Mísseis do mesmo tipo:
Scalp Naval / MdCN
Míssil de cruzeiro
Scalp/Storm Shadow
Míssil de cruzeiro

Dados sobre países utilizadores:

Scalp/Storm Shadow
Míssil de cruzeiro


Fabricante: MBDA
Função principal: Ataque ao solo
Alcance: 250km Velocidade: 980km/h
Tipo de ogiva : Alto Explosivo / pre fragmentadaPeso da ogiva : 450Kg.
Peso total: 1300KgComprimento: 5.1 M.
Diâmetro: 630mmSistema orientação: Inercial / Identificação digital de terreno

 


O míssil Scalp (designação francesa) ou Storm Shadow (designação britânica) é um míssil de cruzeiro desenvolvido pelas industrias dos dois países, e utilizado também pela Itália.

O Scalp / Storm Shadow tem uma velocidade relativamente baixa, próxima dos 1,000km/h pelo que pode ser atingido por mísseis anti-aéreos ou mesmo por aeronaves. O seu desenho «stealth» permite-lhe dificultar a sua detecção, ao mesmo tempo que também facilita a sua utilização em aeronaves sem aumentar significativamente a assinatura radar.

A ogiva do Scalp / Storm Shadow é conhecida como BROACH Bomb Royal Ordnance Augmented Charge e é uma ogiva de dois estágios em que um primeiro estágio detona uma ogiva de carga oca [1] que se destina a perfurar a couraça exterior do alvo, que normalmente será um edificio ou bunker.
A primeira explosão destroi a blindagem e abrindo caminho para uma segunda ogiva que então explode.

A capacidade de penetração do míssil é idêntica à de uma bomba pesada e a sua precisão é idêntica à de um sistema guiado com o auxilio de designação por laser.

O míssil dirige-se ao alvo utilizando GPS e navegação inercial. Durante a fase final do voo, o cone frontal do sistema é alijado e uma câmara de infra-vermelhos de alta precisão faz um «scan» do terreno comparando a leitura com os dados sobre o terreno de um mapa digital guardado na memória do sistema de navegação.

O míssil é do tipo «Fire and Forget» ou «Dispare e esqueça». É pré-programado e não pode ser novamente dirigido para outro alvo nem sequer se pode auto-destruir, excepto se encontrar problemas com a determinação do alvo.
Está em testes a incorporação de capacidade de comunicação bidireccional que permite ao míssil enviar de volta dados sobre a sua posição imediatamente antes de atingir o alvo.


[1] - Ogiva de energia quimica idêntica à utilizada pelos mísseis anti-tanque

Informação genérica:
O míssil Scalp/MdCN / Storm Shadow começou a ser desenvolvido a partir do anterior sistema conhecido como «Apache» desenvolvido desde o inicio dos anos 90 e que entrou ao serviço em França no ano de 2001.

O Scalp, foi desenvolvido como míssil de cruzeiro pela Matra/BAE systems, com maior alcance e com um design inovador «Stealth» que torna o míssil dificil de ser detectado por radares inimigos mesmo quando está a ser transportado por aeronaves. Além disto esta característica é importante porque o Scalp é um míssil subsónico e por isso pode ser interceptado por aeronaves ou por mísseis anti-aéreos.

Ele foi desenvolvido tendo em mente a necessidade de utilizar varias aeronaves europeias como plataforma e por isso ele pode ser lançado a partir de aeronaves Tornado, Typhoon-II, Mirage-2000 e Rafale, mas também poderá ser utilizado a partir do futuro caça F-35 «Lighting-2» de origem norte-americana.

O primeiro lançamento deste sistema ocorreu em Dezembro de 2000, tendo entrado ao serviço em 2002 e utilizado durante a invasão do Iraque em 2003.



Além do Scalp inicial, está em desenvolvimento avançado uma versão naval do mesmo sistema chamada «Scapl Naval» que terá capacidade para ser lançado a partir de sistemas de lançamento vertical de mísseis, instalados a bordo de navios, no caso o sistema de lançamento SYLVER-A70.

Para ser lançado a partir de um navio o míssil precisa de mais combustível para poder ser lançado e atingir a sua velocidade de cruzeiro (sem o impulso dado pela aeronave na versão standard e sem a vantagem da altitude).

O sistema também terá uma configuração diferente. O primeiro Scalp Naval foi lançado de uma fragata francesa em 2010 e o primeiro lançamento do Scalp-Naval lançado de um submarino ocorreu em 8 de Junho de 2011.

   
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