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Invasão da Polónia
II Guerra Mundial / Frente Leste
01-09-1939

Este acontecimento teve inicio em: 01-09-1939 e terminou em 01-09-1939
Vencedor: Alemanha / III Reich

Forças em presença:

Alemanha / III Reich

Polonia



No dia 1 de Setembro de 1939, às primeiras horas da manhã, as tropas da Alemanha hitleriana passaram a fronteira da Polónia, despoletando assim a II Guerra Mundial.

Os acontecimentos desse dia, vieram na sequência de um ano até ali cheio de movimentações e tomadas de posição que pareciam aproximar a Europa da guerra. Em 1938 a Inglaterra e a França, tentaram apaziguar Hitler, dando-lhe parte da Checoslováquia. Em Março de 1939, Hitler conclui o negócio ao ocupar a Morávia e a Boémia (actual República Checa).
A seguir à tomada desta parte da Europa, Hitler volta-se para a Polónia exigindo a devolução do chamado corredor de Danzig, que ligava a Polónia ao mar do norte, mas o objectivo de Hitler é claro: Varrer a Polónia do mapa.

A Inglaterra, entende então que não vale a pena continuar a apaziguar Hitler e que será necessário fazer-lhe frente. Avisa a Alemanha de que se entrar na Polónia isso implicará a guerra com a Inglaterra.

Hitler vacila. A Alemanha não está preparada para a guerra em 1939. A sua marinha não teria capacidade para fazer frente à Royal Navy e poderia repetir-se o problema da primeira guerra, com uma Alemanha isolada.

Em 21 de Agosto, numa reunião com os seus mais próximos colaboradores no entanto, fica demonstrado que os alemães estão convencidos de que a Inglaterra não entrará em guerra por causa da Polónia. Entre aqueles que afirmam isso, está o chefe da Luftwaffe, Hermann Goering.

Para explicar porque a Inglaterra e a França vão ficar quietas, afirma que os seus exércitos estão desactualizados e que as suas forças estão dispostas de forma defensiva. As forças aéreas não têm condições de defrontar a Luftwaffe.
Os líderes da Alemanha nazista, passam por cima do facto de a Grã Bretanha ter dados garantias explícitas à Polónia.

Nesse mesmo dia (15 de Agosto) são emitidas as ordens para a invasão da Polónia. O código é «Casa Branca I.Y –D = 26.8 –H = 4,30».
Mas nessa mesma noite, é emitida uma contra-ordem, suspendendo novamente a invasão, embora o movimento de tropas tenha começado. Quando a 31 de Agosto é recebida novamente a ordem de ataque, os generais aguardam até ao último momento que a ordem de atacar a Polónia seja cancelada.

Essa ordem, não chegará.

A imprensa britânica logo a seguir à invasão alemã da Polónia.
Em Berlim, às 09:00 da manhã do dia 1 de Setembro (um Domingo) o Rolls Royce do embaixador britânico para à frente da Wilhelmstrasse, a chancelaria do Reich. Do veículo sai o embaixador britânico para se encontrar com o ministro dos negócios estrangeiros Von Ribbentrop.

De imediato Von Ribbentrop informa Hitler da visita do embaixador britânico. Este fica lívido, e Goering estupefacto, afirma na altura: «… Se perdermos esta guerra, que Deus tenha piedade de nós!»
Contra todas as expectativas, as democracias ocidentais decidiram agir. A Grã Bretanha entregou à Alemanha um ultimatum, informando que ou as forças alemãs que entraram na Polónia voltam para trás, ou a Grã Bretanha declarará guerra à Alemanha.
O embaixador da França, entregou um ultimatum idêntico.

Muitos dirigentes alemães estão em pânico. 80% do exército está envolvido na invasão da Polónia. Se a ocidente a França atacar. Não há nada para impedir os franceses de tomarem toda a região a ocidente do rio Reno em poucos dias.

Mas a inacção da França e da Inglaterra vão jogar a favor da Alemanha. A declaração de guerra seguirá o seu caminho, mas os aliados ocidentais não se movem, e selam desta forma o destino da Polónia e o destino da Europa durante os seis anos seguintes.

O ataque à Polónia

O ataque à Polónia, efectuado pelas forças alemãs, leva o III Reich a movimentar 1.500.000 soldados. Às 04:45 começará a invasão.

A posição das forças na vespera da invasão


A invasão começa com a criação de um falso incidente em que participam tropas das SS disfarçadas de militares polacos que rebentam a sua própria estação de rádio para criar um incidente e abrindo caminho à justificação da invasão.

