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O Vasco da Gama, adquirido por Portugal em 1876, é um navio dificil de classificar. Na realidade ele foi designado de corveta-couraçada, mas o seu deslocamento e principalmente o seu armamento principal fazem com que o navio entre num outro tipo de classificação, que varia entre o cruzador protegido ou o couraçado.
O Vasco da Gama, armado com dois canhões de 260mm, continua até hoje a deter um record na marinha portuguesa: O navio armado com os maiores canhões alguma vez instalados num navio português.
Além do armamento principal o navio estava ainda equipado com um canhão de 150mm e quatro canhões de 105mm instalados nas laterais, dois de cada lado.
 | | A corveta couraçada Vasco da Gama, em maquete no Museu da Marinha (Lisboa) |
Quando foi encomendado, no inicio da década de 70 do século XIX ele era um navio poderoso, pensado para proteger a entrada do rio Tejo.
Na altura os canhões colocados em torres giratórias não eram ainda uma solução muito comum, por isso a marinha portuguesa optou por uma solução intermédia, que permitia mover os canhões embora de forma limitada, numa estrutura octogonal, que permitia ao navio disparar quando em perseguição (disparando para a frente) ou em fuga (disparando para trás).
No entanto os desenvolvimentos tecnológicos rapidamente tornaram o navio obsoleto.
Em 1880 já navios muito mais poderosos cruzavam os mares, armados com canhões de calibres idênticos ou superiores e com os canhões alojados em torres que podiam disparar em qualquer direcção.
A corveta couraçada Vasco da Gama foi submetida a uma reconversão radical, que alterou grande parte do navio. Ele foi cortado em dois, sendo-lhe acrescentada uma secção adicional. O navio reconstruido foi reclassificado como cruzador. Por causa da modificação ser muito grande, o navio modificado (que manteve o mesmo nome) tem uma ficha separada: Ver Cruzador couraçado Vasco da Gama.
 | | Visão interior de um dos dois canhões de 260mm, os maiores alguma vez instalados num navio de guerra português |
| Informação genérica: | 
Esta classe foi constituida por apenas um navio, embora devido à reconstrução a que foi submetido, ele apareça com um novo aspecto e nova classificação de Corveta-Couraçada para Cruzador-Couraçado. Tratando-se do mesmo navio, as modificações foram de tal forma radicais que se incluiram descrições separadas.
A compra do Vasco da Gama na Grã Bretanha, como navio de bateria central, deveu-se à política de modernização levada a cabo por Fontes Pereira de Melo, que considerou a necessidade de defesa do litoral português mas também do extenso império. A aquisição do navio, que era relativamente moderno para a altura foi acompanhada da compra de navios mais pequenos e adequados para funções em África e na Ásia. | |