pub


 

Acontecimentos Relacionados
10-05-1796
Batalha de Lodi
17-11-1807
Invasão franco-espanhola de 1807
02-05-1808
Início da guerra peninsular
01-06-1808
Primeira invasão francesa (II fase)
16-01-1809
Batalha de Corunha
12-05-1809
A retomada do Porto
27-09-1810
Batalha do Buçaco


A retomada do Porto
Guerras napoleonicas
12-05-1809

Este acontecimento teve inicio em: 12-05-1809 e terminou em 12-05-1809
Vencedor: Reino de Portugal

Forças em presença:

Reino de Portugal

Reino Unido

França



Durante o período da guerra peninsular, ocorreram três grandes invasões efectuadas pela França de Napoleão contra Portugal.

A segunda dessas invasões foi protagonizada pelo general francês Soult, que atacou Portugal pelo norte, marchando para a cidade do Porto.

A tomada do porto ficou marcada pelo desastre da Ponte das Barcas, quando a única travessia do rio Douro foi destruída pelo peso dos inúmeros refugiados que fugiam das forças francesas que avançavam.
Mas Soult, apoiado por forças do General Victor, optam por não marchar para Sul, estabelecendo uma linha de separação a norte do Douro.

No entanto as forças francesas não conseguiram dominar as forças portuguesas a leste, entre o Douro e Trás-os-montes comandadas pelo General Silveira que assim mantinha o flanco esquerdo dos franceses ocupado.

Na manhã de 12 de Maio, os portugueses apoderam-se de quatro barcos rabelo (barcos para transporte de vinho), que estavam na margem norte em poder dos franceses. Transportam os barcos para a margem sul, onde os britânicos entram a bordo, atravessando assim o rio às primeiras horas da manhã.

Os britânicos não foram imediatamente identificados pelos franceses, que os tomaram por tropas suas aliadas, dando tempo a que os ingleses transportassem homens e material para norte reforçando a sua testa-de-ponte no Porto.

Quando os franceses entendem o que se passou, marcham sobre os ingleses, mas estes contam com o apoio da artilharia que se encontra na margem sul do rio e que dispara contra as forças francesas por cima das posições britânicas.

Com o ataque, os residentes locais começaram a transportar militares de sul para norte e ao mesmo tempo, as forças luso-britânicas começaram a atravessar o rio mais a montante, preparando-se para atacar também o flanco esquerdo das defesas francesas.

Com a passagem do rio por parte das forças de Wellesley, os franceses consideraram que estavam em desvantagem táctica e Soult dá ordem para os franceses retirarem do Porto.

As forças aliadas sofreram 150 baixas contra 600 dos franceses, a que se juntam mais 1500 feridos que foram abandonados nos hospitais da cidade.

Para a vitória no Porto, contribuiu também claramente a acção do general Silveira, que comandava as forças portuguesas em Trás-os-montes e que combateu as forças de Delaborde em Amarante até 2 de Maio, continuando a atacar os franceses e tomando Vila Real a 8 de Maio.

Ao fixar forças francesas a leste no alto Douro, Silveira permitiu às forças de Wellesley estar em vantagem numérica no Porto e forçar as forças francesas a retirar para norte, fechando a possibilidade de fuga dos franceses por Trás-os-montes, obrigando-os a retirar para a Galiza.