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Blitzkrieg a ocidente
II Guerra Mundial / Frente Ocidental
10-05-1940

Este acontecimento teve inicio em: 10-05-1940 e terminou em 10-05-1940
Vencedor: Alemanha / III Reich

Forças em presença:

Alemanha / III Reich

França

Reino Unido



O dia 10 de Maio de 1940, marca o ataque alemão contra os aliados ocidentais. O objectivo é atacar a França e as forças expedicionárias britânicas que se encontram a norte. Mas em vez de atacar directamente o território francês, os alemães vão evitar a linha Maginot, atacando directamente a Bélgica e penetrando na floresta das Ardenas, que era vista pelos aliados como uma floresta densa e impenetrável, onde as estreitas estradas impediam (achavam os generais franceses) a operação de forças inimigas.

A linha Maginot

Durante os anos 30, a França tinha assumido um posicionamento completamente defensivo relativamente à Alemanha e isso levou a construção de uma impressionante e caríssima linha de defesas, conhecida pelo nome do Homem que a promoveu, Andre Maginot.

Maginot era um politico francês, cuja desconfiança da Alemanha cresceu com o tempo. É ele que dirige a faz pressão política para que a França construa a linha de defesa na fronteira entre os dois países, linha que será aprovada pelo orçamento francês de 1930. A linha Maginot defenderia a França da Alemanha, e além disso, por estar construída na Alsácia Lorena, garantiria que aquela parte do território não mais cairia em mãos alemãs.

A linha Maginot, era uma linha defensiva poderosíssima, mas foi construída desde a fronteira suíça para até norte, chegando apenas ao ponto em que se juntam as fronteiras da França da Alemanha e da Bélgica e Luxemburgo.

Durante os anos 30, ocorreram negociações entre franceses e belgas, sobre a possibilidade de construir defesas comuns a belgas e franceses, prolongando a linha Maginot pela Bélgica integrando as fortalezas belgas da linha Namur-Liege-Antuérpia, mas problemas políticos, especialmente o receio belga de afrontar a Alemanha levaram a atrasos nas negociações. Os franceses optaram então por prosseguir a sua linha defensiva entre a fronteira belga e francesa, mas essa linha, cuja construção sofreu atrasos, nunca atingiu o nível de eficácia da linha fortificada que separava a Alemanha da França. Tanto a Bélgica quanto a Holanda influenciaram politicamente a linha Maginot.

A Holanda e a Bélgica tinham posicionamentos muito diferentes. A Holanda desejava manter uma estrita neutralidade, que tinha mantido o país fora da I guerra mundial. Por isso, o exército holandês era relativamente pequeno e contava com apenas 250.000 homens organizados em 10 divisões, que não tinham os efetivos totais. Os holandeses defenderam-se eficazmente dos alemães durante os primeiros três dias, mas o violentíssimo bombardeamento de Roterdão, forçou a rendição holandesa a 15 de Maio.
A Bélgica, tinha uma força militar muito maior que a Holanda. Com um total de 18 divisões de infantaria, duas divisões de montanha e duas divisões de cavalaria, a Bélgica tinha 600.000 homens em armas.
No entanto o ataque contra o forte de Eben-Emael e o acumular de reveses, levou a uma rápida desmoralização das tropas belgas, que combatiam ao lado dos britânicos e dos franceses.

Apesar da dimensão considerável das suas forças armadas, a Bélgica tinha mantido tal como a Holanda, uma política de neutralidade. É por causa das negociações sobre a neutralidade da Bélgica, que a linha Maginot não foi continuada, já que construir a linha até ao mar, era para os belgas uma indicação de que os franceses não ajudariam a defender o país. É assim, que se chega a Setembro de 1939.

Pensando na possibilidade de os alemães voltarem a violar a neutralidade da Bélgica será na fronteira franco-belga que serão colocadas as melhores tropas francesas, constituidas pelo primeiro grupo de exércitos. A esse grupo de quatro exércitos franceses, junta-se o BEF, a força expedicionária britânica, totalizando assim cinco exércitos em 40 divisões sob o comando do general Bilotte.
Em caso de a guerra incluir a Bélgica, haveria a juntar a esta força, 20 divisões belgas e 10 divisões holandesas.

