pub


 

Armas e equipamentos relacionados

Avião de caça - Hurricane Mk.I

Bombardeiro leve / táctico - Ju-87B Stuka

Avião de caça - Spitfire Mk.I

Bombardeiro - Ju-88A 4

Avião de caça - Me-109E


Acontecimentos Relacionados
13-12-1939
Batalha do Rio da Prata
10-05-1940
Blitzkrieg a ocidente
13-05-1940
Batalha de Sedan
10-06-1940
Queda da França
03-07-1940
Ataque a Mers-El kebir
13-08-1940
«Adlertag» O dia da Águia
25-08-1940
Primeiro bombardeamento de Berlim
28-10-1940
Invasão da Grécia
11-11-1940
Ataque a Taranto
27-04-1941
Queda de Atenas, 1941
19-05-1941
Operação Rheinubung
20-05-1941
Invasão de Creta
20-01-1942
Conferência de Wannsee
31-08-1942
O Brasil na II guerra
10-07-1943
Invasão da Sicília
24-07-1943
Operação Gomorra «Tempestade de Fogo»
09-09-1943
Afundamento do couraçado Roma
15-02-1944
Monte Cassino
06-06-1944
«Dia D» Invasão da Normadia
12-11-1944
Afundamento do Tirpitz
13-02-1945
Bombardeamento de Dresden
07-03-1945
Tomada da ponte Ludendorf


«Adlertag» O dia da Águia
II Guerra Mundial / Frente Ocidental
13-08-1940

Este acontecimento teve inicio em: 13-08-1940 e terminou em 13-08-1940
Vencedor: Nenhum

Forças em presença:

Alemanha / III Reich

Reino Unido



A 13 de Agosto de 1940, tem inicio a fase mais crítica da chamada Batalha de Inglaterra, período durante o qual a força aérea da Alemanha tenta garantir total superioridade aérea sobre as ilhas Britânicas com o objectivo de permitir a invasão da Inglaterra pelos alemães.

Pode-se dizer que a batalha de Inglaterra começou logo que a França se rendeu em Junho de 1940, mas como os alemães não tinham planos para efectuar uma invasão e não contavam com a continuação da resistência da Grã Bretanha, não foi possível implementar de imediato operações contra as ilhas britânicas.

A marinha alemã, afirmava não ter capacidade para efectuar uma operação de desembarque de grande envergadura, sem que antes a Luftwaffe conseguisse garantir a superioridade aérea.
Com essa superioridade garantida, os aviões podiam concentrar-se sobre os navios da esquadra britânica, que certamente agiriam contra os navios e embarcações de desembarque dos alemães.

Os ataques germânicos contra a Grã Bretanha foram aumentando gradualmente durante o mês de Julho, mas a Luftwaffe não conseguia garantir a superioridade sobre a RAF britânica.
Os alemães subestimaram e ignoraram completamente o efeito do radar nas operações aéreas.
As suas observações concentravam-se nos campos de aviação e nos alvos estratégicos, como zonas onde se encontravam fábricas de armamento, e ignoravam as antenas do sistema de radar britânico.
Na verdade os alemães sabiam da existência das antenas e tinham-nas registado cuidadosamente nos seus mapas, mas identificaram-nas como sistemas civis de rádio, destinados à navegação aérea para aeronaves de passageiros, não os considerando como alvos prioritários.

O objectivo alemão era o de destruir a capacidade dos britânicos lutarem no ar. Inicialmente os alemães bombardearam os aeródromos à volta de Londres, para destruir a capacidade de resposta da RAF, mas depararam-se com surpresas desagradáveis.

A primeira, foi o numero de aeronaves que os britânicos tinham disponíveis, que era bastante maior que aquele que os alemães tinham estimado. Dezenas de caças Hurricane aguardavam os bombardeiros alemães e estabeleciam contacto com os caças de escolta Me-109.
Além do Hurricane, que era a aeronave mais significativa em termos de numero, os alemães também se depararam com o caça britânico «Spitfire», que embora construído em menor numero, era mais ágil que os caças alemães.

A táctica utilizada pelos alemães foi a de avançar com os bombardeiros de forma a que estes pudessem funcionar como isco para atrair os caças britânicos. Como resultado, muitos deles foram abatidos.

Entre os aviões abatidos conta-se a mais famosa «baixa» da batalha de Inglaterra do lado alemão. Tratou-se do bombardeiro táctico Ju-87B «Stuka», que embora tivesse provado as suas qualidades na guerra de Espanha e nas campanhas da Polónia e da França, mostrou que perante uma força aérea organizada e a combater sobre o seu território, a utilidade do bombardeiro táctico leve era muito reduzida.


