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Couraçado rápido - Bismarck


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Afundamento do Tirpitz
II Guerra Mundial / Frente Ocidental
12-11-1944

Este acontecimento teve inicio em: 12-11-1944 e terminou em 12-11-1944
Vencedor: Reino Unido

Forças em presença:

Reino Unido

Alemanha / III Reich



Os planos da Alemanha para contestar o domínio do mar à Grã Bretanha, antes do inicio da II Guerra Mundial, partiam do principio de que o conflito só teria inicio depois de 1945 e incluíam a construção de uma frota de poderosos navios de superfície. Esses planos passaram inicialmente pela construção dos dois cruzadores de batalha da classe Scharnhorst e pelos dois navios da classe Bismarck.
Posteriormente, os alemães tinham planos para uma classe de seis navios maiores que os Bismarck, com oito canhões de 405mm conhecida como classe H ou classe Hindenburg.

Como a guerra teve inicio no final de 1939, a Alemanha não conseguiu construir nenhum dos super poderosos couraçados rápidos que planeara, o que os mais poderosos navios alemães passaram a ser os dois navios da classe Bismarck, nomeadamente o Bismarck e o Tirpitz.

O primeiro navio da classe esteve envolvido na operação Rheinubung e foi afundado em Maio de 1941. No final desse ano, com a entrada dos Estados Unidos na guerra, a Alemanha desistiu de qualquer plano para dominar o Atlântico e os dois navios da classe Hindenburg que tinham começado a ser construídos foram cancelados.

O Tirpitz, foi completado em Novembro de 1941 e a sua primeira missão teve lugar em Março de 1942 nas operações alemãs que tentavam bloquear o fluxo de navios aliados que demandavam o porto de Murmansk com materiais para apoiar o esforço de guerra da União Soviética.

A partir de aí, receosos do poder do navio, os britânicos consideraram que o Tirpitz, era um espinho encravado no domínio britânico dos mares.
As tentativas britânicas chegaram a ser consideradas um desperdício de tempo por parte dos norte-americanos que haviam concluído que os alemães não tinham qualquer hipótese de utilizar o navio de forma eficiente contra o esforço de guerra aliado, por causa da esmagadora superioridade aérea de que estes dispunham sobre a Alemanha.

Mas os britânicos continuaram a tentar destruir o navio, especialmente depois de os alemães terem atacado Spitzbergen (no circulo polar árctico) em Setembro de 1943 para destruir todas as instalações ali existentes e evitar a sua utilização pelos aliados no que constituiu por ironia a única acção ofensiva em que o couraçado alemão esteve envolvido durante a sua existência.

Ainda em Setembro de 1943 os britânicos atacaram o Tirpitz com mini submarinos em Altenfjord danificando seriamente o navio. Foram feitas reparações de emergência no local, embora a continuação de ataques aéreos por parte dos britânicos reduzisse a capacidade operacional do Tirpitz, nomeadamente quando voltaram a atingir o navio com aviões em Abril de 1944.

Os alemães reforçaram as redes de protecção do Tirpitz, pelo que o navio não podia ser atacado com torpedos quer lançados por submarinos quer lançados por aviões torpedeiros baseados em porta-aviões. Por isso a única possibilidade – por muito difícil que fosse - era o bombardeamento aéreo por parte da RAF.

Imagem do Tirpitz, pouco antes de adernar
O navio passou a ser alvo constante de ataques por parte dos britânicos. Em Agosto de 1944 foi atingido por duas bombas lançadas por aviões baseados em porta-aviões, e em Setembro de 1944 foi novamente atingido por 4540 kg. de bombas depois de um ataque efectuado por bombardeiros soviéticos que quase o afundaram.
Este ataque levou a que o Tirpitz tivesse que ser rebocado para Tromso, onde seria utilizado como bateria flutuante, tendo sido o seu armamento reforçado com 40 canhões de 20mm.

Em 12 de Novembro de 1944 os britânicos lançaram um derradeiro ataque no qual participaram 32 bombardeiros pesados Lancaster[1] equipados com um bomba «Tallboy» de 5.400 kg cada um. Três dos aviões conseguiram atingir o Tirpitz. O navio adernou, tendo morrido cerca de 1.000 tripulantes.


[1]Algumas fontes afirmam que foram 36