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Batalha de Heligoland Bight
I Guerra Mundial
28-08-1914

Este acontecimento teve inicio em: 28-08-1914 e terminou em 28-08-1914
Vencedor: Reino Unido

Forças em presença:

Reino Unido

Império Alemão



Heligoland Bight foi o primeiro grande confronto naval de I guerra mundial.

Desde o inicio que era intenção da Royal Navy tentar atrair a «Esquadra de Alto Mar», o nome dado à principal esquadra alemã para um combayte decisivo com a frota britânica.

O combate de Heligoland foi uma primeira encenação dessa estratégia dos britânicos para defrontar os alemães e ao mesmo tempo para testar as suas defesas.

Foi enviada uma força de navios ligeiros, com um patrulha «Fearless» e o cruzador blindado ligeiro «Arethusa», juntamente com um total de 32 contratorpedeiros.
A ideia era forçar as forças ligeiras alemãs a combater.

Os alemães responderam ao desafio e rapidamente enviaram à frente dois cruzadores ligeiros, o Stettin e o Frauenlob que atacaram os navios britânicos.

Por seu lado os britânicos, estavam com problemas com os canhões de 102mm do Arethusa que eram de um modelo novo, o que levou a que o navio não conseguisse ripostar, tendo apenas um canhão de 152mm operacional. Por volta das 10:30, quando a operação já deveria ter terminado o Arethusa ainda estava a tentar concertar os canhões de 102mm.

De repente, por volta desta altura, mais um cruzador alemão, o Strassburg, aparece por entre o nevoeiro, tornando as coisas mais complicadas. Mas quase simultaneamente chegam mais cruzadores britânicos que se dirigiam para o centro da batalha para apoio e à sua vista os cruzadores alemães retiram.

No entanto, as coisas não se ficaram por ali, pois mais reforços alemães começaram a chegar e a maré da batalha voltou novamente a estar do lado dos alemães.

A situação no entanto alterou-se novamente quando um contratorpedeiro britânico consegue atingir um cruzador alemão com um torpedo e tudo muda de figura quando finalmente se completou o plano britânico, pois atrás dos cruzadores de reforço, estava o Vice-almirante Beatty com cinco poderosos cruzadores de batalha.

Cruzador ligeiro Ariadne, um dos dois navios afundados na batalha.



A acção dos cruzadores de batalha britânicos, com os seus canhões de 305mm foi decisiva. São afundados dois cruzadores alemães e atingidos outros três.

Os britânicos perante o que consideraram um clara vitória, ainda mais que não tinham perdido nenhum navio tomaram a decisão prudente de retirar.

A batalha de Heligoland, ocorrida apenas alguns dias depois do inicio da guerra teve influência nos acontecimentos seguintes e no futuro da guerra no mar.

Em primeiro lugar, perante a noticia do desaire, os alemães receberam ordens para que a sua esquadra não se aventurasse no mar do norte, ficando assim confinada aos seus próprios portos. A moral da marinha alemã foi seriamente afectada com o acontecimento.

Do lado britânico, também houve consequências e não necessariamente boas.

A acção de Heligoland, onde foi decisiva a participação dos cruzadores de batalha, navios grandes e armados com poderosos canhões e com elevada velocidade, levou a que os britânicos sobrevalorizassem este tipo de navio e lhe dessem uma importância que se provaria ser improcedente.

Embora com grandes canhões, de 305mm, que eram na altura típicos dos grandes couraçados, os cruzadores de batalha não tinham blindagem suficiente para resistir caso enfrentassem navios com canhões com alcance suficiente para os atingirem.

Em Heligoland, não havia nenhum cruzador alemão com canhões à altura para atingir os cruzadores de batalha e recontros como o das Falkland apenas alguns meses mais tarde, também colocaram cruzadores de batalha contra navios com canhões de menor calibre.
O mito do cruzador de batalha estava assim criado, e duraria até à batalha de Jutlândia.