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19-04-1648

Este acontecimento teve inicio em: 19-04-1648 e terminou em 20-04-1648
Vencedor: Reino de Portugal

Forças em presença:

Holanda

Reino de Portugal



A primeira batalha dos Guararapes, é um episódio da guerra contra a presença holandesa no nordeste brasileiro, que começou especialmente depois de 1640.

A batalha ocorre num período em que sem intervenção directa da coroa portuguesa (que em Portugal se encontrava perante a pressão da decadente mas ainda poderosa coroa das Espanhas), os portugueses do Brasil, pegam em armas para expulsar os holandeses dos territórios que eram parte da coroa portuguesa, e tomados à força pela Holanda a partir de 1630 e cujos domínios foram aumentando até que em Portugal ocorre a restauração da monarquia portuguesa.

No inicio de 1648, uma poderosa força holandêsa é enviada do Recife para sul em direcção à região da Bahia. Entretanto toma conhecimento de que o Recife foi cercado e marcha de volta para norte para tentar aliviar a pressão dos portugueses sobre a cidade.

O exército holandês na sua marcha para norte, de volta ao ponto de partida, é constituída por cerca de 5.000 homens, e as forças portuguesas estão restringidas a apenas 2.200.

O objectivo, é impedir que os holandeses cheguem ao Recife, interceptando-os a meio caminho, o que acontece numa região conhecida como Outeiros de Guararapes.

As tropas portuguesas, divididas em terços (ou batalhões) comandados por Francisco Barreto, André Vidal e Henrique Dias, conseguem superiorizar-se através de tácticas de ataque furtivo, e beneficiando do conhecimento do terreno, e da sua utilização para ganhar vantagens tácticas.

As forças portuguesas ocupara posições elevadas, que os holandeses atacaram, embora com grande esforço, para seguidamente verificarem que também havia posições portuguesas a tomar outros pontos elevados estratégicos, que permitiam às forças portuguesas atingir os holandeses sem que estes conseguissem ripostar.

De notar que a vitória portuguesa deveu-se não só à superioridade táctica dos seus comandantes, mas também ao facto de os holandeses terem entretanto vindo a perder pontos de apoio (fortes) na região, o que reduzia inevitavelmente a capacidade das suas tropas.

Pelo menos 500 holandeses morrem na refrega, pelo que a batalha foi determinante para o espirito dos portugueses e foi determinante para o futuro da presença holandesa no Brasil. Embora ainda tentassem no ano seguinte uma expedição semelhante, ela também não teve sucesso, tendo resultado numa derrota ainda mais esmagadora, que acabaria por selar o fim do periodo holandês no nordeste brasileiro.

É de especial importância, além da resistência demonstrada pelas forças portuguesas - na sua esmagadora maioria constituídas por portugueses nascidos no Brasil - realçar a importância do apoio dos escravos e dos índios autóctones, cujo apoio foi conseguido, às custas do comportamento inamistoso dos funcionários da companhia holandesa das Índias para com os residentes na região.