A invasão decorre em três frentes. A sul em direcção a Cracóvia está o general Von Rundstedt que comanda VIII exército de Blaskowitz, o X exército de Reichenau e o XIV de List. A norte sob o comando de V. Bock estão dois exércitos, o 4º A oeste e o 3º de Kuechler que se encontra na Prússia oriental.

O exército polaco, não está à altura da organização alemã. Muita da sua capacidade de manobra baseia-se na cavalaria como principal meio de locomoção. Toda a sua artilharia tem que ser rebocada por cavalos e a sua cavalaria ainda efectua cargas com sabres.

Chegou a ser noticiada uma carga de cavalos sobre os blindados alemães, que hoje se sabe nunca ter de fato ocorrido. A necessidade de mobilidade das táticas polacas e a falta de combustível levou a que na maior parte dos casos os cavalos tenham servido como meio de transporte para a infantaria.

Carros de combate polacos: A Polónia tinha muito menos tanques que a Alemanha, mas muitos dos tanques polacos estavam pelo menos tão bem armados quanto os alemães.
Mas também não é correcto assumir que o exército polaco estava todo ele equipado com armamento antigo. Os polacos dispõem de alguns blindados de fabrico próprio e artilharia relativamente moderna que fabrica as suas próprias peças anti-tanque de 37mm. O problema principal, é a absoluta incompatibilidade das suas tácticas com as tácticas alemãs que evitam entrar em confronto directo.

Quando a infantaria polaca ou os seus poucos tanques atacam de frente, os alemães fogem à luta, inflectem à direita ou à esquerda e prosseguem o avanço. Mais à frente encontrarão forças alemãs provenientes de outro sector e juntos cortarão os abastecimentos aos polacos que ficam assim cercados.

Grandes unidades polacas ficam assim cercadas nos primeiros dias e a 9 de Setembro já os alemães se encontram nas proximidades de Varsóvia. Uma bolsa de forças polacas tenta libertar-se mas não consegue. Antes que se completem 15 dias de guerra, a Polónia perdeu já 60.000 militares, e 130 canhões. Sete divisões polacas são aprisionadas.

O aparente passeio alemão apenas para à entrada de Varsóvia. A 10 de Setembro os alemães já tentam entrar na cidade,que se encontra cercada e isolada dos principais corpos de exército polacos. Os alemães deparam-se com uma resistência meticulosa e organizada, mas como a resistência de Varsóvia depende do apoio que possa receber de outros sectores e o exército polaco está fraccionado, isolado e em muitos casos cercado, não consegue guarnecer as posições para a defesa da cidade.

À esquerda a progressão da invasão alemã durante os primeiros nove dias do conflito, altura em que os alemães já se encontravam às portas de Varsóvia.

No mapa à direita, até 18 de Setembro, um dia depois de a URSS ter invadido a Polónia, grande parte do território que seria controlado pela Alemanha estava já tomado.



A 17 de Setembro, cumprindo a clausula do pacto Germano-Soviético, a União Soviética ataca a Polónia, cuja fronteira tinha sido completamente abandonada pelas forças polacas que se dirigiram para ocidente para combater os alemães.

A 20 de Setembro, as tentativas polacas de aliviar a posição de Varsóvia fracassam. A sul, o X exército alemão faz mais 80.000 prisioneiros e captura 320 canhões e 130 aviões polacos, enquanto que o VIII exército captura mais 90.000 prisioneiros. Em apenas 20 dias a Polónia perdeu 250.000 homens e uma enorme quantidade de material.

Com estas vitórias, o destino de Varsóvia está selado. O governo abandona a cidade e estabelece-se a sul, junto à fronteira com a Roménia.

Hitler ordena que Varsóvia seja tomada, antes que os russos avancem demasiado para ocidente. A 25 de Setembro Varsóvia é atacada por ar, num dos primeiros grandes ataques aéreos da II Guerra Mundial. No dia 27 às 12:00 a cidade devastada, decide render-se. Mais 120.000 soldados polacos rendem-se aos alemães.

Embora sem qualquer resultado prático a resistência polaca ainda continuará por alguns dias na área que separa alemães de russos, mas toda a resistência será fútil. Sem qualquer apoio e sem meios para resistir o exército polaco é derrotado e os soldados rendem-se em todas as frentes.
O espaço para retirada tática que os polacos tinham como último recurso fora-lhes retirado com a invasão russa.

Mais uma vez os polacos viram-se traidos pelos russos. Essa traição nunca seria perdoada.

Já Hitler declara: A Polónia deixou de existir.

