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Realizei este pequeno trabalho sobre a história da componente submarina da Marinha Portuguesa para ficarmos todos a conhecer a sua evolução histórica desde o seu nascimento até os dias de hoje.

As primeiras experiências submarinas na península ibérica tiveram lugar no rio Tejo, em 1538, quando se experimentou uma espécie de câmara em forma de sino para alojar mergulhadores. Poucas décadas mais tarde em 1580, mergulhadores portugueses atacaram por debaixo da água uma frota espanhola fundeada em Lisboa.

1889
O Primeiro-Tenente João Augusto Fontes Pereira de Melo, projectou um submarino movido por baterias de acumuladores, em imersão, e por um motor de petróleo em superfície. O Estado-Maior da Marinha Portuguesa aceitou a iniciativa que não passou nunca da fase experimental ao ser rejeitada pelo Governo.
1905
Outro oficial, o Também Primeiro-Tenente Valente da Cruz apresentou um novo projecto de navio submarino, que também não foi desenvolvido.
1907
o Governo autorizou a aquisição no estrangeiro de navios submarinos, sendo assinado três anos mais tarde um contrato com os estaleiros italianos de «La Spezia«, para a construção de um submarino tipo «Laurenti-Fiat» de 245 toneladas. (300 em imersão). No dia 15 de Abril de 1913 foi recebido o «Espadarte», em Itália, e após uma acidentada viajem, atracou na doca de Belém. O Espadarte tinha um comprimento de 45 metros e desenvolvia uma velocidade de 14 nos em superfície e de 8 em imersão. A sua autonomia era de 1500 milhas e o armamento principal era constituído por quatro torpedos que podiam ser lançados através de dois tubos na proa. Estes foram os primeiros submarinos da peninsula iberica.
1914
é constituída a Escola de Navegação Submarina o que faz dela uma das mais antigas do mundo.
1917
a Marinha Portuguesa adquiria os «Foca», «Golfinho» e «Hidra», também do tipo Laurenti-Fiat embora algo maiores que o «Espadarte» ao deslocar 260 toneladas em superfície e 389 em imersão e ao aumentar-se a capacidade dos seus tanques de combustível, passando a sua autonomia das 1500 para as 3500 milhas. A dotação era igualmente constituída por 21 homens e o seu armamento era idêntico ao do Espadarte. Com estes quatro navios constituiu-se a 1ª Esquadrilha de Submarinos.

Laurenti-Fiat - 1913
Deslocamento máximo:
389 Ton.
Comprimento:
M
Ano de construção:
1917
Numero de tubos
2
Numero de torpedos
4
Tripulação:
21
Autonomía (milhas náuticas)
3.500

1930
Em 1930 ao contemplar no Programa Naval a substituição dos navios da já antiga 1ª Esquadrilha , o Governo Português encomendou 3 novos submarinos da classe Vickers-Armstrong, que viriam a constituir a 2ª Esquadrilha de Submarinos. Fabricados em Barrow, os «Delfim», «Espadarte» e «Golfinho», deslocavam 854 toneladas em superfície, 1105 em imersão e eram navios muito superiores aos «Laurenti». O seu armamento era constituído por um canhão de quatro polegadas na proa e um de montagem dupla na popa. Com quatro tubos lança torpedos na proa e dois na popa podiam levar um total de 12 torpedos. A tripulação era constituída por 38 homens e seu raio de acção era de 5000 milhas a 10 nos. Estes submarinos entraram ao serviço em Maio de 1934. Estes são os submarinos portugueses ao serviço durante a segunda-guerra mundial.
Vickers Armstrong - 1934
Deslocamento máximo:
1.105 Ton.
Comprimento:
M
Ano de construção:
1934
Velocidade imersão/superficie  
Numero de tubos
6
Numero de torpedos
12
Canhões de 101.6mm
1
Tripulação:
38
Autonomía (milhas náuticas)
5.000

Finalizada a Segunda Guerra Mundial, foram adquiridos no Reino Unido em boas condições financeiras, três submarinos: Os «Spur», «Saga» e «Spearhead», que passaram a constituír a 3ª Esquadrilha de Submarinos. Pertenciam todos à classe «S» a mais numerosa das construídas pela Royal Navy, com 63 unidades.

Estes navios de mediana tonelagem (814 toneladas em superfície e 990 em imersão) foram concebidos tanto para operar no Mar do Norte como no Mediterrâneo. O projecto inicial, de 1929, concebia-os como substitutos da obsoleta classe «H» e durante a Segunda guerra Mundial sofreu três modificações.
Os submarinos portugueses «Narva» (ex Spur), «Nautilo» (ex-Saga) e Neptuno (ex-Spearhead) pertenciam ao terceiro grupo da classe S todos eles acabados de construir entre 1944 e 1945 em Cammell Laird vindo para a Marinha Portuguesa em 1948 com pouco mais de três anos de uso. A sua velocidade era de 15 nos em superfície e 10 em imersão, com uma autonomia de 6000 milhas a 10 nos. O armamento era constituído por um canhão de 4 polegadas, outro canhão Oerlikon de 20 mm. e três metralhadoras Vickers. A proa tinha seis tubos lança torpedos, e o número máximo de torpedos transportados era de 12.

 
Classe S - 1948
Deslocamento máximo:
990 Ton.
Comprimento:
M
Ano de construção:
1944/45
Velocidade imersão/superficie
10/15
Numero de tubos
6
Numero de torpedos
12
Canhões de 101.6mm
1
Tripulação:
38
Autonomía (milhas náuticas)
6.000

Com os avanços tecnológicos aparecidos durante a Segunda Guerra Mundial (invenção do snorkel, aperfeiçoamento do sonar, desaparição da artilharia, etc.) fizeram que a vida útil dos 3 submarinos da classe «S» fosse muito curta.

Por este motivo em 1964 o Governo Português encomendou aos estaleiros «Dubigeòn-Normándie», de Nantes (França) a construção de 4 submarinos da classe «Daphné» se bem com algumas modificações em função das especificações da Marinha. Entre 1967 e 1969 foram entregues os «Albacora» (S-163), «Barracuda» (S-164), «Cachalote» (S-165) e «Delfim» (S-166), constituindo-se a 4ª Esquadrilha de Submarinos. Em 1975 o «Cachalote» foi vendido à França que, posteriormente, o cedeu ao Paquistão.
Classe Daphné
Deslocamento máximo:
1.053 Ton.
Comprimento:
57.8M
Ano de construção:
1965/66
Velocidade imersão/superficie
16/13.5
Numero de tubos
12
Numero de torpedos
12
Tripulação:
50
Autonomía (milhas náuticas)
2.700



Título: História da componente submarina da marinha (última actualização: 05.05.2005)
Autor: Jorge Pereira
Referências: Referências do autor


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