Mísseis do mesmo tipo:
SS-27 / Topol-M
Míssil balistico intercontinental
SS-29 / RS-24 «Yars-M»
Míssil balistico intercontinental
SS-N-30 «Mace» / 3M14 «Bulava»
Míssil balistico intercontinental

Dados sobre países utilizadores:

SS-29 / RS-24 «Yars-M»
Míssil balistico intercontinental


Fabricante: Russian Federation Enterprises
Função principal: Arma estratégica
Alcance: 11000km
Precisão: 50m
Velocidade: 24000km/h
Tipo de ogiva : Nuclear com multiplas ogivas
Potência = 1200kt
Peso da ogiva : 1200Kg.
Peso total: 49000KgComprimento: 20.9 M.
Diâmetro: 2000mmSistema orientação: Inercial + satélites GLONASS

 

Russia
A Russia tinha 18 mísseis deste tipo operacionais em 2013.


O míssil RS-24 aparenta ser uma modernização do SS-27 Topol, constituindo a sua principal diferença a utilização de um novo sistema de reentrada com múltiplas ogivas.

Rumores sobre a existência deste míssil existem desde o inicio da primeira década do século, tendo o sistema sido provisóriamente designado SS-X-29.

MITRV
Os russos afirmam que desenvolveram um sistema de ogivas múltiplas com capacidade para alterar o seu destino depois da separação das ogivas. Cada uma das ogivas operaria assim com grande capacidade de movimentação, tornando extremamente dificil a utilização de sistemas anti-míssil, nos quais os Estados Unidos baseiam todo o seu programa anti-míssil.

Não tendo capacidade nem recursos para desenvolver sistemas equivalentes aos americanos, os russos passaram a tentar desenvolver sistemas que possam ultrapassar a desvantagem tecnológica russa, utilizando para o efeito uma solução simples.

Este tipo de solução tem sido apresentado como lembrando o programa americano para desenvolver uma caneta que conseguisse escrever na ausência de gravidade.
Sem recursos para iniciar um programa equivalente, os russos enviaram os cosmonautas para o espaço com lapis [a].

Expectativas altas
Tratando-se embora de um derivado do anterios SS-27, a principal diferença relativamente àquele, prende-se com a capacidade de reorientar as ogivas, uma vez estas entrem na atmosfera.

Não existe muita informação disponível quanto às características deste sistema, mas alegadamente trata-se de um sistema de controlo que pode tomar decisões autonomamente.
Ao contrário do que tem sido posto a circular, os russos não conseguem controlar o míssil quando ele volta a entrar na atmosfera.
O que ocorre, é que quando ocorre a reentrada, um sistema de navegação completamente digital, toma decisões quanto aos alvos que pode atingir.

Ao saber com precisão onde se encontra, recolhendo automaticamente dados do sistema de satélites GLONASS, a ogiva terá capacidade para «enganar» os radares inimigos, podendo alterar a sua rota durante o precurso.

Esta capacidade reduzirá segundo os russos, a possibilidade de estas ogivas serem atingidas pelos mísseis anti-míssil americanos, que dependem do cálculo prévio da trajectória balística, para posteriormente disparar os seus próprios interceptores numa rota que permita a intercepção.

Sistema GBI
O aparecimento deste tipo de ogiva, caso se confirme, despoletará um maior interesse por parte dos norte-americanos nos sistemas de intercepção de grande altitude, que pretendem atingir os mísseis quando estes se encontram fora da atmosfera.
Ao atingir os mísseis fora da atmosfera, quando as ogivas ainda não se separaram, ficaria anulada esta nova capacidade.



[a] - A solução que parecia simples, acabou por não resultar por causa da necessidade de afiar a ponta do lapis. As aparas de madeira ficavam no ar e eram respiradas pelos cosmonautas, além de ajudarem a entupir o sistema de ventilação.

Informação genérica:
O míssil Topol, também conhecido como RS-12 começou a ser desenvolvido nos anos 80, embora não haja consenso sobre ecactamente quando isso ocorreu.
Existem fontes que colocam o desenvolvimento do Topol no inicio dos anos 80, nomeadamente em 1983, como resposta ao programa «Guerra das Estrelas» de Ronald Reagan, enquanto que outras fontes apontam o final dos anos 80, como data mais provável.

A primeira versão do sistema, conhecida apenas como Topol, entrou ao serviço em 1988. Recebeu a designação NATO SS-25 «Sickle» e era um sistema movel, com 20,5m de comprimento e um diametro de 1,8m, pesando 45100kg. Tansportava uma ogiva nuclear de 550kt.

Silo de um míssil Topol.

Inicialmente, os mísseis Topol-M, deveriam ser uma modernização e aprimoramento dos mísseis balísticos SS-25, mas o fim da União Soviética, não só atrasou o processo, como o transformou num projecto 100% russo.

Embora o programa tenha evoluido desde os anos 80 pensando na sua instalação em silos, desde 2002 que a Rússia iniciou um programa de adaptação do Topol a sistemas móveis de lançamento, que resultou no Topol-M.

Estão operacionais cerca de 50 unidades em silos e está previsto que os futuros mísseis construidos sejam na versão Topol-M, ou seja, utilizem apenas sistemas móveis de lançamento, abandonando os silos de lançamento que são considerados vulneráveis por parte das autoridades russas.

Além da versão lançada a partir de Silos «Topol» e da versão móvel «Topol-M», lançada a partir de um veículo terrestre, existe ainda uma versão lançada a partir de submarinos, que é conhecida como «Bulava»..


Existem informações multiplas sobre a capacidade dos mísseis Topol e Bulava. Qualquer dos dois poderá transportar até 6 ogivas, mas o Bulava é mais pequeno que o Topol. Os russos afirmam ter desenvolvido uma ogiva altamente manobravel de 150kt, que em principio tanto poderá ser instalada num sistema quanto noutro. Esse tipo de MIRV, terá capacidade para resistir aos raios laser, a uma explosão nuclear a mais de 500m, podendo tabém iludir os mísseis anti-missil americanos do tipo THAAD.
O primeiro teste deste veículo de reentrada foi feito em 2005.

Os mísseis Topol equipados com este tipo de MIRV serão aparentemente chamados de RS24, o que poderia implicar uma terceira versão do Topol, provisoriamente chamada SS-X-29.

   
---