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Carro de combate médio



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Artilharia Auto propulsada

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M4 / M51 «Super Sherman»
Carro de combate médio

 

M4-A3 (76) /E8 Sherman (HVSS)
Carro de combate médio (Detroit Tank Factory)
M4-A3 (76) /E8 Sherman (HVSS)

Projeto: Detroit Tank Factory
Estados Unidos da América
Dimensões
Comprimento
Comprimento máximo
Largura
Altura
Altura máxima
6.27
7.52m
2.68m
3.43M
Peso vazio
Peso / combate
Cap. Carga
Reboque
30t
33.7t
N/disponivel
N/disponivel
Motor / potência / capacidades
Motor
Potência
Vel. maxima
Terr. Irregular
Ford Mod.GAA V-8
500cv
47 Km/h
35 Km/h
Tração
Tanque combustivel
Autonomia
Tripulação
Lagartas
670 Litros
160Km
5
35º
30º
0.91M
2.26M
0.61M

Armamento básico
- 1 x 76.2mm M1A1 L/55 (Calibre: 75mm - Alcance estimado de 1.2Km a 2Km)
Sistema de radar auxiliar:

País: Portugal
Designação Local:CC 32T M4A3E8 M/53
Qtd: Máx:20 - Qtd. em serviço:0
Situação: Retirado
Operacionalidade:
Portugal recebeu ao abrigo do MDAAP cerca de 20 unidades deste veículo por volta de 1953.

Foram também recebidos por Portugal, em 1953, vários carros Sherman equipados com canhão de 105mm. Este veículo foi classificado no exército português como CC 32T OBUS 10,5CM M4A3 M/53.

Sherman 105mm
Veículo de combate Sherman, equipado com um obús de 105mm. Este veículo não é um tanque, pois o canhão de baixa pressão (470m/S) não tinha capacidade para perfurar blindagens, a não ser a muito curta distância. Esta versão serviu de veículo de apoio de fogo.


A versão de 105mm no entanto, não dispunha da suspensão HVSS, tendo uma suspensão idêntica à utilizada nos M4A1.


Portugal adquiriu também uma versão modificada, como veículo de recuperação com o mesmo tipo de suspensão HVSS, chamado M-74 M/54.

O M-74 estava armado apenas com uma metralhadora Browning 7,62 e uma Browning 12,7mm na cúpola.

A lança suportava 20430Kg e o guincho de reboque tinha capacidade de tração para 40860Kg. Com um cabo de 61M.
O veículo estava equipado com meios para efectuar trabalhos de corte e soldadura de metal.
As características mecânicas do veículo eram identicas às do M4A3-E8.

Portugal recebeu 6 destas viaturas em 1954. Foi atribuida uma a cada esquadrão de Carros de Combate do GAC da Divisão Nun'alvares. Em 1984, quatro destes carros foram modernizados, recebendo motores a Diesel Detroit 8Y-7-1-T
Sherman M-74
Veículo blindado de recuperação Sherman M-74.


Forum de discussão

O M4A3 original, é idêntico ao M4A2, sendo principal diferença a instalação de um motor Ford a gasolina, desenhado especificamente para este tanque, dado que havia falta de motores radiais para as aeronaves. O M4A3 foi o Sherman mais produzido de todos e aquele que foi adoptado em maiores numeros pelo exército dos Estados Unidos.

Inicialmente o Sherman «A3» estava equipado com um canhão de 75mm. Os problemas enfrentados pelas viaturas equipadas com aquela arma, e a decisão americana de utilizar o Sherman até ao fim da guerra (em vez de apressar a introdução de um novo tanque mais poderoso), levou a que muitas alterações e melhoramentos fossem sendo incluidos no modelo M4A3, pelo que ele é também o modelo de Sherman que tem mais sub-séries.

Novo armamento principal

Talvez a carecterístima mais distintiva deste modelo tenha sido a incorporação de uma nova arma principal, mas mesmo esta modificação esteve envolvida em polemica e dúvida.

O canhão de 76mm, derivado de um sistema anti-aéreo era apenas marginalmente superior ao canhão de 75mm instalado nos primeiros Sherman e era mesmo inferior quando se considerava a sua capacidade para disparar munição explosiva.

No entanto os estrategas americanos não queriam complicar a logística e aproveitaram o facto de um dos caça-tanques americanos já contar com este armamento de série, pelo que estaria facilitada a questão logística.

Os americanos rejeitaram mesmo a proposta britânica de fornecer canhões de 17 libras de fabrico britânico que seriam enviados para os Estados Unidos para instalação nos Sherman.

Só demasiado tarde alguns dos responsáveis americanos perceberam o erro crasso, já que o Sherman mesmo equipado com uma peça principal de 76mm era claramente inferior aos tanques alemães como o Panther, já para não falar nos Tiger.

