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Região: Portugal
Tema: Sociedade / Política

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Avião russo aprovado nos testes de combate a fogos

30.09.2006
Os relatórios de avaliação ao desempenho operacional do avião russo Beriev, que durante quase dois meses participou no combate aos fogos, abrem caminho ao cenário da sua aquisição pelo Governo. O Ministério da Administração Interna (MAI) salienta que ainda terá de estudar os documentos e que nenhuma decisão está tomada, mas o JN apurou que as indicações técnicas são positivas. Também o inquérito ao acidente sofrido pelo avião a 6 de Julho - que só ontem ficou concluído - exclui a hipótese de limitações operacionais.

Segundo explica Anacleto dos Santos, director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, o acidente na Barragem da Aguieira deveu-se a `um erro de planeamento`. Ou seja, `a distância do braço do rio em que foi feito o enchimento foi mal calculada`, não havendo condições para a carga de água tomada (de 6500 litros). Por isso a subida a partir da albufeira foi feita tardiamente, acabando o aparelho por embater nas copas das árvores.

A conclusão, tomada quase dois meses depois do acidente, foi atrasada pela demora na entrega, pela empresa, de cartas de operação. Fica, contudo, excluído um cenário que chegou a ser equacionado limitações técnicas da aeronave impedirem o enchimento naquele local.

A investigação é fechada na mesma altura em que acaba de ser entregue ao MAI o relatório dos três peritos que acompanharam todos os voos efectuados pelo Beriev. Na próxima semana chegará ao Terreiro do Paço um segundo documento de avaliação operacional, este resultante da observação feita em terra. Trata-se de uma síntese das observações feitas pelos comandantes distritais onde o avião operou e pelo comando nacional de operações de socorro.

Segundo fontes operacionais, aspectos à partida negativos - como as limitações no número de locais do país em que pode fazer enchimento - são compensados pela velocidade e capacidade de transporte. A água transportada varia entre as 5,5 e as 12 toneladas de água (consoante vai diminuindo a carga de combustível do depósito), o que se traduz numa média de 8,5 a 9 toneladas por descarga, no conjunto das três horas de operação.

Pelas características da aeronave, em terrenos irregulares `o Beriev não consegue fazer descargas tão próximas do solo como o modelo canadiano Canadair, mas responde igualmente de forma positiva`. A questão é precisamente que os dois modelos anfíbios são vistos como complementares e não concorrentes `A solução ideal operacionalmente seria uma frota mista`, com Beriev e Canadair.

O JN sabe que essa hipótese é uma das que estão a ser equacionadas pelo MAI, embora apresente a desvantagem de encarecer os custos de manutenção. Inicialmente estava prevista a aquisição de quatro aviões pesados, número não definitivo, que irá variar consoante o modelo de frota adoptado.

Recorde-se que o Beriev (cujo custo, a preço de catálogo, ronda os 24 milhões de euros) poderá ser comprado, caso haja decisão política nesse sentido, no âmbito da negociação de uma dívida da Rússia ao Estado português.

A decisão de compra não é, contudo, a única a tomar pelo Governo, que tem sobre a mesa questões como a futura gestão da frota e diversas iniciativas legislativas na área da Protecção Civil


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