Composição do I grupo de exércitos. A mais poderosa formação de exércitos aliados, contando com um total de 40 divisões.


Ultrapassar a linha Maginot

A 10 de Maio de 1940, a Alemanha efectua uma operação relâmpago, destinada a ultrapassar o problema levantado pela linha Maginot. Embora ocorressem ataques directos sobre a linha, o principal ataque alemão ocorreu imediatamente a norte do sector onde terminava a parte mais fortificada da linha Maginot e onde tinha inicio a linha ainda pouco fortificada cuja construção tinha sido iniciada demasiado tarde.

Os belgas, que tinham tentado manter a sua neutralidade, são fortemente atacados, exactamente naquele que consideravam ser o seu mais importante ponto defensivo, o forte de Eben-Emael, construído entre 1932 e 1935, com características idênticas aos fortes de linha Maginot. O forte, preparado para uma guerra de trincheiras, estava preparado para se defender de infantaria e veículos, mas tinha uma única arma antiaérea. Um ataque de paraquedistas alemães, toma no primeiro dia do ataque, o mais importante ponto de defesa.

A Holanda foi igualmente atacada por grande número de forças aerotransportadas, que agindo na retaguarda, provocaram um caos completo quer entre holandeses quer entre belgas. Mas quer a Bélgica quer a Holanda não foram atacadas por grandes unidades blindadas alemãs, as quais estavam secretamente na região das Ardenas.


As linha de defesa francesas e os principais fortes que faziam parte do sistema defensivo



Portanto, as operações contra a Holanda e o ataque a Eben-Emael foram operações secundárias, dado que o grosso das tropas tropas alemãs, estão no sector central e avançam com especial vigor na região das Ardenas, julgada uma floresta intransponível, e defendida apenas por tropas de segunda linha.

Enquanto que as forças francesas e as duas divisões britânicas a norte, avançam para apoiar a defesa da Bélgica, mais a sul, os alemães, atravessando as Ardenas, vão aparecer em Sedan.

Mapa da situação das forças a 10 de Maio. Notar que a movimentação das forças aliadas que entraram na Bélgica, deixou um espaço praticamente vazio e muito mal defendido entre o 9º exército francês e o 2º exército francês. É aqui que os tanques do 1º exército blindado alemão vão investir em força



Em apenas três dias, as tropas alemãs, com as divisões Panzer à cabeça, ultrapassam a linha de florestas das Ardenas, atingindo o rio Mosa (Mosel) a 13 de Maio. Quando isso acontece, e as notícias chegam a Paris de que os alemães conseguiram chegar à cidade de Sedan a 15 de Maio, é o pânico nas estradas francesas.

Na foto, em primeiro plano um carro de combate Panzer-II e atrás um Panzer-I atravessam a floresta das Ardenas.
Acreditando que a floresta não podia ser ultrapassada pelos tanques alemães, os franceses deixaram aquele sector mais desprotegido e a brecha criada, foi o principal factor que levou à queda da França seis semanas mais tarde.


Do lado alemão, a operação a ocidente, ou «plano amarelo» mobilizou um total de 91 divisões e 2.750.000 militares. Além das divisões que participaram nas operações havia ainda um total de 42 divisões de reservas.

Atravessando a floresta das Ardenas, as unidades blindadas alemãs atingem a cidade de Sedan. A partir daí, os alemães aproveitam a vantagem táctica em que se encontram. As tropas inflectem para norte, com o objectivo de cortar em dois as forças aliadas.


