.07 M
Envergadura: 9 M
Altura: 2.56
1 x motores Shvestov M-25A 9cyl radial
Potência total: 715 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 1350 Kg
Peso máximo/descolagem: 1590 Kg
Numero de suportes p/ armas: 2
Capacidade de carga/armamento: 500 Kg
Tripulação : 1
Passageiros: a
Velocidade Maxima: 445 Km/h
Máxima(nível do mar): 390 Km/h
De cruzeiro: 350 Km/h
Autonomia standard /carregado : 750 Km
Autonomia máxima / leve 1080 Km.
Altitude máxima: 9100 Metros


- - -

Canhões / Metralhadoras
- 2 x 7.62 ShKas KM33 (Calibre: 7.62 )

Forum de discussão

O caça I-16 é uma versão monoplano do biplano I-15 «Tchaika» que foi desenvolvida quase paralelamente.

O Polikarpov I-16 foi uma aeronave revolucionária para o seu tempo e foi um dos primeiros monoplanos com trem de aterragem retractil a entrar em operação.

O primeiro modelo de produção foi na realidade o I-16 «typ-4», (400 produzidos) que diferia dos restantes por estar equipado com um motor M-22 de 480cv de potência (fabricado na URSS) por causa de problemas com a produção sob licença do motor Cyclone M-25 de origem norte-americana (rebaptizado Shvestov), que foi instalado na série seguinte que ficou conhecida como «tipo 5».
O typ-5 estava armado apenas com duas metralhadoras calibre 7.62 nas asas.

Ele começou a ser entregue à força aérea em 1934, e foi apressadamente enviado para Espanha logo em 1936, onde nesse mesmo ano tinha começado uma guerra civil.

Os ensinamentos da guerra em Espanha, onde o I-16 teve que enfrentar a partir de 1937, os caças alemães Messerschmidt Me-109 foram preciosos e resultaram na necessidade de melhorar a aeronave.

Esses melhoramentos foram progressivos.

O «typ-6» introduzido no final de 1936 recebeu um motor ligeiramente mais potente (730cv).

O «Typ-10» recebeu além do motor mais potente, duas metralhadoras adicionais (totalizando 4)

O «Typ-12» recebeu canhões de 20mm nas asas em vez de metralhadoras (produção residual).
O «Typ-17» produzido a partir de 1939 recebeu um motor de 750cv. (734 exemplares produzidos «typ12»+«typ17»). A produção destes modelos foi afectada pela falta de canhões de 20mm.

Nos modelo I-16 «Typ-10» que chegou a entrar ao serviço na guerra civil de Espanha, foi instaladoum motor de origem norte-americana.

A aeronave também foi fornecida à China, que a utilizou na guerra contra o Japão.

Informação genérica:
Os aviões do tipo Polikarpov i-15 / i-16 e suas variantes são o resultado da análise soviética feita da sua força aérea em 1930.

O país não possuía um caça capaz de ombrear com as aeronaves ocidentais e um programa de desenvolvimento foi iniciado em 1930. O seu resultado deveria permitir a produção em massa no plano quinquenal de 1933-1938. Foi destacado o jovem engenheiro Nikolai Polikarpov para chefiar o departamento de engenharia responsável pelo projecto.

O projecto tem as suas origens remotas no estudo do biplano 21-N1 de 1926. O desenvolvimento daquelas aeronaves permitiu aos engenheiros soviéticos pensar em voos mais altos e mais arrojados, que resultaram no projecto I-5. As novas ideias doe projectistas cedo resultaram em problemas pois um problema com uma aeronave de testes, quando um piloto salta de um protótipo defeituoso, leva a policia secreta (futura NKVD) a acusar o piloto e a equipa de desenvolvimento de traição, sabotagem e actividades anti-soviéticas. Grande parte da equipa é aprisionada e o desenvolvimento continua com a equipa sob prisão.

