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Região: Brasil
Tema: Marinha

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Homenagem aos marinheiros mortos em guerra

20.07.2006
A Marinha do Brasil, nesse 21 de julho, às 10h, no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, em cerimônia a ser presidida pelo Ministro da Defesa, renderá homenagem à memória dos marinheiros que pereceram lutando nos conflitos em que o Brasil foi envolvido ao longo de sua história. Foi nesse dia, em 1944, que a Corveta Camaquã, um pequeno navio de guerra brasileiro, naufragou em operação de escolta a um comboio durante a Segunda Guerra Mundial, vitimando 33 homens.

Desde o nascimento da nação brasileira, os marinheiros apresentaram-se para defender nossa soberania, tanto no limite difuso dos mares, como nos rios.

O Brasil, ex-colônia portuguesa na América, tornou-se independente sem a fragmentação política verificada nas ex-colônias espanholas, muito graças à projeção da força do Império brasileiro empreendida pela nossa jovem Marinha de Guerra (hoje denominada Marinha do Brasil), garantidora e mantenedora incontestável da autonomia adquirida. Dos conflitos na região do Prata aos levantes regionais, a Marinha esteve presente na defesa do Império, culminando na Guerra da Tríplice Aliança, onde são indeléveis as lembranças dos heróis que pereceram. Recentemente, em 11 de junho, comemoramos o 141º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo.

No início do século passado, em 1917, reagindo à perda de sete navios mercantes nacionais afundados pela campanha submarina irrestrita do Império alemão, nossos marinheiros foram chamados a lutar na Primeira Guerra Mundial, quando a Marinha enviou ao Atlântico Norte a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG).

Composta por dois cruzadores, quatro contratorpedeiros, um navio-tender e um rebocador, a DNOG partiu em julho de 1918, a fim de juntar-se à frota inglesa que lá operava.

Os maiores inimigos enfrentados pela DNOG, além de um submarino nas proximidades de Freetown (Serra Leoa), foram as dificuldades marinheiras para abastecer os navios com carvão (em alto-mar) e a gripe espanhola, que grassou em Dakar (Senegal) e atacou todas as tripulações simultaneamente. Controlada a epidemia, que matou 176 marinheiros, a DNOG continuou a operar até o término dos conflitos na Europa.

A Segunda Guerra Mundial encontrou a Marinha em situação material bastante precária, devido ao abandono a que fora relegada pelos governos. Assim, quando o submarino alemão U- 307, na noite de 21 para 22 de agosto de 1942, nas costas de Sergipe, afundou cinco navios mercantes, com a perda de 607 passageiros, tínhamos muito pouco com o que enfrentar o inimigo que ameaçava nossas linhas comerciais marítimas. Mas, com enorme esforço e com o auxílio norte-americano, em pouco tempo dispúnhamos de uma esquadra bem equipada e aguerrida para a guerra anti-submarino.

Nossa principal tarefa foi garantir a proteção dos comboios que trafegavam entre Trinidad (Caribe) e Florianópolis (Santa Catarina). Foram eles 574, formados por 3.164 mercantes, dos quais apenas três foram afundados. E não porque não houvesse submarinos... dezesseis deles foram destruídos no Atlântico Sul, boa parte por aviões, depois de avariados por ataques de navios brasileiros. Documentos alemães confirmam que realizamos 66 ataques contra seus submarinos.

Coube, ainda, à Marinha, a escolta do transporte da Força Expedicionária Brasileira (FEB) até o Estreito de Gibraltar (acesso ao Mar Mediterrâneo) e o patrulhamento oceânico contra os furadores de bloqueio, navios que traziam mercadorias do Oriente para a Alemanha.

O trabalho realizado pelas Marinhas de Guerra e Mercante brasileiras durante o conflito mundial foi silencioso, constante, pouco conhecido e bravo. O resultado desse esforço conjunto, da presença permanente no mar e da vigilância alerta foi a manutenção da livre circulação marítima que assegurou a sobrevivência do País.
A Marinha envolveu-se nesse conflito por mais tempo do que o próprio país, uma vez que sua participação se iniciou em outubro de 1941, com o posicionamento da Corveta Camaquã, em patrulha no litoral do Nordeste, e só terminou alguns meses após o fim da guerra, depois de assegurado que o Atlântico Sul estava efetivamente livre de submarinos desinformados quanto ao término do conflito.

Em quatro anos de intenso trabalho, a Marinha de Guerra (hoje chamada Marinha do Brasil) perdeu quase 500 dos sete mil homens que manteve no mar. Também foram vítimas do conflito, mais de 1000 tripulantes ou passageiros da Marinha Mercante nacional.

Hoje, a Marinha do Brasil, buscando manter-se atualizada e pronta para atuar quando e onde necessário, desempenha o papel reservado ao Poder Naval em tempo de paz: funciona como elemento dissuasor, ao fazer supor um custo elevado a eventuais opções militares adversárias, dando respaldo às ações políticas do governo no campo das relações internacionais.


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