O general Huntziger, comandante do II exército francês. As suas opções, podem não ter sido completamente determinantes, mas ajudaram a alargar a brecha alemã nas horas determinantes de 10 a 17 de Maio de 1940
Igualmente importante é a interpretação inicial que os franceses tiraram do avanço alemão. O comando do 2º exército francês, que recebeu o ataque principal por parte dos alemães e que na prática deixou abrir a brecha de Sedan, não entendeu imediatamente as intenções inimigas e considera numa primeira fase que as tropas blindadas alemãs após romperem as linhas francesas, pretendem inflectir para sul e circundar a linha Maginot para a atacar por trás, facilitando assim a progressão do resto das forças alemãs sobre a França.

Para evitar essa possibilidade, o General Huntzinger, comandante do 2º exército francês, manda que parte das suas forças recuem para sul, para organizar a defesa contra o avanço alemão. Este erro será trágico, porque o que o general fez foi retirar tropas francesas da frente dos alemães, que não pretendem atacar na direcção sul mas exactamente na direcção contrária. Huntzinger, acabou por ajudar a abrir ainda mais a brecha que os alemães criaram ao tomar Sedan.

Este erro de interpretação será absolutamente fatal para os Franceses.

Na Segunda-feira (dia 13 de Maio) os alemães quebram as linhas francesas e tomam Sedan.
Na Terça-feira, (dia 14 de Maio) os franceses atacam frontalmente os alemães mas sem sucesso a confusão generaliza-se e os comandos franceses não sabem onde estão os alemães.
Na Quarta-feira (dia 15 de Maio) Huntzinger faz chegar às suas tropas ordens de forma a permitir responder a um ataque alemão na direcção sul.
Apenas na Quinta-feira (dia 16 de Maio), os comandos franceses conseguem ter uma visão mais geral do que se passa, quando percebem que há tropas alemãs que já estão a seguir para norte desde Terça-feira (14) passada.


AS MUDANÇAS DE GOVERNO NA FRANÇA



Governo francês em

03 Setembro 1939

Presidente
1º Ministro
Min.Defesa
Chefe militar
LebrunDaladierDaladierGamelin
Lebrun
Daladier
Daladier
Gamelin
No inicio da guerra, Daladier do Partido Radical comanda o governo e também o ministério da defesa. Ele apoia a politica defensiva de Gamelin. Recusa a proposta de paz alemã e compromete-se a ajudar a Finlandia, em guerra com a Russia desde Dezembro de 1939.


Governo francês em

20 Março 1940

Presidente
1º Ministro
Min.Defesa
Chefe militar
LebrunReynaudDaladierGamelin
Lebrun
Reynaud
Daladier
Gamelin
Daladier demite-se de primeiro ministro, principalmente por causa da incapacidade em ajudar a Finlandia. Reynaud assume a pasta mas Daladier continuará como ministro da Defesa e por isso Gamelin mantêm-se na chefia do exército.


Governo francês em

17 Maio 1940

Presidente
1º Ministro
Min.Defesa
Chefe militar
LebrunReynaudReynaudWeygand
Lebrun
Reynaud
Reynaud
Weygand
Sete dias depois do inicio da invasão alemã Reynaud assume cumulativamente a pasta da defesa e nomeia Weygand para comandar o esforço francês de guerra. Weygand toma posse no dia 17, exactamente quando a ruptura dos blindados alemãs está no seu ponto mais grave.


Nestas fatídicas 48 horas, sem se aperceberem disso, os franceses recuam e deixam abrir uma brecha de 100km, que nunca vão conseguir fechar. A mudança do ministro da defesa e a nomeação de um novo chefe militar não ajuda. O novo comandante o General Weygand manda cancelar um ataque contra o avanço alemão, mas quando dá uma contra-ordem, é demasiado tarde.

Os franceses entram em pânico. O primeiro ministro da França, Paul Reynaud, no poder havia apenas dois meses, telefona de urgência a Churchil e comunica-lhe que a frente foi quebrada. Pede aos britânicos que enviem mais reforços e especialmente aeronaves para tentar reduzir a supremacia aérea dos alemães, mas os britânicos recusam engajar na luta as suas reservas de caças, temendo que viessem a fazer falta mais tarde para defender a própria Grã Bretanha.