Mas embora com revezes, cedo as autoridades soviéticas se convencem das qualidades do biplano I-5 e o sucesso do programa levará a que como recompensa os engenheiros sejam perdoados. O desenvolvimento prossegue ainda em 1933 com os estudos para um biplano e para um monoplano.
O biplano, ficaria conhecido como Polikarpov I-15, enquanto que o monoplano ficaria conhecido como Polikarpov I-16.

Os dois aviões era basicamente idênticos, com a diferença fundamental do numero de asas e o primeiro voo, ocorre em 31 de Dezembro de 1933. Em testes em 1934 o I-16 atingiu a velocidade incrível (para a altura) de 455km/h.


I-15 «Tchaika»
Na altura, a existência de biplanos em todas as forças aéreas europeias levou a que os soviéticos continuassem a apostar no desenvolvimento de aeronaves do tipo biplano, e o I-15 também recebeu melhoramentos e novos motores, mas com a guerra civil de Espanha ficou claro que a vantagem nos ares estava com as aeronaves que conseguissem superioridade na potência dos motores e na altitude operacional.

Embora ao longo dos anos 30 se tornasse evidente que as forças aéreas europeias estavam a abandonar os biplanos, a URSS continuou a desenhar novos aviões do tipo.
É assim lançado em 1937 o Polikarpov I-152 (conhecido como I-15bis), como protótipo que modificou (incluiu) a característica asa de gaivota superior.

O i-15bis substituiu por algum tempo os i-15 nas linhas de produção.
Ele recebeu um motor de 775cv tipo M-25V e 31 exemplares ainda chegaram à Espanha republicana em Janeiro de 1939, e outros 62 ficaram retidos na fronteira francesa, tendo 20 sido cedidos pela França às forças de Franco). No total 1,104 Polikarpov I-15bis foram produzidos.

Uma nova derivação apareceu em 1939, com refinamentos adicionais como modelo I-153 com várias modernizações, com a remoção do trem de aterragem fixo e a substituição por um retráctil e um motor de 1.000cv, que levavam a aeronave a atingir 444km/h.
Foram produzidos 3.437 exemplares até a produção ser terminada em 1940.

I-16 «Ishak»
A aviação soviética com o programa de modernização apressado transformou-se na primeira força aérea do mundo, equipada com um monoplano de asa baixa e trem de aterragem retractil.

O avião foi mostrado no desfile militar de 1 de Maio de 1934 e sobrevoou a Praça Vermelha a grande velocidade.
Nos países ocidentais, cujos embaixadores tinham visto o I-15 a sobrevoar a Praça Vermelha, foi considerado que se tratava de uma cópia de algum modelo ocidental.

Ao contrário do I-15 biplano, a entrada ao serviço do I-16 apresentou problemas, porque o avião era considerado demasiado rápido. Parte dos pilotos não gostava de fechar a cabine, pois estava habituada a aeronaves com cabine aberta.
As aeronaves estiveram presentes na guerra civil de Espanha, onde muitas modificações foram identificadas, levando a séries mais sofisticadas.

No total foram produzidos 7005 aeronave monoplano de combate, às quais se juntam 1639 versões de treino com dois lugares.



Em 1940, já a guerra tinha começado a ocidente, quando foi apresentado o monoplano I-16, na sua série 24, o mais moderno de todos.

Quando a Alemanha invadiu a União Soviética, os I-16 mais recentes, não estavam no entanto ao nível dos Me-109E que entretanto a Alemanha tinha colocado em serviço.

O principal inimigo dos I-16 soviéticos não foi no entanto o caça alemão, mas sim o bombardeiro de voo picado Junkers STUKA. Em 22 de Junho de 1941, os alemães atacam simultaneamente 66 aeródromos soviéticos que tinham sido identificados por voos de reconhecimento. Os relatórios alemães falam de mais de 2.000 aviões de caça destruídos no solo de surpresa durante o primeiro dia. Milhares de aviões são abatidos no solo, enquanto estão dispostos em enormes filas, impecavelmente alinhados, onde são alvos perfeitos.

-

   
---