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Antecedentes
O C-212 AVIOCAR é um pequeno avião, adquirido no inicio dos anos setenta por Portugal, tendo em vista a sua utilização no teatro de operações Africano. É um avião de asa alta, com triciclo fixo. Ou seja, não recolhe as rodas quando está a voar.

Aviocar: Portugal foi um dos principais
clientes desta aeronave

Era um avião que se adaptava muito bem ás necessidades portuguesas nas guerras africanas, onde poderia ser utilizado desde pistas semi-preparadas, ou mesmos de picadas semi-preparadas, com menos de 500 metros de comprimento.

Poderia de alguma forma substituir ou complementar os helicopteros ALOUETTE e mesmo o PUMA, dado ter uma manutenção simples e uma velocidade de ponta mais elevada (370Km/h e 280Km/h de velocidade de cruzeiro)..

Esta versatilidade constituia-se numa enorme mais-valia para as necessidades operacionais do exército português nos três teatros de operações africanos (Angola, Moçambique e Guiné).

O Inadaptado
Durante os anos 80 e 90 ficou clara a dificuldade de adaptação do avião á realidade nacional. A sua reduzida autonomia tornava a sua utilização complicada, e embora opere nos Açores, só o faz para ligações inter-ilhas, não podendo atingir o continente, sem a adaptação de um tanque de combustível interno, que lhe reduz práticamente toda a capacidade de transporte.

Hora de mudança
Os aviões C-212-100 que entraram ao serviço após o 25 de Abril de 1974 (prefazendo mais de 30 anos de idade) estão neste momento, além de inadaptados, também já no fim da sua vida útil. A questão da sua substituição portanto, está na ordem do dia.

Naturalmente, pelas razões apresentadas, não é viável proceder á troca por equipamentos com performances idênticas. Portanto, o novo avião ligeiro para a força aérea, terá que ser ligeiro, mas maior que o C-212, nomeadamente porque terá que ter uma autonomia suficiente para chegar aos Açores e á Madeira, com a sua carga.

De alguma forma, este novo avião vai também substituir o C-130H Hercules em missões onde este poderá ser utilizado com algum sub-aproveitamenteo, exactamente porque a Força Aérea não tem um avião mais pequeno, mas com suficiente autonomia para chegar ás ilhas atlânticas ou a pontos mais distantes do território europeu.

Os dois equipamentos são em grande medida parecidos, O C-295 é mais barato e é montado pela CASA em Espanha, enquanto que o C-27J é finalizado pela Alenia em Italia. A balança, do ponto de vista da qualidade e das prestações, pende de facto para o avião Italo-Americano. Além disso, se a Força Aérea vier a adquirir os C-130J para substituir os C-130H, estes partilham não só os seus motores (Rolls Royce AE2100D2) como ainda partilham muitos componentes e aviónicos. Esta ultima vantagem em termos logisticos, aliada ao que parece ser uma pequena vantagem nas prestações, fazem pender a balança em favor do LOCKEED/ALENIA C-27J SPARTAN. No entanto a questão da versão de patrulha marítima, não retirando ao SPARTAN nenhuma das suas vantagens sobre o C-295, torna a opção pelo avião Italo-Americano menos lógica, porquanto este não tem uma versão de patrulha, e desta forma, não cumpre com os requesitos exigidos.


Título: O fim de vida do AVIOCAR na FAP (última actualização: 25.06.2005)
Autor: P.Brás
Referências: Referências do autor/site FAP


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O fim do Aviocar na FAP