Dados sobre utilizadores deste modelo
Portugal



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Fairey III D
Aeronave de reconhecimento

Fairey III D
Aeronave de reconhecimento (Fairey)
Fairey III D

Dimensões:Motores/ Potência
Comprimento: 10.97 M
Envergadura: 14.05 M
Altura: 3.7
1 x motores Rolls Royce Eagle Mk.VIII
Potência total: 350 HP/CV
Peso / Cap. carga Velocidade / Autonomia
Peso vazio: 1779 Kg
Peso máximo/descolagem: 2858 Kg
Numero de suportes p/ armas: 0
Capacidade de carga/armamento: 300 Kg
Tripulação : 2/3
Passageiros: 0 a 0
Velocidade Maxima: 176 Km/h
Máxima(nível do mar): Não disponível
De cruzeiro: 127 Km/h
Autonomia standard /carregado : 900 Km
Autonomia máxima / leve 980 Km.
Altitude máxima: 4572 Metros


Designação Local:Fairey III D
País: Portugal Qtd: Max/inicial:6 - Em serviço:0Situação: Retirado

Portugal adquiriu sete destas aeronaves. Uma delas foi adquirida para a aviação do exército, equipada com um motor Mk.VII enquanto que a aviação naval recebeu três exemplares, um deles especialmente modificado para permitir voos a grandes distâncias.

Dos seis Fairey III portugueses (registados com os nrs. 16,17,18,19 e 20 e 400) três foram envolvidos na primeira viagem aérea de ligação entre a Europa e a América, com a viagem de Gago Coutinho e Sacadura Cabral, entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

A viagem foi muito atribulada, pois o primeiro modelo Fairey III-D-«Transatlantic» (o único que tinha capacidade para atravessar o atlântico entre Cabo Verde e os rochedos de S.Pedro e S.Paulo ) perdeu-se à chegada aos rochedos brasileiros durante o reabastecimento, quando um dos flutuadores se partiu.

A chegada aos rochedos, sem a utilização de navios balizadores, foi só por si um feito, possível graças a uma engenhosa adaptação de um sextante para utilização numa aeronave. Sem radioajudas, encontrar os rochedos de São Pedro e São Paulo, é mais dificil que encontrar uma agulha num palheiro.

Na realidade, ao amarar próximo aos rochedos de S.Pedro e S.Paulo o Fairey III-D Mk.2 «Transatlantic» tinha já realizado a ligação com o continente sul americano, já que os rochedos se encontravam na plataforma continental.

Foi pedido o envio de um segundo avião, que avariou à chegada a Fernando Noronha e o terceiro (e último Fairey III D disponível) foi então enviado para Fernando de Noronha para que os dois pilotos pudessem completar a viagem, o que finalmente ocorreu quando o Fairey III-D baptizado «Santa Cruz» amarou na baía da Guanabara a 17 de Junho de 1922.


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Forum de discussão

O modelo D e o seu equivalente F foram os mais produzidos. As duas séries eram virtualmente idênticas sendo a sua principal diferença a utilização de motores Rolls Royce Eagle Mk.VIII (350 ou 375cv) na versão «D» e motores motor Napier-Lion XI-A de 569cv mais potentes.

Estes últimos aviões foram utilizados pelo braço aéreo da Royal Navy. Os outros foram utilizados pela Austrália, pela Holanda tendo três deles sido vendidos a Portugal.

A configuração é de um biplano com construção em madeira, coberta com material textil impregnado. Os dois lugares estavam dispostos em linha, embora O Fairey III-D tivesse a possibilidade de instalação de um terceiro lugar.

Armamento.
Normalmente a aeronave transportava uma metralhadora Vickers e uma metralhadora Lewis.

Fairey III D «Transatlantic»

A primeira viagem de ligação entre a Europa e o continente sul-americano foi feita em 1922 pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral. A aeronave era um Fairey III-D mas de uma versão modificada, com uma envergadura de asa bastante maior.

A autonomia do modelo III-D era de 980km, enquanto que a versão modificada que realizou a maior parte da viagem, entre Lisboa e os penedos de S.Pedro e S.Paulo, tinha autonomia para 2027km. Só assim seria possível percorrer a etapa de 1700km entre Cabo Verde e os penedos de S.Pedro e S.Paulo.

Em muitos comentários às imagens do acontecimento, o avião que de fato fez a maior parte da travessia é identificado incorretamente, sendo mostrado não o «III-D Mk.2 Transatlantic» mas sim o modelo Fairey III-D standard.

Na imagem abaixo o Fairey III D Mk.2 Transatlantic:

A forma de identificar o modelo transatlantic é pelas asas, pois no modelo alargado, existem seis apoios a ligar cada um dos pares de asas em vez de quatro na versão standard conforme se pode ver abaixo na imagem à chegada ao Rio de Janeiro:

Na imagem, o Fairey III D «Santa Cruz» que completou a viagem com Gago Coutinho e Sacadura Cabral, à chegada ao Rio de Janeiro.



O único Fairey modelo III existente no mundo, é Fairey III-D que chegou ao Rio de Janeiro em 1922 e encontra-se exposto no Museu de Marinha em Lisboa.

Informação genérica:
Muitos fabricantes europeus, deram especial importância ao desenvolvimento de aeronaves adaptadas à utilização a partir de navios. Uma dessas empresas foi a Fairey da Grã Bretanha, que em 1917 tinha apresentado um projeto de avião designado F.128, resultado de um pedido da Royal Navy, para um hidroavião com capacidade para operar a partir de porta-aviões, com ou sem flutuadores.

O modelo F.128 (designação da fábrica) é também conhecido como Fairey nr.10, designação dada pela marinha britânica.

Essa versão foi posteriormente designada Fairey III-A (50 produzidos) e estava equipada com rodas, para utilização em porta-aviões e era destinada a missões de reconhecimento.

A versão B (28 produzidos), dispunha de flutuadores e destinava-se a operar como aeronave de ataque utilizando três bombas de 105kg.

Uma versão idêntica à versão A mas com um motor mais potente (Rolls Royce Eagle Mk. VIII c/ 375cv) foi designada como Fairey III-C (36 produzidos) e especialmente concebida para operar como bombardeiro.

Já depois do final da guerra foi apresentada a versão D (207 produzidos), que era basicamente um melhoramento da versão C, e que tinha capacidade para transportar um terceiro tripulante.

O último dos Fairey III foi a versão F (350 produzidos). Tratava-se de uma aeronave de três lugares, especialmente concebida para operar como aeronave de patrulha e sinalização de tiro.
Ele voou pela primeira vez em 1926 e muitos deles foi atribuido a navios de guerra da Royal Navy, onde eram lançados a partir de catapultas.

Como aeronave para operação no mar, o Fairey foi considerado um dos melhores aviões a aparecer na fase final da I guerra mundial, mas quando ficou disponível, já a guerra tinha terminado.
Ele serviu durante as décadas de 1920 e até meados da década de 1930. O famoso couraçado Hood, estava equipado com Fairey III-F em meados da década de 1930.

O último Fairey modelo III-F saiu de serviço em 1936.

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