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Carro de combate leve



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X1A2
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X1A2
Carro de combate leve (Bernardini)
X1A2

Projeto: Bernardini
Brasil
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
5.6
6.5m
2.6m
2.45M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
18t
20t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Scania DS-11 - Diesel
286cv
60 Km/h
25 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
N/disponível
580Km
3
60º
30º
1.3M
2M
0.8M

Armamento básico
- 1 x 90mm CM90 Mk.3 (Calibre: 90mm - Alcance estimado de 1.6Km a 3.5Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Brasil
Designação Local:X1 / X1A2
Qtd: Máx:110 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Distinguém-se duas derivações deste carro de combate. O X1, mais antigo e o X1A2 com linhas completamente modificadas, ainda que com um armamento principal idêntico (90mm).


Forum de discussão

O X1A2 foi o mais poderoso e também a mais moderna de todas as modificações, modernizações e adaptações do carro de combate leve M3.
Para um observador que não conheça a evolução da viatura, a sua origem passaria provavelmente despercebida.

O X1A2 é o resultado de um processo de evolução, que naturalmente tem a sua origem nos carros de combate leves M3 fornecidos pelos Estados Unidos ao Brasil na sequência da II guerra mundial.

Em 1973, é apresentada a primeira versão modernizada do M-3, que passou a partir de aí a ser conhecida como X-1, que foi aprovado, tendo-se seguido a modernização de 80 unidades do M-3 Stuart.

M3 Stuart / X1
X1: A primeira versão do Stuart modernizada no Brasil. Foram convertidos 80 deles
O X-1 viu melhoradas as suas características balísticas, com chapas laterais mais inclinadas, feitas de aço mais resistente. O motor a gasolina foi substituído por um motor Scania DSII fabricado no Brasil, com seis cilindros e 260cv de potência (que deu ao veículo uma autonomia quatro vezes superior).
A mudança também se sentiu na substituição a torreta de origem, com canhão de 37mm por uma nova, equipada com um canhão DEFA de 90mm mod.E2F1, francês.
Também foi modernizado o sistema de comunicações.

M3 Stuart / X1A1
O X1-A1, é parecido com a versão anterior, mas é claramente identificado pela existência de três «boogies» com seis rodas em vez de 2 «boogies» com quatro rodas que caracterizam o modelo standard. Este veículo não entrou ao serviço
Com os conhecimentos decorrentes desta modificação, a Bernardini passou à fase seguinte, a do X1-A1.
O «novo» X1-A1, sofreu uma alteração radical, ao ser-lhe acrescentado um terceiro boogie, passando de quatro a seis rodas de sustentação laterais. Esta alteração implicou a necessidade de aumentar o comprimento do veículo (em 150cm), que passou a ter mais de 6 metros de comprimento.
No entanto, esta «nova versão» funcionou apenas como protótipo e não chegou a ser aprovada, dado se considerar que as modificações não eram suficientes para justificar o investimento.

X1-A2 - O último M3

Com várias sugestões do exército brasileiro, surge então, no inicio dos anos 80, e baseado no X1-A1 «esticado» o modelo X1-A2.
Este novo veículo apresentava alterações muito significativas, que faziam com que quem olhasse para ele dificilmente encontrasse as suas origens no velho M3 Stuart.
M3 Stuart / X1A2
O X1-A2, foi praticamente reconstruido e já pouco lembra o veículo que lhe deu origem. A alteração na parte da frente do veículo, é especialmente demonstrativa das mudanças. Foram reconstruidas cerca de 30 unidades deste veículo
Com a carcaça completamente reformulada, especialmente na parte frontal, o que alterava completamente o aspecto do veículo, o X1-A2 manteve o sistema de suspensão apresentado no protótipo X1-A1 e teve o motor revisto, dando-lhe uma potência de 280cv.

Uma torre modificada, com um canhão de 90mm da Cockerill belga fabricado sob licença pela Engesa e igual ao dos carros de combate ligeiros Cascavel foi incluída.
Com esta alteração o X1-A2 podia disparar munição perfurante moderna (flecha). No entanto ele não incluiu nenhum sistema electrónico de pontaria, dado que a sua função continuaria a ser a de veículo secundário de apoio.

O facto de se tratar de um conceito dos anos 30, muito modificado, levou a que não fossem reconstruidos muitos veículos, numa altura em que a industria brasileira já estava capacitada não só para fazer alterações em carros de combate mais poderosos como estava capacitada para os conceber e produzir.

Assim, a principal vantagem dos projectos de modernização do M3-A1/X1-A2 tiveram que ver com a criação de técnicos que ficaram capacitados a efectuar não só este tipo de modificações, como a projectar de raiz novos veículos blindados. A modernização do M-41 brasileiro foi uma das consequências e a criação de veículos blindados como o Tamoyo e o Charrua foram outras.

Informação genérica:
Familia de carros de combate leves do exército americano, que começou a ser desenhada ainda antes de os Estados Unidos entrarem no conflito.

Este tipo de veículo entrou em combate pela primeira vez em África onde ficou clara a sua enorme debilidade em termos de blindagem.

Além da blindagem muito leve, o M-3 não estava equipado com armamento capaz de perfurar a couraça dos carros de combate alemães (que curiosamente tinham começado por utilizar esse mesmo calibre no inicio da guerra, pois a peça de 37mm do M-3 é derivada de um modelo alemão).

Rapidamente os M-3 foram relegados para missões secundárias, com ordens para não entrarem em combate na presença de veículos pesados alemães. Eles podiam no entanto servir para protecção de unidades de infantaria.

Depois da guerra foram utilizados por vários países europeus e sul americanos.

Entre os mais importantes utilizadores do M3 está o Brasil, país que recebeu uma considerável quantidade de veículos deste tipo e que durante os anos 60 e 70 produziu versões muito modificadas deste veículo.

De entre essas versões destaca-se o X1A3, uma versão radicalmente modificada e potente