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Revolução bolivariana

O Presidente da Venezuela desde 1999, Hugo Chavez Frias, habituou o mundo a um discurso agressivo e a constantes tensões com os E.U.A e a vizinha Colômbia. Ao longo da última década, aproveitou os elevados rendimentos do petróleo para levar a cabo diversos programas sociais e tentar conquistar a população desfavorecida da Venezuela, tendo levado a cabo uma política de perseguição aos média desfavoráveis às suas políticas e tentado dominar uma oposição crescente entre os estudantes e outros segmentos da população insatisfeitos com a sua demagogia e com a crescente perda de direitos democráticos.

Simon Bolivar
Simon Bolivar, de origem nobre nascido na então Nova Espanha, transformou-se de aristocrata em simbolo revolucionário para Hugo Chavez.

Revolução e Petróleo

Sua política está intimamente ligada aos preços do petróleo, e como tal qualquer queda nos preços desta matéria-prima tem implicações directas nos seus projectos. Tem também um projecto de exportação da revolução bolivariana que assenta na formação de uma aliança informal entre vários países com uma corrente ideológica comum: Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador, Nicarágua, e até há pouco tempo as Honduras…entre outros estados. A tónica está na realização de uma revolução socialista com vista a dar ao povos indígenas maior poder de influência, e aos seus presidentes, a possibilidade de governar sem limite de mandatos e com carta branca para aplicar o seu programa “Bolivariano”.

As consequências desta nova corrente ideológica têm se manifestado nas tensões com a Colômbia que está entre vários destes países e que trava uma guerra interna contra as FARC, uma força revolucionária de ideologia comunista e cujas receitas assentam na extorsão e no tráfico de cocaína, havendo provas recentes do apoio militar e político que está a receber da Venezuela e Equador.

Influencia venezuelana
O mapa das influências venezuelanas no continente americano.

Chavez tem demonstrado em seus discursos um aumento da postura agressiva da Venezuela de que se podem distinguir vários exemplos:
As ameaças de guerra com a Colômbia (chegou a ordenar a concentração de forças juntos à fronteira) no rescaldo das tensões deste país com o Equador, e mais recentemente com o anúncio de bases norte-americanas no seu território.
Os diversos treinos com os russos que poderão inclusivamente levar ao arrendamento duma base aeronaval (isto apesar da critica à presença norte-americana na América do Sul…).

A ameaça de intervenção militar nas Honduras (na sequência do golpe de estado que retirou do poder Manuel Zelaya, um aliado seu).
As ameaças latentes com os E.U.A, aos quais acusa de ingerência nos assuntos internos dos países da América do Sul (algo que o próprio Chavez pratica em relação a outros países Sul-Americanos).
O apoio militar dado à Bolívia no rescaldo das tensões internas; o apoio militar dado às FARC (de que os recentes misseis suecos em seu poder constituem mais uma prova).
A lista continua, tornando-se óbvio o objectivo de ter um papel de liderança da América latina, e essa influência já chega a locais como a argentina e a diversos estados da América Central.



Título: Rearmamento venezuelano (última actualização: 13.11.2009)
Autor: Ricardo Silva
Referências: Ver última página


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