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Região: Brasil
Tema: Marinha

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Segurança da Marinha Brasileira pode estar em risco

10.07.2005
A Marinha enfrentou, em dois meses, três acidentes que resultaram na morte de cinco pessoas. Em relação ao porta-aviões São Paulo, em 17 de maio, o DIA teve acesso a documentos que mostram avarias em válvulas, motores e na rede de tubulação da embarcação. Os relatórios apontavam, já na época da tragédia, a necessidade de reparo sob risco de comprometer a segurança da tripulação e do equipamento. A Marinha reconhece a autenticidade dos documentos e afirma, em comunicado enviado por fax ao DIA, que a manutenção começou a ser feita dia 1º, 45 dias após a explosão na tubulação do São Paulo, que matou três militares e feriu outras oito pessoas. O primeiro documento – Controle de Reparo de Redes – enumera 48 equipamentos e tubulações com problemas. O item 0S 3352 solicita a substituição de trecho de Redes de Vapor de Abafamento da PCAV e alerta para as implicações decorrentes: “Compromete a ação do CAV e a segurança”. CAV é o grupamento de resgate e combate a incêndios. São os bombeiros do navio. Tubulação oferece riscos de novos vazamentos Na rede, o principal problema é de vedação nas tubulações. “Se não for consertada, há riscos de novos vazamentos e acidentes graves”, avisa Jaime de Bona, secretário-geral do Sindicato dos Servidores Civis nas Forças Armadas (Sinfa-RJ). O segundo documento – Controle de Reparo de Válvulas – aponta 35 avarias nessas peças. Segundo a Marinha, “a quantidade de reparos a serem executados no PMA 2005 é muito superior. Como exemplo, a solicitação de revisão de cerca de 200 válvulas. Se aplica aos demais sistemas do navio, como redes, motores, bombas”. No terceiro relatório, seis equipamentos usados pela equipe de resgate estão danificados. Um dos motores avariados é o Siroco, usado para levar ventilação a ambientes fechados. Outro dos motores de combate a incêndio está com enrolamento queimado, oferecendo riscos à tripulação. Manutenção programada vai levar dobro do tempo normal O Período de Manutenção Atracado 2005, para reparar e revitalizar sistemas do navio, vai durar nove meses. Quase o dobro do tempo normal, segundo militares ouvidos pela reportagem. “Em geral, a manutenção começa em julho e vai até dezembro. Agora levarão mais tempo porque a situação é crítica”, avalia um militar. Segundo oficial do navio, devido ao risco de acidentes, duas viagens que seriam feitas pelo São Paulo, antes do reparo, foram canceladas. Estão fora do ar 27 helicópteros Estão hoje em operação, na Marinha do Brasil, 42 dos 69 helicópteros, sendo 12 Bell Jet Rangers. Para contornar a redução de aeronaves disponíveis, a Marinha do Brasil afirmou na nota enviada ao DIA que está “em entendimentos” com a Força Aérea Brasileira (FAB) para que pilotos navais possam voar nos aviões da Aeronáutica. A Marinha também confirma que, dos 23 caças A-4 Skyhawk comprados do Kuwait pelo Governo Fernando Henrique para servir ao porta-aviões São Paulo, somente dois estão voando. Os outros 21 caças estão parados na Base Aérea de São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, à espera de conserto. Segundo a corporação, já foi assinado contrato de manutenção de aeronaves com a empresa Lockheed Martin, da Argentina, “a fim de possibilitar aumento de aeronaves e vôos para treinamento de seus pilotos”. A partir de outubro, seis caças estarão em condições de vôo, diz a nota. Segundo militares, a Marinha investiu no treinamento dos pilotos nos EUA. Mas, com pouca chance de mostrar o que aprenderam, estão perdendo a qualificação. Cada piloto que passa três anos nos EUA custa US$ 750 mil (R$ 1,8 milhão).


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