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As razões para a existência do Merkava

Desde a independência do país em 1948 que o exército de Israel adquiriu quantidades consideráveis de carros de combate britânicos e norte-americanos. Desde o inicio que Israel recebeu carros Sherman que foram utilizados na segunda fase do conflito que teve inicio em 1948, aquando da invasão de Israel por cinco exércitos árabes.

Nos primeiros tempos a força blindada de Israel era constituída por 3 tanques Sherman. Em 1950, a França forneceu a Israel tanques Sherman em segunda-mão, que formaram dois esquadrões, num total de cerca de 40 carros de combate, tendo também fornecido a Israel caça-tanques AMX-13, equipados com canhão de 105mm, mas sem blindagem que lhe permitisse enfrentar outros carros de combate.

Depois da primeira guerra em 1948 e até 1968, durante a guerra dos seis dias, os países vizinhos de Israel, especialmente a Síria e o Egipto, se armaram com carros de combate modernos de origem soviética, especialmente os T-54/T-55 (com canhão de 100mm) e no caso egípcio, começaram mesmo a ser fornecidos carros T-62 (versões aumentadas so T-54/55 equipadas com um canhão de 115mm).


Principais carros de combate de Israel no período da guerra dos seis dias
 

Israel estava apenas equipado com tanques em segunda-mão normalmente ultrapassados, como o M-48 nas suas versões iniciais e o Centurion contemporâneo da II Guerra Mundial.
Quando Israel começou a tentar resolver o problema da sua clara inferioridade em termos técnicos no que respeitava a carros de combate, negociando a sua participação no fabrico do tanque Chieftain, pressões de países árabes forçaram os britânicos a cancelar a cooperação com Israel.

Perante esta situação, e perante a dificuldade em obter carros de combate modernos, o governo de Israel, tomou a decisão política de começar a conceber um carro de combate, para o exército, que não estivesse condicionado por embargos internacionais.

Os trabalhos de projecto do Merkava começaram apenas após várias discussões dentro do governo sobre as opções possíveis, entre as quais estava a possibilidade de um programa alargado de modernização de veículos antigos. A opção foi finalmente tomada e em Agosto de 1971 começaram os trabalhos

É muito provável, que parte dos conceitos que obedeceram ao fabrico do Merkava, tivessem sido influenciados pela visão dos britânicos relativamente à utilização de tanques na guerra moderna.

Há características no conceito básico do Merkava, que são claramente influenciadas pelo projecto de tanque que britânicos e israelitas colaboraram num período de 3 anos antes que o programa foi interrompido.

 

Chieftain: Inspiração nos conceitos britânicos

O Chieftain britânico, ao contrário de outros tanques da altura, caracterizava-se por ter um peso muito superior ao dos outros tanques ocidentais, e como consequência disso uma mobilidade relativamente reduzida. Esta é uma característica dos carros de combate britãnicos, que se manteve ao longo dos anos e que parece ter sido adoptada por Israel.

Mas naturalmente, podendo desenvolver o carro de combate, independentemente de alguma influência britânica ao nível do conceito, os técnicos de Israel, puderam incorporar características que diferenciam o Merkava de qualquer outro tanque do mundo.

A pequena dimensão do estado de Israel e a falta de profundidade estratégica (os país pode ser atravessado em menos de uma hora) deixou a Israel uma única possibilidade: Não ceder nenhum terreno.

Esta decisão, levou a que tivesse que ser escolhido um projeto de tanque que fosse especialmente protegido, o que também implicou muito peso e necessáriamente menos velocidade.

O projeto do Merkava é por isso condicionado por estes fatores. A pressão internacional, a impossibilidade de optar por equipamentos de outros países e finalmente a dimensão do país, que desaconselhava viaturas menos blindadas e mais móveis, pois não havia para onde retirar.

 



Título: Merkava: O tanque de Israel (última actualização: 01.08.2006)
Autor: P.Mendonça / J.P.Brás
Referências: varias


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