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Região: Timor
Tema: Sociedade / Política

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Detenção de Alfredo Reinado, embaraça Xanana Gusmão

26.07.2006
Só a intervenção do Presidente Xanana Gusmão parece ter impedido ontem a prisão, pura e simples, do major Alfredo Reinado, em Díli, depois da GNR ter descoberto armas na posse do ex-comandante da Polícia Militar timorense. Tudo isto 24 horas depois de ter terminado o prazo para a entrega voluntária das armas que estão dispersas pelo país.

Sem que se percebam muito bem as razões que levaram Xanana Gusmão a interceder por Alfredo Reinado, reunindo-se com o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, com o procurador-adjunto Luís Mota Carmo - que tem estado a investigar a alegada distribuição de armas a civis - e com o novo vice- -ministro do Interior, José Agostinho Sequeira (`Somotxo`).

Para trás tinha ficado a intervenção da GNR que, a meio da manhã, foi chamada para resolver o que parecia ser a mera ocupação da casa de um cooperante português que, neste momento, se encontra fora do país. Interpelado pela GNR, o antigo comandante da Polícia Militar (PM), invocou o nome do Presidente, referindo que tinha sido Xanana a indicar-lhe a casa, argumentando que ela se situava em frente ao quartel-general das forças australianas.

Mas o pior ainda estava para vir, como o comandante do contingente da GNR, capitão Gonçalo Carvalho, revelaria, horas depois, à Lusa. `Ao entrarmos na casa, com autorização de quem lá vive, deparámos com o grupo de major Alfredo Reinado, que estava no interior e onde, à primeira vista, havia algumas munições e material militar.`

Foi o suficiente para que a GNR solicitasse os respectivos mandados de busca, dando início a um vai- vem de emissários entre Alfredo Reinado e a Presidência da República, envolvendo dois procuradores, um vice-ministro e o segundo comandante da Polícia Nacional, Ismael Babo, que insistiam em ignorar a existência de um mandado de captura contra este militar que, em Abril, se revoltou contra o Governo.

Enquanto decorriam as conversações, já a GNR tinha obrigado Alfredo Reinado a entregar as nove pistolas de guerra, os 50 carregadores de munições e as diversas granadas que se encontravam na sua posse e que, assim, se juntam ao espólio que este major entregou recentemente às autoridades, em resposta a um apelo de Xanana.

O que levanta agora a questão de se saber se Alfredo Reinado possui ou não outras armas, à semelhança do que parece suceder com o comandante Railós, que implicou Mari Alkatiri e o ex-ministro do Interior Rogério Lobato na criação de alegados `esquadrões da morte`.

Alfredo Reinado encontra-se agora no centro de detenção, à guarda das forças australianas, existindo um prazo de 72 horas para que seja deduzida uma acusação. O que fará sempre correr muita tinta, seja qual for a decisão que vier a ser tomada e que é susceptível de criar alguns embaraços ao Presidente, dada a protecção que Xanana concedeu a este major que é directamente responsável pela morte de um militar.


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