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Região: Brasil
Tema: Exército

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Falece no Haiti general brasileiro Urano T.M. Bacellar

07.01.2006
PORTO PRÍNCIPE/BRASÍLIA, 7 de janeiro (Reuters) - O general brasileiro que comandava a missão de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti foi encontrado morto em um quarto de hotel do país neste sábado e há informações conflitantes sobre as circunstâncias de sua morte.

Segundo a ONU, o general Urano Teixeira da Matta Bacellar teria se matado no hotel Montana, em Porto Príncipe. Um assessor de informações da força brasileira no Haiti afirmou, contudo, que a morte foi causada por um "acidente com arma de fogo", de acordo com a Agência Brasil.

Já uma nota oficial do Exército disse que ele está "acompanhando o trabalho de investigação policial" sobre o caso.

Um representante do Centro de Comunicação Social do Exército declarou à Reuters que "só depois das apurações policiais é que poderemos dizer com certeza o que aconteceu e...tomar as providências sobre o traslado do corpo".

O Ministério das Relações Exteriores informou que ainda está esperando mais detalhes e deve divulgar uma nota mais tarde.

Bacellar, 57, substitui em agosto passado o general Augusto Heleno Pereira no comando da força da ONU no Haiti, que conta com 9.000 militares.

PAÍS EM CONFLITO

De acordo com testemunhas, o general estava vestido com shorts e uma camiseta branca quando foi localizado e sua arma foi encontrada perto de seu corpo no hotel onde morava.

"É devastador ver uma general tão bom e honrado morto em circustâncias assim", disse o embaixador brasileiro no Haiti, Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, quando deixava o hotel.

Natural de Bagé (RS), Bacellar ocupou até recentemente o posto de subchefe do Estado-Maior do Exército, em Brasília. O nome dele para o cargo no Haiti foi indicado pelo Comando do Exército brasileiro.

O Brasil foi escolhido para chefiar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e mantém um efetivo no país desde maio de 2004.

Em fevereiro de 2004, o então presidente haitiano, Jean-Bertrand Aristide, fugiu do país em meio a uma revolta popular e pressões dos EUA e da França para que renunciasse.

Depois disso, o país entrou em um período de violência maior e ainda não conseguiu realizar eleições para um novo governo.

As autoridades interinas do Haiti culparam a missão da ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) pelos diversos atrasos no pleito, originalmente marcado para novembro, acusação que ambos os órgãos rejeitam.

A nova data para as eleições deve ser em fevereiro.


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