Area Militar temas de analise


Exército

Últimos artigos de análise


Queda de Berlim


Anexação da Crimeia


Invasão de Goa


Operação Barbarossa


Rearmamento venezuelano


Os caças do FX-2

II - A batalha


Posições no terreno a 9 de Abril de 1918
A posição das tropas alemãs em 9 de Abril, tinha em consideração a existência das tropas portuguesas e o conhecimento dos seus problemas. O principal ataque alemão, dá-se nos sectores de ligação entre as tropas portuguesas e as tropas britãnicas, na ligação com a 55ª Div. a sul e a 40ª Div. a norte.

A 50ª Div. britânica encontrava-se na retaguarda e preparava-se para substituir a 2ª Div. portuguesa que se preparava para se juntar à 1ª Div.

Os alemães pretenderam beneficiar das dificuldades de comunicação entra as divisões britânicas e portuguesas. A força do exército alemão recaiu pesadamente sobre as forças portuguesas, que sofreram o choque inicial do fortíssimo ataque numa proporção que chegou a 10 (dez) alemães para cada português.

As forças Alemãs iniciaram o ataque com as seguintes forças:
38ª Div. e 39ª Div. com o apoio da 11ª Div.
10ª Div. apoiada pela 42ª
1ª Div. e 8ª Div, apoiadas pela 16ª Div.
3ª Div; 4ª Div. e 18ª Div. apoiadas pela 44ª Div.
Na segunda linha, os alemães contavam com as 8ª, 240ª, 48ª 12ª e 17ª Divisões
O total de forças disponíveis na frente alemã, era portanto de 17 divisões

 

Às 20:03 da noite de 08 de Abril, os alemães começam com o fogo de preparação do ataque, que durou até â 01:00 da manhã de 9 de Abril.

Às 04:15 do dia 9 de Abril de 1918, os alemães lançam ofensiva, com o objectivo de romper as linhas do exército britânico, na região de Armentiéres.

A ofensiva começou de facto com uma fortíssima barragem de artilharia, primeiro sobre os postos de comando e depois sobre as trincheiras, como era normal na época.

A artilharia portuguesa responde de seguida disparando sobre os alemães, mas a desproporção de fogo e a concentração de fogo por parte dos alemães é estimada em 10 para 1. As linhas de abastecimento e as posições da artilharia portuguesa são varridas durante horas de bombardeamento.

Os alemães atacam os flancos da 55ª divisão britânica em Givenchy e mais tarde sobre as mal preparadas 40ª e 34ª divisões britânicas no sector correspondente à linha Fleurbaix/Armentieres/Messines.

No entanto, a investida central de todo o VI exército alemão, recaiu sobre a 2ª Div. portuguesa, sediada em Neuve Chapelle e especialmente no sector de ligação entre a 2ª Div portuguesa e a 40ª Div. britânica, tido como o mais débil de todos.

Os alemães atacam directamente as posições defendidas pelos batalhões de infantaria Nr.8, Nr.2, Nr.1, Nr.17 e Nr.10, que são avassalados pela enorme superioridade numérica dos alemães.

Se as forças portuguesas começaram por ceder perante uma avalanche de alemães numa proporção que chegou a 10 alemães para cada português, as tropas britânicas da 40º Div. Também não conseguiram aguentar o embate de várias divisões alemãs.

05:30 – Perante a violência do ataque de artilharia, Gomes da Costa dá ordem para a III Brigada da 1 ª Div. ocupar as fortificações na retaguarda da primeira linha, uma linha constituída por aldeias abandonadas com ruinas fortificadas

08:45 – A infantaria alemã, de forma organizada e coordenada com a artilharia começa a atacar em massa as posições portuguesas.

09:00 – Os alemães atacam a linha de separação entre a CIXX brigada da 40ª Div. Britânica e as forças portuguesas da V Brigada. As tropas inglesas começam a retirar, deixando o flanco português, (já de si atacado pela artilharia), desprotegido.

09:30 – A artilharia alemã conseguiu, após quatro horas de bombardeamento pesado destruir completamente todas as fortificações da linha de defesa em frente ao sector português.

10:15 – Os alemães tomam Rouge-de-Bout, que era defendida pela CIXX Brigada britânica e começam a inflectir para sul contornando as forças portuguesas pelo seu flanco esquerdo.

11:00 – Os alemães tomam Laventie, descendo de sul, vindos do sector entretanto conquistado aos ingleses.

A esta mesma hora, os britânicos a sul perdem o contacto com as forças portuguesas e estabelecem posições defensivas esperando um ataque alemão findo de norte.

13:00 – O posto de comando da V Brigada é tomado pelas forças alemãs.
A III Brigada, recebe ordens para resistir na linha secundária de defesa nas ruínas fortificadas, mas a gigantesca desproporção torna a resistência impossível. As unidades da III Brigada, chegaram ao local na véspera e ainda não conhecem o terreno e esperam ser substituidas pelos ingleses nesse mesmo dia.
A brigada é surpreendida pelos alemães, que isolam grande parte das suas unidades.

13:00 -14:00 - As posições da artilharia portuguesa são tomadas pelos alemães.

No flanco direito, os alemães avançam e circundam as forças portuguesas em La Couture, onde tropas dos batalhões de infantaria 13 e infantaria 15 resistem mesmo cercadas, até não haver mais ninguém vivo.

Durante a tarde de 9 de Abril e durante a manhã de 10 de Abril, no entanto, as tropas portuguesas que não tinham recuado e tinham sido ultrapassadas pelos alemães, continuavam a combater até se acabarem as munições, e pelotões isolados, tentavam retirar para se juntarem ao resto das tropas aliadas.

Muitos são mortos, e milhares são feitos prisioneiros, por causa da rapidez do avanço das tropas alemãs.
A movimentação das forças alemãs (indicada a vermelho, durante as primeiras horas do ataque.

Explorando a vantagem de a 2ª Div. Portuguesa e a 1ª Div. de reforço ter em começado praticamente a desfazer-se sobre a pressão da quase totalidade do VI exército, as tropas alemãs a norte, começam a inflectir para sudoeste na direcção do rio Lawe. No flanco sul das forças portuguesas, a 55ª divisão britânica não avançou para norte (como planeado), mas conseguiu resistir ao ataque alemão que teve menos expressão naquela área e não lhe era directamente dirigido

continua na página 3


Título: A batalha de La Lys (última actualização: 07.04.2006)
Autor: P.Mendonça
Referências: Re.autor / Hist.Port - varias


- Página 1->A I Guerra mundial e os antecedentes - Página 2->O inicio da batalha - Página 3->O final da operação - Página 4->Conclusões e estatísticas sobre o CEP

MENU

[Pag. 1]
A I Guerra mundial e os antecedentes
2
O inicio da batalha
[Pag. 3]
O final da operação
[Pag. 4]
Conclusões e estatísticas sobre o CEP