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Região: Timor
Tema: Sociedade / Política

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Ramos Horta sucede a Xanana Gusmão

10.05.2007
Com 90% dos votos escrutinados, é já certo de que o primeiro-ministro timorense, Ramos-Horta, é o sucessor de Xanana Gusmão na presidência de Timor-leste, apurou a rádio TSF esta quinta-feira. Uma informação já confirmada pela Comissão Nacional de Eleições.

Segundo a TSF, das 705 estações de voto já foram apuradas 635, sendo que 73% dos votos escrutinados pertencem ao actual primeiro-ministro timorense, face aos 27% conquistados por Francisco Guterres ‘Lu Olo’, candidato oficial da Fretlin.

Ramos-Horta terá assim conquistado quase 273 mil votos, enquanto que Francisco Gueterres não terá ultrapassado os cem mil. Estes são números provisórios do apuramento nacional, até serem publicados os dados oficiais.

Já ao princípio da manhã (hora de Lisboa), a TSF dava conta de que, com 80% dos votos contados, Ramos-Horta estava na frente em todos os distritos, com uma diferença que variava entre os 50 e 80% para o candidato da Fretilin.

Porém, Angelina Cardoso, da Comissão Nacional de Eleições, advertia para o facto de os dados disponiveis serem ainda balanço provisório, pois faltava o apuramento nacional. No entanto, a responsável admitiu que, no apuramento distrital, o actual primeiro-ministro levava uma grande vantagem sobre ‘Lu-Olo’, sendo apontado como o possível vencedor da 2.º volta das eleições presidenciais.

Esta 2.º volta contou ainda com um decréscimo no número de irregularidades verificadas, cerca de 20 a 30%. Entre as irregularidades observadas, registaram-se determinadas situações caricatas como boletins com tinta, automaticamente inválidos, e menores a tentarem votar.

`FRETILIN NÃO PERDEU, A NOSSA DEMOCRACIA É QUE GANHOU`

Entretanto, em declarações à TSF, Ramos-Horta afirmou que a confirmar-se a tendência de voto, as suas primeiras palavras de “agradecimento vão para o povo, os partidos políticos, a todos os que confiam em mim”.

O sucessor de Xanana Gusmão declarou também que pretende “honrar os compromissos assumidos” e que quer “unir o povo, sarar as feridas recentes e trabalhar para os pobres”.

Ramos-Horta considerou ainda que a “Fretilin não perdeu, a nossa democracia é que ganhou”.

MNE PORTUGUÊS SAÚDA ELEIÇÃO

Luís Amado, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, mostrou-se satisfeito com a escolha dos eliteitores timorenses considerando a vitória como `um bom sinal de normalização da vida política no país`: `Merece-me um comentário muito positivo. Teremos uma figura de prestígio internacional, num momento em que Timor-Leste precisa da comunidade internacional para afirmar o seu desenvolvimento democrático.`

`UMA EXCELENTE ESCOLHA`

José Ramos-Horta é `uma excelente escolha` e um dos `mais bem preparados timorenses` para assumir a liderança dos desígnios de Timor-Leste. A sua eleição pode representar `um virar de página` no processo de estabilização política. Foi desta forma que Freitas do Amaral, antigo chefe da diplomacia portuguesa, reagiu à escolha daquele que considera ser `um resistente que dedicou a toda a sua vida à causa da independência do país.


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