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01-05-1982

Este acontecimento teve inicio em: 01-05-1982 e terminou em 01-05-1982
Vencedor: Nenhum

Forças em presença:

Reino Unido

Argentina



Em 1 de Maio de 1982 ocorrem as primeiras operações militares da resposta britânica à Argentina no conflito das Malvinas.

Quando efectuaram as operações militares de 2 de Abril de 1982, os militares argentinos agiram considerando que para a Grã Bretanha, as ilhas Malvinas não valiam sequer o combustível para enviar um navio desde a Grã Bretanha.

Os cálculos dos militares argentinos revelaram-se completamente errados, pois não só os britânicos enviaram mais que um navio, como uma esquadra de navios de vários tipos, que atingiu um total de 114 unidades.

Problemas logísticos
Após a invasão argentina das ilhas a chefe do governo britânico, Margaret Tatcher, perguntou aos militares se era possível retomar as ilhas. A resposta foi que embora a possibilidade de sucesso fosse reduzida, havia efectivamente meios para efectuar tal operação.

A Grã Bretanha porém, não estava preparada para um conflito a milhares de quilómetros. A sua força de porta-aviões, tinha sido drasticamente reduzida e dela apenas restava o velho e ferrugento HMS Hermes, que deveria ser retirado de serviço dentro de algumas semanas, tendo como fim a sucata, e o novo HMS Invincible, que tinha sido construído para servir de apoio naval contra aeronaves de vigilância russas e não para combate aéreo.

O velho porta-aviões HMS Hermes passou assim a ser o mais importante navio da frota britânica, pois embora muito mais moderno, o Invincible tinha capacidade para operar apenas nove aeronaves Sea-Harrier, o que seria de pouca utilidade contra a Força Aérea Argentina, que operava mais de 100 aeronaves de combate modernizadas.

Os problemas decorrentes da distância eram à partida quase impossíveis de resolver.
Os britânicos utilizaram como base avançada a minúscula ilha de Ascenção, que embora estivesse no Atlântico Sul, ficava mesmo assim a 6.300km de distância de Port Stanley, a principal povoação das Malvinas.

A ilha de Ascensão, não tinha um porto adequado para navios de grande porte, mas possuía um aeroporto com uma pista com capacidade para operar aeronaves de grande porte com a sua carga máxima.

Saídas começam logo a 2 de Abril

Os primeiros navios britânicos receberam ordem para sair em direcção a sul, logo a 2 de Abril, outros se lhe juntariam no caminho em direcção as costas das ilhas Malvinas.

Neste mesmo dia, o comandante de uma força britânica composta por 13 navios que se encontrava nas águas de Marrocos em exercícios, também recebe ordens para que oito dos seus navios rumem a Sul. Essa força será constituída por dois contra-torpedeiros da classe County e três do tipo-42, uma fragata do tipo-22, além de duas fragatas polivalentes do tipo-21 (Amazon).
A esta força junta-se um navio tanque.
A 5 de Abril, zarpam para sul o submarino nuclear HMS Conqueror e também os dois porta-aviões britânicos. O Invincible, com nove aviões e o Hermes com 22.

Os preparativos para aparelhar outros navios continuam em grande ritmo, juntando uma esquadra que tivesse capacidade para operar a longa distância da base, com navios que transportassem víveres para milhares de homens que deveriam ser colocados nas ilhas em segurança e posteriormente abastecidos.

OS britânicos requisitaram e alugaram vários navios, entre os quais estiveram os transatlânticos Camberra, de 45.000 toneladas e o Queen Elizabeth, de 80.000 toneladas, os quais transportaram tropas que depois de transferidas para os navios de desembarque participaram nas primeiras operações.

No total, a frota britânica que se dirigiu para sul, era composta por um total de 113 navios, que foram aparelhados em momentos e portos diferentes, mas que convergiram em direcção às Malvinas. Da frota faziam parte treze navios para transporte de tropas e munições, doze navios tanque, quinze navios diversos (desde rebocadores a navios hospital), além dos navios de guerra.

Durante todo o mês de Abril sucedem-se as negociações intermediadas pelo Vaticano e pelos Estados Unidos, mas sem sucesso. Na Grã Bretanha, Margaret Thatcher não recua e na Argentina os generais não podem voltar atrás, porque perdendo a face perderiam o governo.

A 12 de Abril, a Grã Bretanha estabelece um perímetro de exclusão em volta das ilhas Malvinas que se estenderá por um raio de 200 milhas marítimas a partir da costa das ilhas.

A 19 de Abril a Argentina tenta accionar o acordo TIAR de assistência interamericana, mas o tratado TIAR só pode ser aplicado em caso de defesa e no caso a Argentina era o agressor.
A 25 e Abril, a Geórgia do Sul é recapturada pelos britânicos, fazendo 190 argentinos prisioneiros.

A 30 de Abril, as autoridades argentinas declaram que os navios britânicos são considerados hostis.

O inicio dos combates
Os primeiros navios da esquadra chegam às águas das Malvinas na madrugada de 1 de Abril, mas a primeira missão de ataque aéreo é efectuada por um bombardeiro Vulcan, baseado na ilha de Ascenção que atacou o aeroporto em Stanley para impossibilitar a sua utilização por parte dos argentinos, ainda que sem sucesso.

Ainda durante a manhã tem lugar o primeiro ataque aéreo britânico, utilizando doze aviões de ataque Harrier da RAF que saíram do Hermes, apoiados por seis aeronaves Sea-Harrier da Royal Navy que saíram do porta-aviões Invincible. Os aviões têm como objectivo as pistas de Stanley e de Goose Green.

Dois contra-torpedeiros da classe County e duas fragatas britânicas do tipo Amazon, efectuam bombardeamentos a longa distância do aeroporto de Stanley. Uma das fragatas, a HMS Arrow é atingida por disparos de canhão de um avião argentino e retira-se sem mais danos.

Mirage versus Harrier
Nenhuma das operações do dia 1 de Maio é conclusiva, pois o aeroporto continua operacional, mas há duas ilações que são imediatamente evidentes, quando termina o dia.

A primeira, é que os navios britânicos começam a ter problemas com os aviões argentinos desde o primeiro dia.
A segunda, é que ao contrário do que seria de esperar, os Mirage-III - os mais rápidos e sofisticados aviões que a Argentina tem ao dispor na sua frota de 120 aeronaves de combate - não conseguem vantagem sobre os britânicos.
Pior que isso, os argentinos perdem logo no primeiro dia dois Mirage-III. Um é abatido por mísseis dos Sea-Harrier e o outro é apenas danificado, mas tenta pousar em Stanley onde é confundido com um avião inglês e abatido pela própria artilharia anti-aérea argentina.
Junto com a perca de dois Mirage-III é abatido um Mirage-5 / Dagger de fabrico israelita e um bombardeiro Camberra.

A resposta britânica começou mal para os argentinos, que durante o mês de Abril tinham passado das comemorações efusivas, para um estado de grande apreensão, à medida que entendiam que a Argentina estava numa guerra a sério.

Depois dos combates de 1 de Maio a atenção passou para os combates aeronavais, com o afundamento de navios de parte a parte. Os combates entre aeronaves só voltariam a ocorrer em 21 de Maio, dia em que a Força Aérea da Argentina perdeu 10 aeronaves.