Como aconteceu com os outros modelos, os Sherman M4A3, também foram sujeitos a modificações ao nível da suspensão. O resultado dessas modificações foi o M4A3 E8 (conhecido como Easy Eight). É um veículo que difere dos modelos iniciais do Sherman por causa do seu sistema de suspensão muito melhorado, que permitia maior mobilidade ao veículo.

Esta foi uma das últimas modernizações do Sherman apresentadas durante a II Guerra Mundial, e além da mais evidente alteração da suspensão que se tornou muito mais macia.

O falhanço desta modificação finalmente convenceu os estrategas americanos a dar prioridade ao desenvolvimento dos tanques pesados, que viriam a resultar no M26, que ainda chegaria ao campo de batalha na Europa nos derradeiros dias do conflito.


Apenas 254 modelos com este tipo de suspensão foram entregues ao exército norte-americano antes do final da guerra na Europa, mas o sistema de transmissão era bastante superior, o que levou a que fosse adaptado a modelos posteriores, sendo vários modelos mais antigos igualmente submetidos à modificação do sistema de transmissão.

O novo sistema foi utilizado por vários dos veículos de apoio que foram construidos com base no M4 Sherman após a II guerra.

Informação genérica:
O carro de combate médio M4, que é mais conhecido pela designação que lhe foi dada pelos militares britânicos «SHERMAN» foi o mais produzido carro de combate americano da II Guerra Mundial, e continuou ao serviço durante muito tempo, mesmo até aos anos 80 em alguns continentes.

No ano de 1941, ainda os Estados Unidos não tinham entrado na guerra e quando ainda não tinha tido inicio a produção do tanque médio M3 «Lee», e já a comissão americana encarregada da especificação dos tanques para o exército emitia a especificação para um novo tanque equipado uma torre armada com uma canhão de 75mm com capacidade de rodar a 360º

A especificação exigia que o novo tanque, que receberia a designação « Medium Tank M4 » tivesse a possibilidade de receber diferentes sistemas de armas, abrindo caminho para a sua eventual utilização (por exemplo) como óbus auto-propulsado.

O caminho mais rápido

O Sherman foi um desenvolvimento relativamente apressado e a solução mais rápida para responder às necessidades da especificação, foi a de utilizar como base para o M4, o chassis do M3-Lee/Grant e redesenhar completamente a parte superior.

O inicio dos estudos do carro M4, coincidiram praticamente com a entrada da América na guerra, após o ataque a Pearl Harbour no inicio de Dezembro de 1941. Nessa altura previa-se que fossem construidos 1000 tanques por mês, mas os objectivos foram prontamente alterados para 2000 tanques por mês, construidos em onze fábricas diferentes nos Estados Unidos.

As diferentes versões do Sherman podem reconhecer-se pelo casco do carro de combate. Enquanto que nas primeiras versões se optou pelo casco moldado, o que dava a aparência arrendondada ao Sherman, as versões A2 e A3 caracterizam-se já por um casco com laterais soldadas, o que lhe dá uma aparência menos arredondada pois são perfeitamente identificáveis as arestas.

O armamento de 75mm foi inicialmente julgado suficiente, mas quando o Sherman entrou pela primeira vez em combate no norte de África contra os tanques alemães, tornou-se evidente que não estava à altura da blindagem dos cada vez mais poderosos carros de combate do III Reich.

Também por isso, existem muitas versões e séries do carro de combate Sherman que foram resultado de várias modificações.

Não só foi posteriormente instalado um novo canhão de 76mm (que mesmo assim demonstrou ser insuficiente, levando a que fosse proposta ainda mais uma substituição de canhão) como foi completamente modificado o sistema de suspensão que ficou conhecido como «easy eight».
Existem carros de combate M4A1 (da primeira versão) que receberam tanto modificações ao nível do armamento como ao nível da suspensão. Estas modificaçõe por seu lado, também podiam implicar a substituição do motor por um mais poderoso.

Sherman suspensão HVSS
Comparação entre os dois tipos de suspensão utilizados pelos tanques Sherman. A HVSS introduzida em 1944 e a mais antiga VVSS, já presente nos tanques americanos anteriores à guerra
Além das versões conhecidas do Sherman M4 A1/A2/A3/A4/Firefly etc. Também foram produzidas muitas versões distintas, para os mais diversos fins.

De entre as mais siginificativas está a versão Óbus, que consistia basicamente num Sherman standard equipado com um óbus de 105mm na torre.
Foi também produzida uma versão adequada para as unidades de artilharia, conhecida como Priest.

Problemas
Ainda que milhares de Sherman nas suas várias versões tenham sido produzidos, o carro de combate nunca se destacou nem pelo poder de fogo (que era inferior ao dos seus congéneres) nem pela blindagem, que era igualmente débil .

De entre os problemas que surgiram e das criticas que foram sendo apontadas ao Sherman a mais grave foi a da blindagem débil.

Por causa da débil proteção o veículo passou a ser conhecido como "Ronson" uma famosa marca de isqueiros, pela sua característica capacidade de explodir ou se incendiar com facilidade (a propaganda do isqueiro Ronson afirmava que «acende sempre à primeira»).

