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Os F-16 em Portugal

O anuncio por parte do Ministério da Defesa de Portugal da colocação à venda de 12 aeronaves F-16, provocou alguma celeuma e duvidas que não poucas vezes parecem afectar muitas pessoas, ao ponto de, comentadores da praça, demonstrarem algum desconhecimento sobre a situação. Também recebemos pedidos para tentar explicar a situação de forma gráfica, para mais facilmente um leigo entender o processo. Torna-se assim necessário organizar ideias e entender o que realmente se passou e quando se passou.

No final dos anos 80, foi decidido iniciar o processo de substituição dos obsoletos e perigosos A-7P Corsair, da Força Aérea Portuguesa. Foi decidido adquirir o caça norte-americano F-16, na sua versão A (B para o bi-lugar).

Tratava-se de uma aeronave relativamente barata e embora não fosse a mais moderna, tinha características de verdadeiro caça. A FAP, não tinha um caça realmente moderno desde que nos anos 50 foram fornecidos os F-86 que estiveram ao serviço até ao fim dos anos 70, quando já eram pouco mais que peças de museu.

A decisão de adquirir o F-16 foi tomada durante o governo do então primeiro ministro Cavaco Silva, em 1990 sendo ministro da defesa Fernando Nogueira, embora as negociações tenham sido iniciadas por Eurico de Mello, que ocupou o cargo até Janeiro de 1990. O dinheiro utilizado para a compra, estava disponível através do programa Peace Atlantis I, que resultou das contrapartidas pela utilização pelos Estados Unidos da base das Lajes nas ilhas dos açores. Os Estados Unidos tinham inicialmente proposto fornecer a Portugal aviões F-16 Block10 em segunda mão.

Como resultado deste programa, Portugal recebeu 20 aeronaves F-16 directamente da fábrica.
Mas o F.16A/B já não era na altura uma aeronave de topo. Este programa foi negociado com Fernando Nogueira na pasta da Defesa embora tenha começado a ser negociado ainda Eurico de Melo estava no governo.

 

O programa Peace Atlantis, começou a concretizar-se com a apresentação em 1994 do primeiro F-16A português, recebido na fábrica da Lockeed Martin nos Estados Unidos.. Portugal começou assim a formar uma esquadra que atingiria o total de 20 aeronaves F-16A e F-16B. Essas aeronaves ainda se encontram ao serviço em Portugal e continuam a ser a espinha dorsal da capacidade portuguesa de defesa do seu espaço aéreo. Dos 20 F-16 iniciais, apenas 19 se encontram ao serviço dado ter ocorrido entretanto um acidente que resultou aliás fatal para o piloto.

Os F-16A/B (forma abreviada de mencionar quer os F-16A monolugares quer os F-16B bilugares) que se encontram ao serviço, embora relativamente recentes, não estão porém ao nivel dos caças mais modernos e já durante o conflito na antiga Jugoslávia se notou essa deficiência quando os três F-16 enviados por Portugal ficaram relegados a operações de escolta, por falta de capacidade para utilizar armamento moderno.



Título: A venda de 12 F-16 pela Força Aérea Portuguesa (última actualização: 04.07.2006)
Autor: Paulo Mendonça
Referências: Port.Governo /Pesq. Site EMGFA / Prt.gov. / ref.au


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