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Região: Brasil
Tema: Sociedade / Política

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Militares vão patrulhar ruas do Rio de Janeiro

11.04.2007
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, vai formalizar hoje em Brasília, durante reunião com o presidente brasileiro, Lula da Silva, o pedido já antecipado na imprensa de que as Forças Armadas passem a participar no policiamento ostensivo nas ruas da capital carioca e outras cidades do estado para tentar conter a onda de criminalidade.



Lula da Silva, cujos ministros da Defesa e da Justiça são contrários ao uso de militares em acções de policiamento, mostrou-se, no entanto, receptivo e acha que é hora de as Forças Armadas terem um papel mais decisivo na segurança da população carioca.

“Se o Sérgio Cabral pedir, nós vamos, com o maior carinho, trabalhar para atendê-lo.”– afirmou Lula da Silva a jornalistas num evento em São Paulo, acrescentando: “Agora não é hora de saber quem é o culpado [pela onda de violência] e sim de todos unirmos esforços para dar segurança ao povo do Rio.”

Sérgio Cabral Filho já tinha pedido a presença das Forças Armadas no policiamento do Rio de Janeiro no início do ano, quando tomou posse, mas o ministro da Defesa, Waldir Pires, recusou, alegando que esse não é o papel da tropa. Tarso Genro, novo ministro da Justiça, também é contra, alegando que as Forças Armadas estão preparadas para acções de guerra e não de policiamento, mas o governador do Rio, agora com o apoio do presidente Lula da Silva, que antes só tinha aceite enviar para o estado a Força Nacional, formada por polícias altamente treinados mas que se mostrou ineficaz, insiste que os militares podem ajudar a travar a violência.

SOLTAS

39 POLÍCIAS MORTOS

Com a morte, ontem de manhã, de mais um agente da polícia no Rio de Janeiro, passa para 39 o número de polícias mortos na capital carioca só desde o início deste ano, número que supera já, em muito, o de qualquer outro ano computado.

MINISTRO CONTRA

O ministro da Defesa, Waldir Pires, que é contra o uso das Forças Armadas em acções de policiamento, afirmou ontem que só se justificaria essa utilização se o governo do Rio se declarasse formalmente incapaz de garantir a segurança da população. Sérgio Cabral Filho, o novo governador do estado, já declarou essa incapacidade várias vezes nas entrelinhas.

LULA SEM SAÍDA

Lula da Silva, que precisa apoiar com firmeza o governador do Rio para manter a popularidade no segundo estado mais populoso do Brasil, está numa situação espinhosa. Se não enviasse o Exército para o Rio de Janeiro poderia ser acusado de nada fazer para travar a violência. Mas se o envio de militares não resultar fica em maus lençóis.


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