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Espingarda / Fuzil

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Steyr-Kropatschek 8mm m/886
Espingarda / Fuzil

Dados sobre utilizadores deste armamento:

Steyr-Kropatschek 8mm m/886
Espingarda / Fuzil

Fabricante: Steyr OWG
Tipo de arma: Espingarda / Fuzil --- Calibre: 8mm
Cadência de tiro: 10 disparos p/min.Velocidade do projectil: 532 M/s
Alcance eficaz: 500MAlcance máximo: 2000M
Dimensões: Comprimento: 1320mm (Cano: 819mm) Largura: 0mm / Altura: 0mm
Peso da arma: 4.55KgDepósito(Carregador): Tubular : 7 munições
Munição:8x60 «Guedes» / FMJ Involucro total em metal /Potencia: 2140J
FiabilidadeManutenção5
Potência2Manuseamento6
Precisão3Preço7


Trata-se de uma espingarda de repetição, que pode disparar vários tiros, sem necessidade de recarregar o depósito. As munições são colocadas num compartimento tubular. Esta solução será considerada ultrapassada apenas alguns anos depois com o aparecimento da Manlicher, com o seu sistema de pente.

Esta característica, não tornará a Kropatschek completamente obsoleta, mas torna-a inferior, já que a colocação do pente de cinco munições, aumentaria extraordinariamente a cadência máxima de tiro.

Portugal tinha colocado uma encomenda para a produção da espingarda Guedes, desenvolvida em Portugal, que era uma arma que disparava apenas um tiro, embora utilizasse um cartucho revolucionário de 8mm..

Já depois de ter selecionado a Guedes, os portugueses começaram a considerar a situação em África, que se agravou com a realização da Conferência de Berlim, na qual as potências europeias tinham retalhado África aos bocados.

Os portugueses tinham recebido alguns territórios na costa, mas não teriam direitos sobre aqueles territórios se não explorassem o interior.
Para os portugueses, tornara-se evidente que a «Guedes» se tinha tornado obsoleta

Era necessária uma nova arma, preferêncialmente de repetição, para responder a emboscadas, em áreas de vegetação densa, como as que tinham sido encontradas pelos portugueses, considerando-se ao mesmo tempo que o país passava a ter vizinhos poderosos nas suas fronteiras.

Estas terão sido algumas das razões que levaram Portugal a desistir da aquisição da espingarda «Guedes» e a optar pela Kropatschek, assim que a Steyr OWG a colocou no mercado como modelo m.1886.

Portugal colocou uma encomenda de 49.000 exemplares (a que se somaram mais 4800 exemplares numa versão curta) e a OWG teve que encontrar comprador para as mais de 8.000 «Guedes» que tinham sido já produzidas.

Notas:

Vários modelos foram produzidos, utilizando a mesma munição mas com diferentes comprimentos do cano, com as seguintes dimensões:

Cano de 521mm (Carabina)
Cano de 660mm (Espingarda curta)
Cano de 819mm (Espingarda colonial)


Informação genérica:
Desenhada pelo engenheiro austríaco Alfred von Kropatschek, esta arma foi fornecida a vários exércitos do mundo de entre os quais se destaca o exército português que foi um dos principais clientes.

A primeira arma do tipo, foi desenhada em 1878 e era uma arma de calibre 11mm, que era o mais comum na altura.

A Kropatschek de 11mm era uma arma de repetição com deposito tubular e em grande medida era inspirada no mesmo tipo de deposito da Mauser alemã modelo 1871/84. Aliás há publicações que se referem a esta arma como Mauser-Kropatschek.

O depósito tubular implica que a arma era carregada com sete munições e podia por isso disparar sete vezes antes de ser necessário voltar a carrega-la.

Esta característica era revolucionária quando se comparava com as espingardas convencionais que disparavam um tiro de cada vez, mas ainda assim, nem sempre a arma era mais rápida.

Ocorria que voltar a encher o depósito demorava demasiado tempo. Por isto a arma poderia ser muito útil para forças que precisassem de uma arma para responder numa emergência, mas manter uma cadência de tiro elevada seria impossível.

Modelo de 8mm

Em 1885 anunciava-se já como tendêncioa provavel (tendência anunciada curiosamente pelo exército português) a introdução de um calibre mais pequeno mas com uma carga mais potente, para permitir a um projetil de 8mm ter a mesma potência de um projetil de 11mm.

A empresa OWG encontrava-se a desenvolver uma versão da arma de 11mm convertendo-a para o calibre 8mm.

Portugal, que por causa dos problemas em África precisava urgentemente de uma espingarda de repetição, substituiu uma encomenda de 40.000 espingardas «Guedes» por uma encomenda maior de espingardas Kropatschek de calibre 8mm, tornando-se no primeiro país a utilizar o modelo.

Desvantagens

As armas de deposito tubular apresentavam várias desvantagens. Além do já referido periodo de remuniciamento longo, à medida que a arma disparava, as munições guardadas ao longo do tubo alteravam o centro de gravidade da arma após cada disparo, reduzindo a precisão do tiro.


A grande profusão de fontes que referem dados diferentes para cada tipo de arma, leva a que possa existir alguma inconsistência de dados.
Alcance eficaz: A distância aproximada em metros, em que se espera que o disparo atinja o objectivo. Alcance máximo: Normalmente a distância em metros em que o projectil precorre uma trajectória recta (tiro tenso).Não é considerado o alcance máximo possível do projectil que pode ser atingido numa trajectória parabólica.
A classificação para «preço», é inversamente proporcional ao custo previsto da arma. Pelo que uma arma muito cara terá uma classificação baixa.
 

Última actualização desta página : 29.01.2013

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