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As minas no século XX

Embora as minas e as armadilhas em tempo de guerra sejam utilizadas desde há muitos séculos, elas assumiram um especial papel durante a II Guerra Mundial. No conflito anterior já tinham sido efectuadas operação de minagem das águas, mas não tinha sido sentida a necessidade de desenvolver equipamentos que pudessem impedir a passagem de forças inimigas em terra a não ser na fase final do conflito em que os alemães improvisaram minas para tentar deter os tanques britânicos.

Já durante a II guerra, foram utilizados campos minados em vários cenários, nomeadamente em África, onde as grandes extensões de terreno tornavam necessário condicionar a passagem de unidades inimigas em grandes áreas como aconteceu na defesa de El Alamein, onde a colocação de campos minados a norte da depressão de Qatara, uma área de areias moles e intransitáveis, que servia como barreira natural, transformando a área minada na única utilizável pelas forças de Rommel.
É aliás no norte de África que vai surgir uma das soluções de desminagem mais conhecidas e que será utilizada contra os alemães em 1944

Essa barreira alemã situa-se na costa atlântico na chamada Muralha do Atlântico, erguida pela Alemanha com o intuito de impedir um desembarque por parte dos aliados.

Carro de combate Sherman, com dispositivo destinado a provocar a explosão de minas.

Um campo de minas, é na prática uma barreira ou muralha invisível que é dada a conhecer ao inimigo e com a qual este tem que contar, desenvolvendo esforços para a neutralizar.
Mas quando se conhece a existência do campo de minas, ele passa a fazer parte dos planos dos comandos militares e aquele passa a ser tratado como mais um obstáculo a vencer durante o conflito, com o qual é necessário contar e para o qual é necessário estar preparado.

Napoleão escreveu que o lado que se esconde por detrás das muralhas, é o lado que perde e isso notou-se durante a II guerra mundial, pois embora eficiente, a muralha do Atlântico, que dependia em grande medida de campos de minas tinha o inconveniente de pelo conhecimento que se tinha dela, permitir com a utilização de equipamentos adequados a «limpeza» de uma secção ou área minada, estabelecendo através dela um corredor que permitia tornar o campo minado irrelevante para a força que pretende avançar no terreno e que não precisa dar qualquer utilização à área minada.

Foi assim na Europa de 1944 / 1945 como foi assim no Iraque durante o conflito para a libertação do Koweit ou durante a operação «Iraqui freedom» em que os campos de minas foram de utilidade duvidosa, pois os meios colocados em acção para o ultrapassar foram suficientes para que vastas unidades militares pudessem ultrapassar esse obstáculo em poucas horas, e em alguns casos escassos minutos.

Também nas guerras entre Israel e os estados árabes, as movimentações de forças contaram com a existência de campos minados, mas eles acabaram por se tornar pouco relevantes, excepto do ponto de vista táctico, para as necessidades locais de movimentação de tropas.

 

Mas outros conflitos, com outras características utilizaram maciçamente as minas. Marrocos por exemplo utiliza grandes campos minados, para impedir o atravessamento da fronteira da zona do Sahara Ocidental que ocupa, por parte de refugiados. Em Angola, as minas foram utilizadas em grandes quantidades, com o intuito de impedir a infiltração de territórios controlados pelo MPLA e pelo exército cubano por parte de forças da UNITA, ocorrendo o mesmo nas áreas controladas pela UNITA que também utilizou de alguma forma minas para condicionar a passagem de forças inimigas nos locais onde a movimentação de forças seria mais óbvia.

No entanto, em nenhum destes cenários as minas foram decisivas do ponto de vista militar e acabaram unicamente servindo para criar legiões de pessoas mutiladas, na maioria dos casos civis, muitos deles crianças.

Países afectados pelo problema das minhas.

 



Título: Os carros de combate do século XXI (última actualização: 30.08.2007)
Autor: P,Mendonça + Luis C.Gomes
Referências: Ref.autor / imprensa /


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