Razões para uma derrota polaca

Ainda que a desproporção de meios técnicos fosse enorme, o exército polaco possuia cerca de 31 divisões (uma blindada) contra 55 divisões alemãs (15 blindadas ou motorizadas). A maior parte das divisões polacas eram de infantaria, mas estavam medianamente armadas.
Dados sobre a Polónia em 1939
Quando a guerra começou, a população da Polónia era de aproximadamente 30 milhões, contra uma população alemã de 80 milhões.
Esta desproporção já por si grande, é no entanto muito maior quando se comparam as despesas militares nos anos imediatamente anteriores ao inicio do conflito mundial.

A proporção dos gastos polacos para os gastos alemães atingiu proporções dramáticas. Assim, em 1935 e 1936 a proporção era de 1 para 21 em favor da Alemanha.
Mas em 1937, essa proporção começou a aumentar, com 1 para 25. No ano seguinte cifrou-se em 1 para 29 e em 1939 atingiu 1 para 54.

É no entanto importante referir, que em 1939, o orçamento militar alemão era enorme e a Alemanha apresentava um deficit orçamental de 50% (as receitas dos impostos apenas cobriam metade das despesas). Quando começou a guerra, o III Reich alemão estava literalmente falido, pelo que há historiadores que apontam a guerra como única válvula de escape disponível para os nazis.

A situação polaca foi ainda piorada pelo facto de os polacos terem tentado nacionalizar ao máximo a sua industria de defesa. As armas polacas ficavam na realidade mais caras que as armas importadas, o que acabou por agravar ainda mais a inferioridade polaca.
A aviação polaca era inferior à aviação alemã, mas em pouco mais de 15 dias de combates, os polacos derrubaram 25% dos aviões que os alemães tinham.
A Alemanha perdeu 217 tanques em menos de três semanas e na poucas ocasiões em que os carros de combate polacos enfrentaram os seus equivalentes alemães, os polacos levaram a melhor, como aconteceu no dia 5 de Setembro em que num recontro entre tanques os polacos atacaram tão ferozmente que destruiram trinta veículos, perdendo apenas dois.

Por isso, fazer depender a derrota polaca da inferioridade numérica ou da obsolescência do seu material, não faz muito sentido.
É de crer, que a principal vantagem dos alemães, que se voltaria a verificar na campanha contra a França residia na grande capacidade de comunicação rádio entre as forças e na coordenação de esforços só possível pelo constante contacto rádio entre o exército e a aviação.

O exército polaco tinha uma doutrina muito própria que resultava da experiência nas guerras contra a Rússia. A doutrina polaca dava especial importância à guerra de movimentos e não defendia guerras de trincheiras. Mas essa doutrina de movimentos, baseava-se na cavalaria e não na movimentação de unidades mecanizadas. Na maior parte dos casos os polacos utilizaram a cavalaria como se fosse infantaria que se transportava a cavalo.

O mito das cargas de cavalaria sobre os Panzer

Ainda assim, ficou famoso o relato de uma carga da infantaria polaca sobre os blindados alemães. Esse facto passou à historia sem informação complementar, o que ajudou a cimentar o mito. Na realidade, uma divisão panzer alemã tinha avançado demasiado e encontrava-se isolada, sem combustível. Em auxílio da divisão Panzer, os alemães enviaram uma divisão de infantaria e é sobre essa infantaria que os polacos lançam os seus cavalos.

Cavalaria polaca a galope: Notar a peça de artilharia que é rebocada pelos cavalos.
Há igualmente que lembrar que os polacos possuíam unidades equipadas com peças anti-tanque e que por causa da mobilidade que os comandos polacos exigiam, muitas dessas peças anti-tanque eram na realidade puxadas por cavalos.

Logo, seria natural que tropas equipadas com cavalos enfrentassem os tanques. Mas não seria um confronto entre o cavalo e o tanque, mas sim entre a peça anti-tanque polaca de 37mm e a fraquíssima blindagem dos tanques alemães.

Para além dos fatores económicos e dos fatores militares, outra das razões que explica a rápida derrota polaca, está relacionada com o facto de desde os anos 20 a Polónia ter construído muitas das suas defesas voltadas para a Rússia, que era vista como o principal adversário até 1935.

Ocupação da Polónia oriental pelos soviéticos

Uma grande parte da Polónia caiu nas mãos de União Soviética e foi incorporada ao país. A parte norte tornou-se dependente da Bielorússia enquanto que a área a sul foi incorporada na Ucrânia.
Aquelas áreas eram no entanto maioritariamente ocupadas por cidadãos que não eram etnicamente polacos.

Durante a primeira fase da ocupação soviética, grande parte dos militares polacos que escaparam dos alemães fugindo para leste, foram por sua vez juntos pelos soldados russos e assassinados em Katyn.