Mapa da situação das forças a 16 de Maio. Notar a abertura entre o IX e o II exército francês, que permitirá o avanço alemão que inflectirá para norte.
A situação na altura não é ainda desesperada, pois em teoria, um contra-ataque francês contra a ponta de lança alemã, poderia cortar o avanço. No entanto a falta de coordenação tornará essa hipótese inviável. Os tanques franceses podem destruir os alemães, mas não têm cobertura aérea.


Os britânicos, porém, continuarão a enviar tropas para França, pois até Junho ainda vão enviar mais uma divisão para território francês.

Os contra-ataques de Arras e Cambrai
Após o ataque de 10 de Maio, os aliados ficaram surpresos quando souberam que os alemães tinham chegado à cidade de Sedan. Mas nas horas e dias seguintes os relatórios que chegavam aos comandos aliados, tanto franceses quanto britânicos, mostraram uma nova realidade ainda mais preocupante:
As forças alemãs avançavam a grande velocidade, não na direcção de Paris, mas sim na direcção norte noroeste, com destino ao canal da mancha. Só então se percebeu que o objectivo alemão era dividir os exércitos franco-britânicos em dois.
Os franceses entram em combate com os alemães no dia 17, quando forças blindadas francesas tentam deter o avanço alemão sem sucesso.

É por isso determinado um contra-ataque, a partir de norte, utilizando unidades da Força Expedicionaria Britânica «BEF» com o objectivo de cortar o avanço da pinça blindada representada pelas forças do I exército blindado de Von Kleist.

O ataque franco-britânico, deveria ser efectuado com forças suficientes para deter o avanço alemão, e deveriam fazer parte dele duas divisões completas, num total de 15.000 homens, apoiados por tanques franceses e britânicos.

O ataque teve inicio em 21 de Maio de 1940, mas começou mal e a coordenação foi terrível. Na verdade, em vez das forças de duas divisões completas, apenas dois batalhões britânicos, apoiados por dois regimentos de carros de combate Matilda-I atacaram as forças alemãs, num total de 2.000 homens [a]. Com pouquissimos efectivos o contra-ataque dos britânicos foi rechaçado pelos alemães que quase conseguiram por sua vez cercar as forças que os atacavam.
As forças britânicas retiraram e acabaram por ser os carros de combate franceses a impedir maiores problemas.

No dia seguinte os franceses organizam um ataque no sector de Cambrai (mais a sul) com os restos que conseguem juntar das suas divisões blindadas. Os tanques franceses são superiores aos alemães, mas a sua organização e tácticas não se adequam às necessidades da guerra em 1940. O exército alemão está coordenado com a Luftwaffe, que utiliza os bombardeiros de voo picado Stuka para atacar os tanques franceses e desorganiza-los quando avançam para cortar as linhas alemãs.

Conhecendo a superioridade dos tanques franceses (especialmente dos Char-B1 cuja blindagem era superior à de qualquer dos carros alemães, não podendo ser perfurada pelos canhões anti-carro de 37mm) as forças da Wermacht recorreram à utilização de canhões anti-aéreos de 88mm como arma anti-tanque, montados em plataformas móveis.

Os franceses demonstraram que tinham os meios blindados móveis para a guerra de movimentos, mas os altos comandos franceses não tinham a preparação adequada para coordenar as forças de que dispunham, nem a logística necessária para apoiar o avanço dos tanques.
A ofensiva de Cambrai falha, e será o último ataque da França antes da capitulação final.


[a] – Rommel, que comandava os tanques alemãs fará um relatório que mais tarde se verificou ser completamente impreciso, em que afirmava ter vencido cinco divisões franco-britânicas.
Os reforços britânicos não vão servir de muito. Os franceses não conseguem evitar o avanço dos blindados alemães para norte até ao canal da mancha.

Em 20 de Maio, apenas 10 dias depois do inicio da operação, as tropas avançadas das divisões blindadas do general Guderian atingem o canal.

