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Região: Asia e Oceania
Tema: Sociedade / Política

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Coréias entram em choque e esforços diplomáticos ficam ameaçados

13.07.2006
PUSAN, Coréia do Sul, 13 de julho (Reuters) - Os esforços para levar a Coréia do Norte de volta a negociações sobre o desarmamento emperraram em novas dificuldades na quinta-feira, dia em que representantes do país abandonaram uma reunião com autoridades sul-coreanas.

No mesmo dia, um importante diplomata dos EUA saiu da região depois de uma semana de contatos infrutíferos.

O impasse chamou atenção novamente para os desentendimentos em torno de um projeto de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) para criticar a Coréia do Norte por ter realizado teste com mísseis no dia 5 de julho. A resolução é defendida pelo Japão, mas criticada pela China e pela Rússia.

A agência de notícias japonesa Kyodo disse que o Japão estava preparado agora para trabalhar em torno de uma resolução alternativa a ser adotada pelo Conselho de Segurança da ONU.

Essa nova proposta, defendida pelos governos russo e chinês, conclama a Coréia do Norte a suspender seus programas nucleares, mas evita as sanções desejadas pelos japoneses.

`O importante é adotar uma resolução com força de lei`, afirmou uma autoridade do Japão, segundo a Kyodo.

O clima tenso vazou para um encontro ministerial realizado entre as duas Coréias na cidade de Pusan (Coréia do Sul), onde a delegação norte-coreana rechaçou as reclamações relacionadas com o teste dos mísseis e tentou negociar sobre assuntos como cooperação econômica e pedidos de ajuda.

`Os representantes do Sul vão pagar um preço alto diante da nação por terem provocado o colapso das negociações ministeriais, um colapso sem precedentes nas relações Norte-Sul`, afirmou a Coréia do Norte em um comunicado antes de partir para um aeroporto, um dia antes do previsto.

Os norte-coreanos exigiram que a Coréia do Sul suspenda os exercícios militares conjuntos com os EUA previstos para o próximo ano, afirmando estarem prontos para proteger o país vizinho com suas Forças Armadas de 1,2 milhão de integrantes.

O pedido provocou uma resposta surpreendentemente dura do ministro sul-coreano da Unificação, Lee Jong-seok, uma resposta que lembrou a postura adotada pela Coréia do Sul nos anos que antecederam aos esforços de reaproximação.

`Quem no Sul pediu aos senhores para garantirem nossa segurança?`, perguntou Lee na terça-feira, segundo uma autoridade sul-coreana. `Seria bom para a nossa segurança se o Norte não disparasse mais mísseis e se não desenvolvesse um programa nuclear.` A Coréia do Sul também afirmou que o vizinho pode esquecer qualquer envio de ajuda enquanto não retomar as negociações sobre seus programas nucleares.

`CHINESES PERPLEXOS`

A China e os EUA também pediram ao Estado comunista que retome as negociações envolvendo seis países.

Esse processo paralisou-se em novembro passado porque o governo norte-coreano criticou as sanções financeiras impostas pelos EUA em meio a acusações de que o país asiático falsificou dólares norte-americanos e envolveu-se com o tráfico de drogas.

O secretário assistente de Estado dos EUA, Christopher Hill, disse que `uma delegação amiga` enviada a Pyongyang pela China, o país mais próximo da Coréia do Norte, não havia conseguido realizar avanços.

`Até agora, eles não parecem interessados em ouvir, muito menos em fazer alguma coisa`, afirmou Hill a repórteres, antes de partir de Pequim rumo a Washington. `Acho que os chineses estão tão perplexos quanto nós.`

Hill disse estar confiante de que a ONU enviará uma `mensagem bastante contunde e clara` a Pyongyang devido ao teste com mísseis.

O governo japonês afirmou que ainda tentava fazer com que o Conselho de Segurança votasse uma resolução que contém ameaça de sanções em virtude do teste com mísseis, que caíram no mar, na costa ocidental da Coréia do Norte.

O Ministério das Relações Exteriores da China repetiu os apelos por uma solução diplomática e conclamou os membros do Conselho de Segurança a elaborar uma `resposta cautelosa e equilibrada`.

O país já tinha criticado o Japão, acusando-o de `adicionar lenha à fogueira` ao aventar a possibilidade de realizar ataques preventivos contra a Coréia do Norte em virtude dos testes.

(Reportagem adicional de Chris Buckley em Pequim, George Nishiyama em Tóquio e Jon Herskovitz em Seul)


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