O sistema de defesa britânico era mais sofisticado que o que os alemães podiam imaginar. Na imagem uma sala de controlo do sistema de radar britânico.


Os Stukas não tiveram a oportunidade de fazer soar as suas atemorizadoras sirenes, que incutiam terror na população civil, porque na sua maioria foram abatidos antes de iniciar o ataque.

Quando o ataque começou, a Grã Bretanha contava com um total de 1396 caças no «Fighter Command» de um efetivo que deveria contar com 1558. Faltavam portanto 162 aviões para o efetivo estar completo.
A produção semanal da industria britânica era na altura de 5 Beaugighters, 10 Defiant, 64 Hurricane e 37 Spitfire.
Na mesma semana os britânicos perderam 36 Hurricane(3 danificados), 22 Spitfire(10 danificados) e 3 Blenheim.

O dia da Águia

A 13 de Agosto, o comandante da Luftwaffe alemã, Herman Goering, ordenou que fossem efectuados ataques maciços contra o sul da Grã Bretanha, para destruir de uma vez por todas a capacidade de resposta dos ingleses.
A luta pela garantia de superioridade aérea sobre a Inglaterra atingia o seu auge.

A Luftwaffe tinha tido tempo para se reorganizar depois da campanha da França e estava então em condições de colocar todo o seu peso sobre as ilhas britânicas.

Goering ordenou às três frotas aéreas da Luftwaffe um ataque conjunto a 13 de Agosto e as operações começaram às 05:10 da manhã, quando nascia o Sol.

Os bombardeiros alemães começaram a descolar de aeródromos na Europa ocupada, mas a enormidade da operação e o grande numero de aviões envolvidos implicava a necessidade de as formações se organizarem no ar.
Isto levou a um grande numero de erros e falhas de coordenação. Nada decorreu exactamente como planeado e foram dadas ordens e contra-ordens que desorganizaram os planos alemães.

Na imagem um Me-109E abatido pelos britânicos



Do lado britânico também houve vários problemas. O grande numero de aeronaves alemãs que começavam a aparecer nos radares fez com que várias aeronaves fossem enviadas para interceptar os aviões inimigos antes do tempo. Depois disso, quando se aperceberam do grande numero de aviões que se aproximava os britânicos decidiram aguardar, pelo que houve situações durante a manhã, em que quando os ingleses chegaram para interceptar os bombardeiros alemães estes já tinham voltado para a base.

Os ataque alemão continuou durante o fim da manhã, mas a eficiente camuflagem dos aeródromos britânicos levou a que os alemães bombardeassem pistas que não eram utilizada pelos caças e deixassem as mais importantes absolutamente intactas.

A coordenação do ataque e o grande numero de aeronaves, juntamente com erros de identificação dos alvos, levaram a que no seu conjunto o dia tenha corrido bastante mal para os alemães.

Só no dia 13 de Agosto, a Luftwaffe perdeu 53 aviões e mais de 200 pilotos e tripulantes. A RAF, pesando embora estar perante uma considerável desvantagem, perdeu 15 caças, e três pilotos morreram.
A diferença de numeros é facil de explicar com o facto de a batalha decorrer sobre as ilhas britânicas, pelo que se os alemães fosse abatidos as tripulações, mesmo que se salvassem eram aprisionadas, enquanto que os britânicos mesmo se abatidos, podiam voltar à luta.

Porém, para o lado alemão, ainda que tivessem sido pesadas, 53 aeronaves, mesmo num só dia, isso não significava a derrota da Alemanha.
O dia da águia foi apenas o primeiro numa série de ataques alemães, que corresponderam ao período mais grave para a Grã Bretanha em termos de poder perder a superioridade aérea.

Grande dificuldade para a RAF

Embora com alguns sucessos a RAF não podia aguentar o ritmo de perdas a que foi submetida durante os dias que se seguiram ao «dia da Águia». Ao fim de uma semana a situação era desesperada para a força aérea britânica, e tornava-se necessário desviar a atenção dos alemães de alguma maneira.

Em desespero, os britânicos tentam desviar a atenção dos alemães quando em 26 de Agosto efectuam um bombardeamento sobre a capital da Alemanha, Berlim.
Só então a situação se altera, e o «sufoco» a que a RAF tinha sido submetida foi ultrapassado, quando os alemães passaram a concentrar os seus esforços contra as cidades inglesas.