Esta deficiência levou a que os Sherman recebessem modificações que incluiam a utilização de uma camera de água envolvendo o compartimento dos projecteis, para evitar que explodissem. A fraca blindagem também levou à aplicação de placas de blindagem adicional nas laterais do veículo.
Os americanos chegaram a considerar que necessitavam de até cinco Sherman para derrotar um só tanque Panther alemão.

Carro de combate Sherman M4A1(76), modificado com suspensão Easy Eight
Quando os americanos chegaram à Normandia em 1944 e as perdas de carros de combate Sherman começaram a ser alarmantes, era demasiado tarde para procurar soluções. Como na altura estava em desenvolvimento o tanque pesado M26 «Pershing», armado com uma peça de 90mm, os militares norte-americanos preferiram aguardar pela introdução do novo veículo, para evitar problemas com um programa de emergência destinado a substituir o armamento principal dos carros Sherman ao serviço.

Considera-se hoje, que os norte-americanos erraram na sua análise sobre as necessidades do campo de batalha, não prevendo encontrar grandes numeros de carros de combate equipados com canhões de 75mm muito superiores aos seus.
Os técnicos norte-americanos sabiam por exemplo que a Alemanha estava a introduzir o tanque Panther, armado com uma peça de 75mm, mas concluiram erradamente que o Panther era um tanque pesado, que seria introduzido em pequenos numeros pelos alemães, tal como tinha acontecido com o tanque pesado Tiger-I.
Na verdade o Panther era um tanque médio, destinado a grande produção e mais preocupante que isso, o canhão longo de 75mm era a arma standard média dos carros de combate que os Sherman teriam que enfrentar.

Depois da guerra

Em Janeiro de 1946, todos os carros de combate M4 Sherman, com excepção do M4A3 foram declarados obsoletos.
Em 26 de Maio de 1946, todos os carros de combate norte-americanos foram reclassificados.

Após terem sido retirados de serviço, muitos Sherman foram vendidos para países em diversos pontos do mundo e fornecidos a países aliados.

Destes, destaca-se Israel que não só utilizou o Sherman, como o submeteu a vários processos de modernização, destinados a aumentar o seu valor militar.
Foram produzidas versões de artilharia auto-propulsada de 155mm copmo o Sherman-Soltam.

Veículos do tipo foram também utilizados na América do Sul, onde estiveram ao serviço até meados dos anos 90.

Modelos derivados
O Sherman é idêntico ao carro de combate RAM, desenvolvido paralelamente no Canadá, também partindo do M3 como base.

Na Argentina foi desenvolvido um carro de combate que aparentemente é igualmente derivado do Sherman, que ficou conhecido como Nahuel.

Artilharia autopropulsada
Ainda antes do final da guerra, com base no Sherman com suspensão «Easy Eight» foi desenvolvido o M40, equipado com o óbus de 155mm «Long Tom», o qual foi essencialmente utilizado na Coreia.


Relação dos modelos produzidos e quantidades.
Modelo
Descrição básica
Quantidade produzida

Entregas:

de
até
M4 Casco soldado - motor Continental R975 - Armamento de 75mm cano curto nontagem M34
6748

07/1942

01/1944
M4A1Idêntico ao anterior mas com casco moldado. O armamento principal é o M2 de 75mm (substituido mais tarde pelo M3 de 75mm)
6281
02/1942
12/1943
M4A2Idêntico ao M4, com casco soldado - Motorização General Motors, com dois motores 6-71 Diesel
8053
04/1942
05/1944
M4A3Casco soldado, motor Ford GAA-8 de 500cv. Arma principal de 75mm
1690
06/1942
09/1943
M4A4Versão «longa» quase exclusivamente utilizada pelos britânicos, equipada com motor Chrysler A-57.
7499
07/1942
09/1943
M4A5Trata-se de uma designação reservada ao tanque RAM do Canadá
M4A6Fabricados pela Caterpillar, receberam um motor D200A «Multifuel», um dos primeiros motores do tipo.
75
10/1943
02/1944
M4 (105)Sherman equipado com óbus de 105mm adequado para apoio de fogo.
1641
02/1944
03/1945
M4A1(76)WModernização do M4A1 com novo armamento e nova torre
3426
01/1944
07/1945
M4A2(76)WModernização do M4A2 com novo armamento e nova torre. Mais de dois terços destinados à União Soviética.
2915
05/1944
05/1945
M4A3(75)WModernização do M4A3 mantendo o canhão de 75mm mas modificando a torre
3071
02/1944
03/1945
M4A3(76)WModernização do M4A3, mas

4542

03/1944
04/1945
M4A3(105)Versão do Sherman A3 (motor Ford) com óbus de 105mm para apoio de fogo
3039
05/1944
06/1945
M4A3E8Versão do Sherman M4Ae com a nova suspensão «Easy Eight» que inclui nova torre e novo canhão
254
06/1944
07/1944