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Região: Brasil
Tema: Força Aérea

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Novos Embraer ALX para a FAB

28.10.2005
Brasília, 27 de Outubro de 2005 - O Comando da Aeronáutica autorizou a compra de mais 23 aeronaves de treinamento militar Supertucano da Embraer, um negócio estimado em US$ 120 milhões. Segundo o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos da Silva Bueno, os aviões já haviam sido reservados pela FAB como opção de compra de um contrato que envolve outras 76 aeronaves. O Supertucano também está sendo vendido para a Força Aérea da Colômbia (FAC), que neste momento trabalha com a Embraer na finalização de um contrato de compra de 24 unidades. A Embraer, procurada, não quis se manifestar sobre a notícia. "O comandante da FAC, general Edgar Alfonso Lesmez Abad me ligou ontem pedindo que déssemos um apoio nesse contrato com a Embraer fornecendo o treinamento para 20 pilotos colombianos nos A-29 da FAB", disse. A FAB, segundo Bueno, já havia cedido alguns dos seus aviões para que a Embraer fizesse várias demonstrações na Colômbia. As entregas do Supertucano para a Colômbia, de acordo com Bueno, serão iniciadas em outubro de 2006, mas o treinamento dos pilotos começará a ser feito três meses antes. "A Aeronáutica também abrirá mão de receber 12 aviões no prazo já acertado com a Embraer para que a Força Aérea Colombiana tenha as aeronaves disponíveis num tempo menor", disse. O contrato de compra dos 24 aviões Supertucano pela FAC, segundo Bueno, deverá ser assinado até o final deste mês. Com a compra dos Supertucano os colombianos pretendem aperfeiçoar o combate ao narcotráfico e ao contrabando. Os aviões terão parte da estrutura blindada, tecnologia desenvolvida no Brasil. O contrato de desenvolvimento e produção dos 76 Supertucano ou A-29, como é conhecido o modelo da Embraer na FAB, teve um custo da ordem de US$ 420 milhões, mas envolve, além dos aviões propriamente ditos, toda a parte de logística, armamento e a aquisição de dois simuladores de vôo. Amanhã a FAB estará recebendo mais dois A-29, que serão destinados à Base Aérea de Porto Velho. Em novembro outros dois aviões irão para a Base de Boa Vista. A FAB já recebeu um total de 17 aviões A-29, que operam na Base Aérea de Natal, onde são utilizados na formação de pilotos de caça. O A-29 substituiu o caça Xavante e o modelo Tucano na parte de instrução para os pilotos que migram para os caças F-5, AMX e Mirage. Além de treinamento, os A-29 também irão complementar a estrutura operacional do Sivam em missões de interdição de fronteira e combate ao narcotráfico na Amazônia. Junto com o F-5 e o Mirage, o A-29 faz parte da nova linha de frente da defesa aérea brasileira. O modelo é um turboélice de ataque leve e treinamento avançado, projetado para decolar de pistas em condições precárias, inclusive em missões noturnas, pois conta com um avançado sistema de navegação e ataque, com instrumentação de vôo compatível com o uso de óculos de visão noturna. Além da Embraer, o programa A-29 envolve a participação de fornecedores internacionais, como a israelense Elbit (aviônicos e simuladores), a canadense Pratt & Whitney (motor) e a Eleb - Embraer Liebherr Equipamentos do Brasil S.A (trem de pouso). A Elbit é parceira da Embraer no fornecimento dos sistemas aviônicos do AMX e do F-5 que estão sendo modernizados para a FAB. "A previsão para este ano é de receber oito F-5 modernizados e o primeiro AMX modernizado foi programado para ser entregue em 2008", disse o comandante da Aeronáutica. O primeiro F-5 ia ser entregue em dezembro do ano passado, mas o avião apresentou problemas na parte de desenvolvimento de software e só foi entregue em setembro deste ano, segundo Bueno. O Plano de Recuperação Operacional da Força Aérea Brasileira (Profab) está avaliado em cerca de US$ 2 bilhões. Além dos contratos com a Embraer, a FAB comprou 12 aeronaves de transporte CASA 295, da Espanha, 12 aeronaves usadas Mirage 2000, da França e um avião Airbus presidencial. Os recursos do Profab também estão sendo utilizados na modernização de nove aeronaves de patrulha marítima P-3 Orion e de seis Bandeirante C-95B, além da aquisição de 10 jatos regionais ERJ-145, da Embraer e sete turboélice Brasília.


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