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Carro de combate leve



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M3-A1 Stuart
Carro de combate leve (ACF)
M3-A1 Stuart

Projeto: ACF
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
4.54
n/disponivel
2.24m
2.3M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
11.3t
12.927t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Continental W970-9A (radial gas.)
250cv
58 Km/h
32 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
252 Litros
113Km
4
31º
25º
0.91M
1.83M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 37mm M3/M6 m.38 L/53 (Calibre: 37mm - Alcance estimado de 1Km a 1.7Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Brasil
Designação Local:M3A1 / X1A1
Qtd: Máx:350 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Os M3 começaram a chegar ao Brasil ainda nos anos 40 (20 unidades em 1942) e continuaram a ser recebidos até ao inicio da década de 50. Eles permaneceram ao serviço até aos anos 70, tendo servido essencialmente para funções de reconhecimento. Essa função e a sua mobilidade, levaram a que o veículo fosse conhecido como «perereca», um tipo de rã saltadora.

Embora estando totalmente obsoletos nos anos 70 mesmo para padrões menos exigentes, o M3 existia em grandes quantidades no exército e era cada vez mais complicado encontrar peças de reposição, pelo que foi decidido estudar as possibilidades de modernizar uma parte deles, tendo o estudo sido encomendado à empresa Bernardini de São Paulo, que juntamente com outras empresas como a Motopeças ou a Novatração desenvolveram o projecto (ver X1A2).

Além destes modelos, parte dos M3-Stuart brasileiros foram ainda utilizados como protótipos de outros veículos, alguns dos quais entraram ao serviço como o veículo lança-pontes.


Forum de discussão

O M3, é um derivado do tanque M2, que evoluiu durante os anos 30, periodo em que no seu país de origem a arma blindada não era considerada importante.

Quando em 1939 e 1940 as unidades blindadas alemãs vencem com facilidade os exércitos europeus, os americanos entendem que o seu M2 tem uma blindagem ineficiente, pelo que introduzem alterações no M2, transformando-o no M3

A produção ficou a cargo da ACF, American Car Foundry Company, que fabricou grande parte dos M3 e foram produzidos quase 14,000 unidades.

O M3A1, foi um melhoramento do modelo M3 standard, com a retirada de duas das metralhadoras de casco que o modelo anterior tinha. O modelo final (M3A3) era consideravelmente diferente e tinha um casco completamente soldado. A parte da frente tinha um muito melhor perfil balístico (ver M5) e mais espaço interno que permitiu o transporte de maior quantidade de combustível.

O facto de ter uma blindagem muito fina, quase vertical e com um grande numero de superficies, tornava o M3 um alvo relativamente facil dos canhões anti-tanque alemães. A sua mobilidade, embora apreciada não foi factor suficiente para manter o veículo em operação de primeira linha. No Verão de 1943 foi declarado obsoleto.

Quando se estudou a possibilidade de continuar o desenvolvimento do M3, concluiu-se que a sua estrutura não permitia aumentar a blindagem e que por isso a colocação de um novo canhão mais potente não era viável. Em sua substituição foi lançado o carro M-24 Chafee.

Além dos Estados Unidos, o M3 foi utilizado em grandes quantidades pelos britânicos no norte de África, tendo muitos deles sido fornecidos à União Soviética. Foram igualmente fornecidos à França de DeGaulle e à China Nacionalista que os utilizou contra os japoneses.

Informação genérica:
Familia de carros de combate leves do exército americano, que começou a ser desenhada ainda antes de os Estados Unidos entrarem no conflito.

Este tipo de veículo entrou em combate pela primeira vez em África onde ficou clara a sua enorme debilidade em termos de blindagem.

Além da blindagem muito leve, o M-3 não estava equipado com armamento capaz de perfurar a couraça dos carros de combate alemães (que curiosamente tinham começado por utilizar esse mesmo calibre no inicio da guerra, pois a peça de 37mm do M-3 é derivada de um modelo alemão).

Rapidamente os M-3 foram relegados para missões secundárias, com ordens para não entrarem em combate na presença de veículos pesados alemães. Eles podiam no entanto servir para protecção de unidades de infantaria.

Depois da guerra foram utilizados por vários países europeus e sul americanos.

Entre os mais importantes utilizadores do M3 está o Brasil, país que recebeu uma considerável quantidade de veículos deste tipo e que durante os anos 60 e 70 produziu versões muito modificadas deste veículo.

De entre essas versões destaca-se o X1A3, uma versão radicalmente modificada e potente