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Região: Brasil
Tema: Exército

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Brasil: Exército recupera armas roubadas

15.03.2006
Foram 12 dias de buscas em 16 favelas da cidade, mais de cinco confrontos com traficantes e quatro estradas de acessos ao Rio bloqueadas. No início da noite de ontem, depois de mais de nove horas de ocupação na Rocinha, em São Conrado, o Comando Militar do Leste (CML) anunciou a recuperação dos dez fuzis e uma pistola 9mm roubados do Estabelecimento Central de Transportes (ECT) do Exército, em São Cristóvão, dia 3. De acordo com os militares, as armas foram encontradas a partir do cruzamento de denúncias anônimas pelo setor de inteligência das corporações.

O chefe do Estado-Maior do CML, general Hélio Chagas de Macedo Júnior, afirmou no fim da noite, que o armamento estava numa trilha na região conhecida como Esqueleto, próximo à Estrada das Canoas, em São Conrado.

– As operações vão continuar, agora de forma mais restrita e visando capturar os envolvidos no roubo – disse o general Macedo.

Além dos fuzis e da pistola, quatro carregadores também foram encontrados. O relações-públicas do CML, Coronel Fernando Lemos, não soube informar se os dez fuzis foram roubados todos com os carregadores.

A movimentação das tropas na Rocinha indicava que o armamento poderia estar num trecho de floresta na parte alta da favela. Por volta das 14h, um pelotão da Brigada Pára-Quedista, que estava posicionada no trecho da Rua 1, no alto do morro, seguiu para um matagal próximo dali. Na ação, pára-quedistas teriam trocado tiros com um grupo de traficantes escondidos na mata. Cinco horas depois, já com os soldados se retirando da Rocinha, o comandante da unidade, coronel Carlos Barcelos, anunciou o encontro do armamento.

A Rocinha foi a única favela ocupada pelo Exército na Zona Sul. Pelo menos 800 homens participaram da missão, apesar de o CML ter divulgado que 200 soldados estavam na favela. A caminho da Rocinha, o comboio de blindados, caminhões e jipes amedrontou quem passava pela região. A movimentação das tropas parou o trânsito nas ruas Jardim Botânico e Pacheco Leão. Cercada, a comunidade foi ocupada em 20 minutos.

Com apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar, e preparados para mais um capítulo da guerra de caça ao armamento, pelotões se espalharam por becos, escadarias e vielas. Lançando folhetos que pediam pistas sobre o paradeiro dos fuzis e da pistola, dois helicópteros do Exército sobrevoaram a Rocinha.

Por meio de radiotransmissores, traficantes se mostravam apreensivos com a presença das tropas, tentando planejar caminhos alternativos de fuga. O plano para driblar os soldados incluía o não fechamento do comércio. O tráfico ordenou que a movimentação da favela se mantivesse normal para tentar desviar a atenção dos militares.

A ocupação da Rocinha começou às 10h30. Do alto do morro, traficantes dispararam tiros de fuzil e soltaram fogos. Três bombas de fabricação caseira foram lançadas contra os soldados na Curva do S. Cercados os principais acessos, tropas desembarcaram pela Auto-Estrada Lagoa-Barra e pela Estrada da Gávea, onde uma base militar foi improvisada, em frente à Escola Americana. Quatro bloqueios foram montados na Estrada da Gávea. Ônibus e vans foram proibidos de circular. A ação assustou motoristas e pais de alunos. Estudantes da Escola Municipal Oscar Tenório voltaram para a casa a pé.

Às 12h40, novas rajadas de tiros foram ouvidas no alto do morro. Em seguida, uma equipe do Bope iniciou uma incursão pelos becos de acesso à Rua 1, uma das mais movimentadas da Rocinha. O blindado Urutu foi usado na operação para transportar parte da tropa. Soldados ocuparam lajes em busca de visão privilegiada da movimentação dos traficantes.

Durante a operação, Davi Gomes de Oliveira foi atingido por um tiro na coxa. O rapaz, segundo parentes, estava verificando um vazamento na laje de casa, quando foi baleado. A família tentou transportar Davi num carro, mas foi impedida por soldados, que chamaram uma ambulância. Um pára-quedista também ficou ferido depois de disparar um tiro de fuzil, acidentalmente, contra o próprio pé. Eles foram levados para o Hospital Miguel Couto, no Leblon.

No Centro de Cidadania Rinaldo Delamare, na Auto-Estrada Lagoa-Barra, foi montado uma base de operações para auxiliar os militares durante a ocupação.


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