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Invasão soviética da Polónia
II Guerra Mundial / Frente Leste
17-09-1939

Este acontecimento teve inicio em: 17-09-1939 e terminou em 17-09-1939
Vencedor: União Soviética

Forças em presença:

União Soviética

Polonia



Às primeiras horas da manhã do dia 17 de Setembro de 1939, o embaixador Polaco na União Soviética foi informado de que as tropas do exército vermelho tinham iniciado uma operação destinada a proteger a fraterna população da Bielorússia e da Ucrânia ocidental.

Na realidade, a invasão soviética da Polónia, tinha sido combinada entre o regime nazista alemão e o regime comunista russo, quando os dois países assinaram o pacto de não agressão, que eufemisticamente foi denominado Molotov-Ribbentrop[1].

Nessa altura, a União Soviética tinha aceite que a Alemanha invadiria a parte ocidental da Polónia e ao mesmo tempo o exército vermelho trataria de ocupar a Polónia oriental, que era afinal parte do antigo território do império russo, que o governo do Kremlin considerava como seu por direito.

As forças russas dividiam-se em duas frentes. Uma invadiu o norte da Polónia e a outra invadiu o sul

A norte estava a frente da Bielorrussa, com comando em Minsk e dela faziam parte o 11º, 3º, 10º e 4º exércitos. A sul, a frente da Ucrânia, constituída pelos 5º, 6º e 12º exércitos.
No total os russos dispunham de 24 divisões de infantaria, 15 divisões de cavalaria, dois corpos blindados e várias brigadas independentes de tanques.

Intervenção inesperada
O alto comando polaco, não tinha previsto a possibilidade de um ataque por parte das forças russas. De tal forma havia certeza disso, que não havia praticamente tropas polacas na fronteira leste.
Os polacos, até então, ainda consideravam a possibilidade de aguentar a defesa em pontos estratégicos, nomeadamente no sudoeste, junto à fronteira com a Romênia, aguardando a possibilidade de uma atitude francesa mais eficaz contra os alemães a ocidente.

Ao invés, a notícia de que as forças russas tinham invadido a Polónia a partir do leste, foi devastadora e deitou por terra as ténues esperanças a que o governo de Varsóvia ainda se agarrava desesperadamente.

Retirar para países vizinhos

Perante esta situação, o chefe de estado-maior polaco, marechal Rydz-Smigly emite uma ordem para que todas as forças polacas a leste do Vístula, ainda em posição para se moverem, marcharem para países vizinhos para ali formar uma exército polaco que pudesse lutar contra a Alemanha em solo francês.

No entanto, a 17 de Setembro, já com Varsóvia cercada pelos alemães, a comunicação era extremamente difícil e apenas algumas unidades acabaram por receber a ordem para retirar para a Roménia e para a Hungria.

Combates em Lviv

Os combates entre polacos e russos foram quase inexistentes. Muitas das tropas polacas, não entendiam inicialmente qual era o posicionamento dos russos, pensando que eles vinham para lutar contra os alemães. Depois de vários combates entre 18 e 20 de Setembro, os restos do principal exército polaco a sul, rendem-se aos soviéticos a 22 de Setembro.

Várias unidades polacas ainda tentam retirar para sul para cumprir a ordem da atingir território romeno ou hungaro, tendo em muitos casos entrado em confronto com as tropas soviéticas, que os impediram.
Ainda assim, grupos espalhados de unidades polacas, a última das quais apenas se rendeu a 6 de Outubro, depois de as forças alemãs terem retirado para oeste da linha de demarcação entre alemães e russos.

Um total de 200.000 prisioneiros polacos foram feitos pelo exército soviético. Muitos deles seriam massacrados por ordem do líder comunista Estaline, na floresta de Katyn.

Cerca de 100.000 polacos conseguiram escapar para as repúblicas bálticas, para a Roménia e para a Hungria, formando posteriormente o exército polaco no exílio.

[1] – A designação «Pacto Molotov-Ribentrop» foi preferida pelos soviéticos, dada a dificuldade em explicar a aliança tácita entre Hitler e Estaline e o acordo entre comunistas e nazistas para a partilha de vários estados da Europa de leste.