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Região: Timor
Tema: Sociedade / Política

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Timor: Quartel-general das forças armadas atacado

24.05.2006
O quartel-general das forças armadas timorenses foi atacados esta quarta-feira por forças sob o comando do major Alfredo Reinado, já responsável pelos distúrbios ocorridos perto de Díli na terça-feira. O presidente Xanana Gusmão já condenou estes actos de violência.

O quartel-general das forças armadas timorenses foi atacado esta quarta-feira de manhã por um número indeterminado de homens armadas, apenas 24 horas depois de rebeldes das forças armadas e da polícia terem emboscado efectivos do exército e das forças de segurança em Bécora, provocando três mortos e nove feridos.

Segundo uma fonte militar contou à agência Lusa, entre os homens que teria atacado este quartel-general, situado a dez quilómetros da capital Díli, estaria o comandante operacional da polícia nacional, que assim se teria juntado ao major Alfredo Reinado, responsável pelos actos de violência de terça-feira.

Pouco depois, Ismael Babo garantia à Lusa que se mantinha leal aos órgãos de soberania e que se encontrava no quartel-general da Polícia Nacional de Timor-Leste, em Aileu, acompanhado de elementos da Unidade de Intervenção Rápida, para «confiança aos seus homens».

«Só recebo ordens do meu comandante, do meu ministro e do primeiro-ministro. É mentira que esteja do lado do major Alfredo Reinado», sublinhou Ismael Babo à Lusa.

Entretanto, fonte governamental também confirmou que Ismael Babo não se encontra entre os revoltosos que atacaram o quartel-general das forças armadas timorenses, que se situa na localidade de Tacitolo.

Destes confrontos terá resultado pelo menos um ferido grave que, segundo o director do Hospital Nacional Guido Valadares, será um componente naval das FALINTIL - Forças de Defesa de Timor-Leste e que se encontra em estado grave.

António Caleres acrescentou, em declarações à Lusa, que este membro das F-FDTL foi submetido a uma intervenção cirúrgica após ter sido atingido no pescoço na sequência do ataque que foi levado a cabo por ex-militares, civis armados e efectivos da polícia.

Numa declaração, feita esta terça-feira, sem direito a perguntas, o presidente Xanana Gusmão condenou os actos de violência ocorridos este terça-feira em Timor-Leste e recordou que as autoridades «estão interessadas em manter iniciativas de diálogo com o major Reinado».


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