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Operação Azul: Estalinegrado
II Guerra Mundial / Frente Leste
28-06-1942

Este acontecimento teve inicio em: 28-06-1942 e terminou em 28-06-1942
Vencedor: Nenhum

Forças em presença:

Alemanha / III Reich

União Soviética



28 de Junho de 1942, marca o inicio da operação «Blau», ou operação azul, que o foi o nome de código dado pelos alemães à avançada para leste a partir da Ucrânia em direcção ao rio Volga e ao Cáucaso, com o objectivo de isolar a URSS dos campos de petróleo daquela região.

A operação vai-se prolongar durante o Verão, Outono e Inverno e terá o seu términos no inicio de 1943.

A operação ficará no entanto mais conhecida pelas suas consequências e pelos combates que se vão travar na cidade de Estalinegrado, que inicialmente nem sequer era um objectivo de Hitler.

A operação azul, ou caso azul (em alemão Fall Blau) representa o inicio do que viria a ser para os alemães o desastre de Estalinegrado.Antecedentes da operação

Depois da invasão alemã da Rússia, começada em 22 de Junho do ano anterior, o avanço até Moscovo, tinha sido detido com as forças alemãs a pouco mais de 20km da capital russa.

As perdas totais dos alemães foram muito superiores ao esperado e a resistência soviética levou a que a guerra se arrastasse até ao inverno, quando Hitler tinha considerado que seriam necessárias apenas 12 semanas para acabar com a União Soviética.

O mapa acima mostra o avanço máximo alemão em 1941 e a vermelho as áreas reconquistadas pelo exército vermelho.
A guerra deveria estar terminada no final de Outubro de 1941, o que evidentemente não aconteceu.

A invasão da URSS chegou portanto a um impasse e os alemães decidiram por isso voltar as suas atenções para a frente sul, com o objectivo de isolar os soviéticos do petróleo do Cáucaso ao mesmo tempo que afastavam a frente dos vitais poços de petróleo romenos de Ploesti, na Roménia.

A preparação

Aquando do ataque em 22 de Junho de 1941, a frente tinha sido dividida em três grandes grupos de exércitos, que tinham um objectivo a norte (Leninegrado), outro central (Moscovo) e outro a sul, com o objectivo de tomar Kiev e a Ucrânia.

Para a operação «Blau», o grupo de exércitos que se encontrava a sul teve que ser reforçado, dado que as frentes a norte ficariam numa posição defensiva, uma vez que os alemães não tinham já capacidade para efectuar ofensivas em todas as frentes.

Assim, o grupo de exército sul é dividido em grupo de exércitos A e grupo de exércitos B.

O grupo A, ficaria mais a sul e o seu objectivo era tomar o Cáucaso e os seus vitais poços de petróleo. Mais a norte, o grupo de exércitos A deveria empurrar os soviéticos até ao Volga e se possível para lá desse rio, que era utilizado como via de comunicação pelos soviéticos.

Aliados dos alemães
O avanço a norte das forças alemãs, que deveriam descrever uma movimentação envolvente no sentido noroeste – sudeste, deixaria um vazio perigoso no flanco esquerdo das forças alemãs. Para resolver o problema, foi decidido lançar nessa brecha, as forças dos exércitos dos países aliados da Alemanha, que embora menos preparados poderiam desempenhar um papel defensivo.
Desta forma, logo que o 4º exército Panzer e o 6º exército avançassem, os exércitos da Hungria, Itália e Roménia ocupariam as posições que os alemães deixariam vazias com o seu avanço para leste.
Mapa: O grupo de exércitos B (2º exército, 4º exército Panzer e 6º exército) ataca as forças soviéticas inicialmente com um ataque contra Voronezh efectuado pelo 2º exército com o apoio dos blindados do 4º exército.
O 6º exército avança rapidamente em direcção a Estalinegrado e posteriormente o 4º exército que se encontrava à esquerda do 6º desce para sul para se colocar no flanco direito daquele exército.
O Grupo de exércitos A atacaria directamente o Cáucaso com o avanço do 11º exército pela península de Kerch enquanto que a norte, o 1º exército blindado e o 17º exército deveriam completar a operação de tomada daquela região russa.
De reserva, para se colocarem à esquerda do 6ºexército, os três exércitos aliados. 2º exército húngaro, 8º exército italiano e 3º exército romeno. O 4º exército romeno teria a mesma função dos restantes três, a sul de Estalinegrado.


A operação começa bem para os alemães, pois embora tivessem tido grandes perdas em 1941 com as operações de envolvimento, os avanços alemães rapidamente

Mas em 6 de Julho de 1942, e perante o perigo que implicaria resistir com meios relativamente fracos perante uma força armada extremamente móvel, o Supremo Quartel General soviético, a «Stauka», emite uma directiva geral de retirada, permitindo às forças soviéticas a retirada perante o avanço alemão.
A ordem de Estaline foi mal interpretada por muitos russos, que viram a retirada como uma assunção da inferioridade soviética perante os alemães, mas na verdade a ordem de retirada teve muitos efeitos positivos para os soviéticos.

