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Queda de Barcelona
Guerra Civil de Espanha
26-01-1939

Este acontecimento teve inicio em: 26-01-1939 e terminou em 26-01-1939
Vencedor: Espanha Nacionalista

Forças em presença:

Espanha Nacionalista

República espanhola

Catalunha



Em 1939, durante a guerra civil espanhola, e após a batalha do Ebro (Julho a Outubro de1938) em que o exército republicano efectuou uma desesperada tentativa para voltar a juntar o território da Catalunha com o resto do território ocupado pela República Espanhola[1], não se esperava que a Catalunha tivesse capacidade para resistir ao avanço das forças nazistas espanholas sobre Barcelona.

Segundo muitos historiadores, o ditador Francisco Franco, após a batalha do Ebro, poderia ter avançado sobre a Catalunha com alguma facilidade durante o Outono de 1938, mas optou por um combate de desgaste, com o intuito de «sangrar» a Catalunha, para evitar que futuramente voltasse a existir qualquer sentimento independentista.

A República, numa tentativa de isolar os rebeldes nazistas, jogou a sua última cartada, ao dissolver as brigadas internacionais em Novembro de 1938, acreditando que essa medida levaria a Alemanha e a Itália a cancelarem o seu apoio.
Na verdade isso não ocorreu e à retirada das brigadas internacionais, correspondeu o continuo apoio de Hitler e de Mussolini aos rebeldes franquistas, cujo exército somava já 1.000.000 de homens no inicio de 1939.

O avanço final contra a Catalunha, começou a 23 de Dezembro, com os exércitos rebeldes a partirem do Ebro, na região de Lheida, nas margens do rio Segre, onde rapidamente se abriu uma brecha na frente.
A ofensiva tinha três objectivos principais: Girona, Barcelona e Tarragona.

O governo de Barcelona toma medidas de emergência, enviando para a frente no rio Segre o 5º Corpo de Exército da Catalunha, o qual consegue impedir o avanço das forças nazistas durante cerca de doze dias, até que a 3 de Janeiro ocorre um ataque italiano com o apoio de veículos blindados, que força as unidades catalãs a recuar.

Com a frente quebrada, e com um rápido avanço de forças motorizadas, a pequena localidade de Borjas Brancas cai em mãos dos rebeldes no dia 4.
A resistência e a coesão mínima que até ali tinham sido mantidas pelo governo entram em colapso e a retirada das forças republicanas transformou-se numa debandada em direcção à fronteira francesa.
Mapa dos avanços franquistas na fase final da guerra

A partir da queda de Borjas Brancas, não houve mais uma linha coesa de resistência capaz de deter o avanço das forças rebeldes.
Dez dias mais tarde, em 14 de Janeiro, as forças do general Yague entravam em Tarragona.
De aí, através do interior e através da costa, as forças avançam em direcção à capital catalã.

Do lado republicano, a confusão era total. Entre boatos de que divisões francesas haviam entrado em território espanhol para lutar ao lado da república até a boatos (com alguma base) de que havia forças em Barcelona prontas para receber as forças de Franco de braços abertos.

As autoridades francesas, perante a debandada geral, dão ordens para abrir a fronteira aos refugiados que sobem em direcção aos Pirinéus.

Gen. Yague: Comandante das forças nazistas e criminoso de guerra, responsável por muitos dos massacres efectuados pelas forças de Franco
Ao meio dia do dia 26 de Janeiro de 1939, carros de combate italianos avançam sobre as ruas de Barcelona, sem qualquer oposição.

Com a queda de Barcelona, o governo que ali se encontrava foge para França e embora volte para a área ainda sob controlo do governo da República, era já evidente o desfecho da guerra civil espanhola.

Há vários pontos de vista sobre a possibilidade de defender a cidade de Barcelona. Se os republicanos ligados à esquerda mais radical, consideram que a cidade poderia ter sido defendida, já os mais conservadores, consideravam que a defesa da cidade seria inútil, ainda que fosse possível defende-la e ainda que material de origem soviética que se encontrava no lado francês da fronteira fosse entregue a tempo.

A principal razão da queda da Catalunha e da cidade de Barcelona, foi o descrédito em que na realidade tinha caído a república e o pseudo-estado catalão, com todas as suas contradições e excessos - mesmo violentos - resultado da necessidade de impor um «estado de guerra» que permitisse combater de forma eficiente as forças de Franco e do conflito interno entre comunistas e a esquerda democrática.

Com a queda da Catalunha, caiu o governo da «Generalitat», que na prática tinha funcionado como governo do Estado Catalão, a partir do momento em que a Catalunha ficou fisicamente separada da República Espanhola


[1] O território da Catalunha, tinha sido separado do território da República, após uma ofensiva das tropas nazistas que ocorreu entre Março e Maio de 1938, na qual as tropas de Francisco Franco atingiram a costa mediterrânica, na região que corresponde à fronteira entre a região de Valência e a Catalunha.