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Região: Portugal
Tema: Força Aérea

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Estado desperdiça meios com helicópteros das FA

03.02.2006
Amodernização da frota de helicópteros das Forças Armadas, que hoje cumpre uma etapa com o início da actividade operacional dos Merlin, constitui uma oportunidade perdida de racionalizar o aparelho militar de um país que há anos vive com grandes dificuldades.

No fim dos anos 1990, em que retirou as suas tropas estacionadas no Kosovo por motivos financeiros, Portugal estava confrontado com a necessidade de substituir os velhos Puma ao serviço da FAP e dotar o Exército com a chamada "terceira dimensão" do campo de batalha. Porém, o Estado optou por adquirir dois tipos diferentes de helis - os EH-101 e os NH-90, o que implica duas cadeias logísticas e de manutenção, dois grupos de pilotos, mecânicos, operadores, com os correspondentes custos financeiros.

Fontes bem colocadas garantiram ao DN que se chegou a ponderar, depois de decidida a compra dos Merlin para a FAP (cuja hora de voo é bem superior aos 5000 euros), a desistência do programa dos NH-90 (também desenvolvido de raiz e com capacidades que têm feito dele um sucesso comercial).

Porém, e ao contrário do programa do EH-101, o do NH-90 "tem uma forte componente política" associada ao desenvolvimento da indústria de defesa europeia, lembrou uma das fontes. Sendo cooperativo, o projecto não dá contrapartidas ao país comprador - antes permite a partilha dos trabalhos de construção/montagem dos aparelhos (em que a empresa aeronáutica portuguesa ganha 1,2% do total, estando o restante dividido pelos quatro países fundadores França, Alemanha, Itália e Holanda).

Exército

Tendo de operar dois helicópteros médios (o EH na casa das 13 às 17 toneladas, o NH entre as 9 e as 12), com o primeiro a ser "muito caro" de manter e operar, o Governo tem outras decisões para tomar a breve prazo no mesmo domínio.

Na medida em que os primeiros dois helicópteros NH-90 deverão chegar a Portugal em 2008 (estando o início da sua construção agendado para este ano), o Exército precisa urgentemente de ter helis ligeiros que preparem as suas tripulações para operar os NH-90 (para além das missões específicas que lhes cabem).

Daí que o ministro Luís Amado, que segunda-feira dá posse ao major-general Amaral Vieira (Exército) como subdirector-geral de Armamento e Equipamentos de Defesa, tenha de tomar a breve prazo uma decisão nesse domínio. Esse novo meio irá equipar também a FAP, já que os velhos Alouette III precisam igualmente de ser substituídos.

No âmbito da Lei de Programação Militar (LPM) está assente que haverá um só modelo para os dois ramos, sendo dez aparelhos para a FAP (cerca de 60 milhões de euros) e nove para o Exército (80 milhões, mais caros por causa dos equipamentos a bordo).

Como a GNR e o Serviço Nacional de Bombeiros também pretendem ter helicópteros, está por saber se estas corporações irão adquirir modelos diferentes ou iguais aos que vão equipar as Forças Armadas.

Hoje, segundo a porta-voz do ministro da Defesa, irá saber-se qual o futuro a dar aos Puma que a Força Aérea deixa de usar no continente. Admite-se que venham a ser entregues ao MAI para combater fogos.


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