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Não aplicável

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37mm PAK-36 L/45
Anti-tanque

Fabricante: Rheinmetal Defense
Função principal: Anti-tanque --- Calibre: 37mm
Cadência de tiro: 13 disparos p/min.Alcance máximo: 3Km
Comprimento: 1.66M / Largura: 1.65 - Altura: 0
Peso da munição: 0.685KgPeso do sistema: 432Kg
Velocidade do projectil: 762 metros/s Tripulação da peça: 4

 

Países que utilizam este sistema: III Reich / Alemanha - Espanha Nacionalista -

Utilizado pelos seguintes veículos:
Carro de combate médio - PzKpfw-III E/F «Panzer III»

III Reich / Alemanha
Arma anti-tanque por excelência do exército alemão durante a segunda metade dos anos 30 e até pelo menos 1940, altura em que se mostrou inadequado contra tanques mais blindados.

A arma foi enviada para Espanha onde os alemães testaram a sua utilização operacional e as conclusões retiradas durante o conflito espanhol, condicionaram as opções da arma blindada alemã, na medida em que a utilização deste canhão pela infantaria da Wermacht, levou à sua adopção pelas unidades Panzer.

Na organização alemã, este tipo de arma estava distribuida em diferentes proporções e conforme o tipo de unidade:
- Divisões Panzer: 75 unidades
- Divisões de montanha: 48 unidades
- Divisões motorizadas: 72 unidades
- Divisões ligeiras: 54 unidades
- Divisões de infantaria: 72 unidades

Cada regimento de infantaria alemão tinha obrigatóriamente uma companhia anti-carro equipada com 12 PAK-36 (pelotões de 4)


O canhão PAK-36 de 37mm de calibre, foi a arma anti-tanque por excelência durante a segunda metade dos anos 30. A sua introdução no campo de batalha ocorreu durante a guerra civil de Espanha e ele teve alguma importância no estudo das tácticas que foram aplicadas até pelo menos 1941.

O canhão de 37mm era a arma anti-tanque standard da infantaria alemã e a análise da guerra civil de Espanha levou os generais alemães a considerar que o calibre era suficiente.

A arma mostrou ser perfeitamente capaz de derrotar a blindagem das viaturas blindadas soviéticas que a República Espanhola recebeu da União Soviética como os BT-5 e os T-26, e por isso considerou-se que o calibre 37mm deveria manter-se.

Em 1939 a Alemanha invadiu a Polónia e a arma de 37mm mostrou ser igualmente eficiente contra os blindados polacos.

Uma versão desta arma designada KwK L/45 foi instalada nos primeiros tanques Panzer-III e era considerado o canhão adequado para vencer a blindagem dos tanques inimigos, pelo menos até ao final da década de 30.
Os alemães continuaram a considerar este canhão adequado depois da experiência na guerra de Espanha, onde os carros de combate BT-5 e T-26 soviéticos, embora poderosamente armados, não tinham blindagem capaz de resistir a esta arma, mas os projectistas do carro Panzer-III não deixaram de desenhar o tanque para permitir substituir a arma de 37mm por uma de 50mm.

A deficiência ou pouca potência do canhão anti-carro de 37mm tornou-se mais evidente quando a Alemanha invadiu a França em 1940. Nessa altura, as dúvidas que os militares dos blindados alemães tinham sobre a eficiência da arma confirmaram-se e a situação mudou radicalmente.
Pela primeira vez os alemães enfrentaram tanques pesados franceses «Char-1» e britânicos «Matilda» contra os quais os disparos da arma só eram eficientes a pequenas distâncias, normalmente distâncias demasiados pequenas pois o canhão era inferior ao canhão de 47mm dos franceses ou ao canhão de 40mm dos tanques britânicos.
Mesmo o tanque francês S-35 Somua mostrou ter uma blindagem dificil de penetrar pela arma.

Os alemães apressaram o desenvolvimento de armamento mais pesado para ultrapassar o problema, mas quando a Alemanha invadiu a União Soviética em 1941, havia 20.000 destes canhões em serviço, pelo que uma parte muito considerável das unidades de infantaria alemãs continuavam equipadas com este tipo de calibre, embora já tivesse sido desenvolvido o PAK-38 de calibre 50mm.

Os canhões PAK-36 continuaram a ser eficientes contra os tanques leves e médios dos soviéticos construidos nos finais dos anos 30 como os tanques leves T-26 e os tanques médios BT-7 , mas quando os soviéticos mostraram os seus T-34 no campo de batalha, os militares alemães perceberam pela primeira vez com terror, que o seu principal meio de defesa não conseguia perfurar a blindagem do novo tanque russo.

Foram então estudadas formas de permitir a utilização deste grande numero de canhões e foi desenvolvida uma munição anti-tanque de carga oca, que permitia transformar o canhão numa espécie de lançador de RPG, que foi conhecido como explosivo de espigão.

Tratava-se de uma munição que era colocada na boca do canhão e que permitia atingir com eficácia tanques T-34 a distâncias de 300m a 800m. A desvantagem é que o PAK-36 transformava-se num canhão de carregar pela boca, o que era um grande inconveniente nas situações tácticas da guerra na Frente Leste.

Descrição genérica sobre este tipo de armamento:
A peça de artilharia PAK-35 (inicialmente designada 3.7cm L/45) desenvolvida na Alemanha a partir de 1924, e tinha sido inicialmente pensada para ser rebocada por cavalos.

Foi introduzida ao serviço em 1928 e transformou-se na mais conhecida da década de 1930, tendo sido utilizada até ao final da II guerra mundial, embora na altura já estivesse obsoleta.

Em 1932 a doutrina de utilização foi alterada e foram introduzidas modificações. A arma passou então a ser designada PAK-36.

O PAK-36, na sua versão adaptada para ser rebocada por uma viatura é sem dúvida a mais conhecida das armas de 37mm, tendo sido copiada por vários exércitos do mundo. A arma demonstrou as suas qualidades durante a guerra-civil de Espanha, altura em que grandes quantidades de armas alemãs foram enviadas para combater naquele país, ao lado das tropas do general Francisco Franco.

Como se tratava de um calibre standar anti-carro utilizado pelo exército alemão, este adoptou o calibre para instalação no primeiro verdadeiro carro de combate alemão, o Panzer-III.
A opção foi ditada mais pela nacessidade de standardizar o calibre que por causa do poder da arma, que para o final da década de 30 já era considerado duvidoso, em face dos blindados que se projectavam na altura.

Os Estados Unidos copiaram a arma alemã de 37mm e produziram o seu modelo. Como os alemães os norte-americanos também adaptaram a arma par utilização nos seus carros de combate leves M3 e M5.

A União Soviética adquiriu vários destes canhões à Alemanha e posteriormente produziu a sua própria versão.
Os soviéticos no entanto, optaram por fazer uma modificação na arma para o calibre 45mm. Esse calibre, foi o calibre standar da infantaria soviética e esteve ao serviço em versões adaptadas para carros de combate (T-26, BT-5, BT-7) e para automóveis blindados da familia BA-6.

Os japoneses introduziram o modelo Type-98, que era uma cópia quase exacta da peça alemã e também desenvolveram uma versão para utilização nos seus tanques leves Type-95.


 
   
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