O massacre foi mais tarde descoberto, mas a União Soviética só reconheceu que tinham sido os russos a assassinar 23.000 militares polacos, depois do desaparecimento da União Soviética.

O massacre foi mais tarde descoberto, mas a União Soviética só reconheceu que tinham sido os russos a assassinar 23.000 militares polacos, depois do desaparecimento da União Soviética.


Partilha da Polónia

A Polónia deixou de existir como Estado Independente, conforme o acordo efectuado entre Hitler e Estaline.


A declaração de Hitler foi coadjuvada com a propaganda alemã e com os comentários dos jornalistas dos países neutros, que rapidamente assumiram que tudo o que a imprensa alemã afirmava era verdade.

Os alemães noticiaram a queda de Varsóvia logo no dia 8 de Setembro, depois voltaram atrás, mas a 10 de Setembro voltaram a afirmar que a cidade estava em poder dos alemães.
Em Londres e Paris, multiplicavam-se as notícias sobre a iminente queda da Polónia, quase sem resistência perante a poderosa máquina de guerra alemã.

Estas notícias levaram a que a ocidente se considerasse que a Polónia estava derrotada. A leste o ditador russo Estaline também precisava de notícias deste teor para justificar a invasão que foi tornada oficial no dia 17 de Setembro embora já a 15 se tivessem verificado movimentos de tropas russas em território da Polónia oriental.

Estaline aumentava assim a fronteira da União Soviética, mas ao mesmo tempo ajudava a fazer desaparecer o único estado tampão entre a Rússia e a Alemanha.
Este facto ainda hoje alimenta teorias de que a Rússia pretendia de facto invadir a Alemanha e que para isso se tornava imprescindível garantir a existência de uma fronteira.

A Polónia será retalhada. Parte será integrada no próprio território do Reich, como seu território original, onde não haveria populações não alemãs. Outra parte foi para a URSS integrada nas repúblicas da Bielorussia e da Ucrânia, outra parte ficaria sob o domínio de um obscuro comissariado, território polaco administrado pelos alemães. Uma espécie de gigantesco ghetto, para onde deveriam ser enviados os restantes polacos e todos os indesejáveis capturados no Reich, até que fosse possível fazê-los desaparecer.

Proporcionalmente a Polónia foi o país que mais sofreu com a II guerra mundial. Entre 16 e 17% da população do país morreu no conflito.

1 - Directamente anexado ao III Reich.
2 - Governo-Geral da Polónia (administrado pela Alemanha)
3 - Anexado pela União Soviética (norte para a Bielorússia e sul para a Ucrânia)
4 - Incorporado à Lituânia e mais tarde incorporado à União Soviética quanto este país invadiu os estados do Báltico




A luta dos polacos após a rendição

Considera-se hoje que as notícias sobre a destruição da máquina de guerra polaca foram exageradas por todos os lados do conflito. Tanto pelos alemães quanto pelos russos e pelos aliados ocidentais.

Em Maio de 1940, quando a Polónia estava vencida e os alemães invadiram a França, o exército polaco tinha 84,500 homems em armas a lutar contra a Alemanha. Esses militares estavam na França, na Síria e na Noruega.

Muitos dos polacos foram obrigados a render-se com a queda da França, mas mesmo assim em 1944, aquando do desembarque aliado na Normandia, o governo polaco no exílio tinha em combate uma brigada aerotransportada e uma divisão blindada em França, a que se juntavam duas divisões de infantaria e uma brigada blindada em Itália.

A marinha polaca fugiu dos portos polacos mas continuou a lutar. Em 1940 a frota polaca lutava contra os alemães com uma força de vinte navios de guerra constituida por dois cruzadores, dez contra-torpedeiros e oito submarinos.

Perdas alemãs

A Polónia perdeu a sua independência e o seu exército, ainda que dezenas de milhares de polacos continuassem a lutar ao lado dos aliados ocidentais. A rápida vitória alemã no entanto, levou a que os números sobre as perdas alemãs tenham sido quase que esquecidos, e na realidade eles são surpreendentes e dão uma ideia da encarniçada resistência dos polacos e da pouca adequação do exército alemão para o que dele se exigia.

Em três semanas de combates os polacos destruiram ou avariaram 674 tanques e 319 outros veículos blindados. A estes números soma-se a destruição total ou parcial de 6046 camiões e 5538 motociclos.
A Luftwaffe perdeu 564 aviões e destes, 285 foram completamente destruídos. Os alemães em apenas três semanas perderam quase 40% das suas aeronaves operacionais.