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Região: Brasil
Tema: Força Aérea

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Apoio da Russia para novo foguete brasileiro

18.10.2005
Na esteira da assinatura do acordo que dará ao astronauta Marcos Cesar Pontes um assento na próxima nave Soyuz que partir rumo à ISS (Estação Espacial Internacional), a Rússia também ajudará o Brasil a desenvolver o seu próximo modelo de lançador de satélites. É o que diz à Folha Sérgio Gaudenzi, presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira).

Ele está neste momento em Moscovo, onde assina hoje com Anatoli Perminov, presidente da Roskosmos (agência espacial russa), três protocolos diferentes. A cerimônia contará com a presença dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin.

O mais propagandeado dos três acordos é o que garante o vôo do brasileiro, que já treina no Centro Gagarin de Treinamento de Cosmonautas (a famosa "Cidade das Estrelas"), para um vôo ao espaço em 22 de março do ano que vem.

Pontes, que é tenente-coronel da Aeronáutica, esteve desde 1998 em treino no Centro Espacial Johnson da Nasa (agência espacial americana), em Houston, como parte da participação brasileira na Estação Espacial Internacional. Com o vôo, o astronauta poderá realizar experimentos em ambiente de microgravidade por alguns dias --os foguetes de sondagem brasileiros, que só realizam vôos suborbitais (descrevem uma parábola, indo ao espaço e voltando em seguida), já permitem alguma experimentação, mas com duração de apenas alguns minutos. A ida de Pontes ao espaço será um salto de qualidade.

Ele poderá levar 15 quilos consigo durante a missão, dos quais trará de volta no máximo 5. Dentre as instituições que enviarão experimentos está a Petrobras, que pretende associar mais intimamente sua imagem à do astronauta. "Existe uma negociação para que a Petrobras financie parte do custo do vôo, mas ainda não há nada concretamente acertado", diz Gaudenzi. Segundo ele, o custo do vôo deve ficar ao redor de € 8 milhões.

Visibilidade

Para a AEB, a oportunidade de enviar seu astronauta ao espaço vai além da realização de experimentos. É uma chance de dar maior visibilidade ao programa espacial e colocar o Brasil numa elite de países que possuem uma vertente voltada para missões tripuladas. "Esperamos que esse vôo abra a oportunidade para outros, no futuro", diz Gaudenzi.

O segundo protocolo a ser assinado pelos presidentes das agências espaciais brasileira e russa diz respeito ao desenvolvimento de um novo estágio para o VLS, o Veículo Lançador de Satélites.

O VLS conta hoje com uma configuração que usa apenas combustível sólido --mais fácil de manusear, mas menos preciso para colocar satélites em órbita.

A idéia é se associar aos russos para desenvolver um estágio (grosso modo, um andar do foguete) movido a combustível líquido para o VLS. É uma solução mais útil para lançadores de satélites, mas mais difícil de administrar --e uma tecnologia que o Brasil ainda não domina.

Já foram realizadas três campanhas de lançamento do VLS. Todas fracassaram, e a última produziu um acidente que matou 21 técnicos e engenheiros na base de Alcântara (MA). O quarto esforço deve acontecer só em 2007.

Além dos protocolos do vôo de Pontes e do VLS, um terceiro documento assinado por Gaudenzi e Perminov criará uma comissão para gerir as futuras parcerias espaciais entre Brasil e Rússia.


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