O primeiro efeito, foi o de gerar nos generais de Hitler, depois das derrotas do final de 1941, uma sensação de euforia que entretanto tinha sido perdida. No início de Julho, perante o avanço das forças alemãs, Hitler em conversa com os seus generais, afirma que a Rússia está derrotada.
No dia 5, apenas uma semana depois do início da operação azul, as forças alemãs já estão às portas de Voronezh, completando a primeira fase da operação.
Mas no dia 9 os alemães apercebem-se da situação, ao tentar cercar forças russas, que de forma organizada retiram e evitam ser cercadas.

No dia 12 de Julho Estaline ordena a criação de uma nova frente (o equivalente soviético aos grupos de exércitos alemães) que será baptizada «Frente de Estalinegrado».

A 14 de Julho, com duas semanas de operação, embora tenha visto 130.000 soldados soviéticos serem cercados, torna-se evidente que os avanços alemães para leste, não estão a conseguir capturar grandes exércitos soviéticos. O objectivo alemão de avançar utilizando as tácticas de «pinças» blindadas que circundam o inimigo, para depois se encontrarem na sua retaguarda, não está a funcionar.
A 20 de Julho os alemães chegam a Vorochilov, outro dos objectivos da campanha, mas não capturam qualquer unidade soviética.
Por toda a frente, os russos retiram e raramente são apanhados na armadilha alemã.

Mas não só as forças russas mantêm os seus efectivos, como as linhas de abastecimento alemãs são cada vez mais longas. O avanço é rápido mas penoso para os exércitos alemães, que na sua maioria continuam a marchar a pé, com excepção das divisões Panzer e das divisões de infantaria blindada.

Nem um passo atrás
A 28, uma nova directiva de Estaline, vem novamente alterar a situação. A directiva é clara e o seu título é auto-explicativo. Os exércitos soviéticos não devem retirar nem mais um centímetro. A retirada organizada tinha terminado.

No dia seguinte, 29 de Julho, as tropas do 6º exército de Von Paulus lutam contra as tropas soviéticas em Kalach e as longas linhas de abastecimento começam a dificultar o avanço alemão.
Hitler apercebe-se de que o 6º exército não tem forças suficientes para tomar Estalinegrado, dando ordem para que o 4º exército Panzer seja transferido para o grupo de exércitos B, em apoio do 6º exército.

A 7 de Agosto, o 4º exército Panzer ataca a área de Estalinegrado a partir de Sul, enquanto o 6º exército ataca desde noroeste.
Entretanto as forças alemãs a Sul começam a entrar no Cáucaso e a 9 de Agosto tomam a cidade de Maikop.
As tropas alemãs chegam às planícies semi-desérticas da Kalmukia, a ocidente do rio Volga, onde as temperaturas atingem 55º Célsius.

A 14 de Agosto, o 6º exército recebe uma ordem de Hitler, exigindo a captura da cidade de Estalinegrado até 25 de Agosto, no entanto o exército soviético, por causa das ordens de Estaline deixou de recuar. Algumas posições a norte de Estalinegrado são ferozmente defendidas e não serão abandonadas. Não obstante o 6º exército continua a avançar lentamente, à medida que muitos dos seus abastecimentos são desviados para a frente sul, onde se pretende atingir Grozny e os poços de petróleo do Cáucaso.

A 3 de Setembro o 6º exército de Von Paulus começa o assalto final contra Estalinegrado. Vários exércitos soviéticos mantêm-se na cidade de costas para o rio Volga. A cidade é fortemente bombardeada desde 1 de Setembro. Os bombardeamentos alemães acabam por favorecer os defensores, ao criar inúmeras protecções para a infantaria. Parte da população civil é evacuada, embora muitos se mantenham na cidade, porque Estaline acha que os soldados combatem melhor se houver civis na cidade.

No dia 6 de Setembro as primeiras unidades blindadas atingem Estalinegrado, mas a sua mobilidade é muito afectada. Os destroços são fonte inesgotável de esconderijos para armas anti-tanque e contra a infantaria alemã. Hitler exige novamente a Von Paulus que conquiste a cidade até 15 de Setembro.
A 10 de Setembro, unidades do 4º exército Panzer atingem pela primeira vez o rio Volga, o objectivo determinado pela directiva 41 de Hitler.

A 12 de Setembro, em Moscovo, os generais soviéticos começam a planear a ofensiva contra russa contra Estalinegrado.

A 14 de Setembro o 6º exército alemão ataca Estalinegrado com cinco divisões numa frente de 8km. O 3º exército romeno chega aos arrabaldes a norte da cidade e assume posições defensivas. A disposição de forças romenas estará terminada a 12 de Outubro.

A 26 de Setembro as tropas russas que ainda estão em Estalinegrado começam a ser reabastecidas por uma ponte construída 50cm abaixo do nível da água, para evitar que possa ser atacada pelos aviões alemães.

A 12 de Outubro as forças alemãs recebem ordens para assumir posições defensivas, para evitar eventuais surpresas como as que ocorreram no Inverno anterior, mas na cidade a ofensiva continua.

A 14 de Outubro atinge-se aquele que os soviéticos consideraram o dia mais duro de toda a batalha pela cidade. A Luftwaffe voa 2000 missões de bombardeamento. 200 tanques alemães atacam as posições russas na Fábrica de Tractores de Estalinegrado. 5.000 dos 8.000 homens de uma só brigada soviética morrem durante o ataque alemão. O 6º exército atinge finalmente as margens do Volga a 15 de Outubro.