As divisões britânicas e parte do exército francês estão agora isoladas do resto das forças francesas.
A 21 de Maio os britânicos e franceses tentam cortar o cerco atacando em Arras e Cambrai, numa operação arriscada que por sua vez poderia (se tivesse sucesso) cortar os abastecimentos das linhas avançadas alemãs.
Sem conseguir resistir as forças aliadas retiram para Dunquerque a 26.
A 28 de Maio 350.000 homens estão cercados em Dunquerque pelos alemães, aguardando evacuação.

A artilharia britânica utiliza todas as suas munições disponíveis para impedir o avanço alemão. Na Grã Bretanha é feito um apelo a todos os pescadores e a todos os donos de qualquer coisa que flutue, para que façam pelo menos uma viagem até às costas de Dunquerque para evacuar soldados.

Desorganização do lado alemão

Vários comandos alemães, estavam muito preocupados com a rapidez do avanço das tropas blindadas e desde o dia 10 que aconselhavam cautela, perante a possibilidade de um contra-ataque aliado.


Mapa da situação das forças a 21 de Maio. Notar o cerco do 9º exército. O 7º exército está a ser reconstituido a sul e está diretamente em frente a Paris. O avanço alemão no entanto, provocou grandes problemas e há uma grande desorganização que força os alemães a suspender a ofensiva.


Após os contra-ataques de 21 e 22 de Maio, os militares mais conservadores vêm ali um claro sinal de que as linhas alemãs podem não aguentar novos ataques aliados.

Na verdade, o contra-ataque dos britânicos e dos franceses em 21 e 22 de Maio fora de tal forma violento que os alemães estimaram que tinham sido atacados por cinco divisões completas.

E de facto, não são apenas as forças aliadas que estão desorganizadas. Os alemães - que avançaram sem parar durante 20 dias - estenderam perigosamente as suas linhas de abastecimento, que entretanto ficaram desprotegidas.
Se é verdade que foi possível vencer os aliados nos ataques de Arras e Cambrai, também é verdade que essas vitórias foram resultado da desorganização do inimigo, que teve poucos dias para os organizar.
Os alemães sabem que não podem dar tempo aos franceses para recuperar, mas os avanços alemães ocorreram em toda a linha e é necessário tempo para evitar que as suas próprias linhas de abastecimento entrem em colapso. Os alemães precisam de pelo menos uma semana, entre 24 de Maio e 1 de Junho para reorganizar e reposicionar as suas forças.

Essa será a principal razão que levará Hitler a dar ordens para que se pare o avanço contra a bolsa de forças britânicas que se encontra em Dunquerque, quando os Panzer chegam ao canal da mancha.

Atacar os ingleses obrigaria os alemães a concentrar mais tropas a norte, quando o objectivo é agora o de planear o avanço para sul e a conquista total da França. Para isso os exércitos do III Reich precisam de uma semana, e essa semana, vai dar tempo para que os ingleses efectuem uma titânica tentativa para evacuar as suas tropas de França.

E os ingleses vão aproveitar os problemas de abastecimento e de logística dos alemães da melhor maneira possível.
Entre 28 de Maio e 4 de Junho, são evacuados 300.000 homens das praias de França para as costas de Inglaterra. Só no dia 31 de Maio são evacuados 68.104 soldados.

Só a partir de 1 de Junho, é que os alemães com as forças reorganizadas, retomam o ataque com uma barragem de artilharia. A luftwaffe continuou a atacar furiosamente as praias de Dunquerque.

Três dias depois, a 4 de Junho, o contra-torpedeiro Shikari, abandona a praia, com as últimas forças evacuadas.

A 10 de Junho a Itália declara guerra à França.

A evacuação das forças britânicas, e a recusa destes em enviar mais aviões da R.A.F. para tentar combater a Luftwaffe, têm um peso psicológico tremendo. Os franceses acham-se traídos e abandonados pelos britânicos. No entanto, desde a retirada de Dunquerque até ao armistício, continuarão a luta contra os alemães e resistirão ainda às tentativas de avanço de quatro exércitos italianos, que serão detidos com sucesso.