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Região: Medio Oriente
Tema: Sociedade / Política

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Combates na Faixa de Gaza fazem centenas de mortos

13.06.2007
A Faixa de Gaza está a ferro e fogo, mau grado os esforços, sobretudo internacionais, para acalmar os combates entre a Fatah e o Hamas que já terão feito centenas de vítimas. Dois funcionários da ONU foram mortos levando a organização a abandonar o território, tal como fez a missão da União Europeia, da qual Portugal faz parte (ver peça em baixo) e que se encontra agora em Israel.

Numa altura em que o Hamas controla os pontos estratégicos da Faixa de Gaza, tendo posto em debandada quase total as forças da Fatah, o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmoud Abbas, assume que `é uma loucura o que está a acontecer em Gaza` e pede ajuda à comunidade internacional para impedir `a guerra civil`.

O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, garante que, `se a região ficar nas mãos do Hamas, Israel terá de actuar para garantir a segurança regional e evitar que um grupo terrorista imponha as suas regras`. Também o Departamento de Estado norte-americano, tal como a União Europeia, Liga Árabe e Rússia, alertam para a iminente implosão palestiniana e para as consequências regionais.

Javier Solana disse, aliás, que a UE poderá participar numa força internacional militar no sul da Faixa de Gaza, desde que haja um pedido nesse sentido por parte de israelitas, palestinianos e egípcios.

Para já, Israel apelou aos países árabes, nomeadamente ao Egipto (responsável pela segurança no sul), para que ajudem a pôr ordem na casa `se - diz o primeiro-ministro israelita - ainda se for a tempo`.

Do ponto de vista militar, o Hamas continua a somar vitórias, revelando não só um maior poder de fogo como uma operacionalidade estratégica a que não são alheios, segundo Israel, o apoio recebido quer do Irão quer da Síria. Perante a ofensiva, dezenas de polícias palestinianos afectos à Fatah desertaram para o Egipto alegando que `não há maneira de deter os militares do Hamas` que, entretanto,disse aos militares afectos a Mahmoud Abbas que têm de se render até amanhã.

Correspondendo a um apelo de mediador egípcio, cerca de 400 palestinianos saíram às ruas da Cidade de Gaza para pedir o fim das hostilidades, mas foram obrigados a dispersar porque o Hamas abriu fogo sobre eles. No último mês os dois grupos em confronto declararam tréguas sete vezes mas nenhuma delas foi respeitada.

Entretanto, a Rússia parece querer liderar a procura de uma solução, tendo o ministro dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, afirmado que mantém contactos com as duas partes em confronto, com os países da região e com o Quarteto de Madrid (EUA, Rússia, ONU e União Europeia) para que a `paz seja restabelecida com urgência e se dê inicio ao diálogo`.

Serguei Lavrov admitiu que a próxima reunião do Quarteto, marcada para os próximos dias 26 e 27 no Cairo, `poderá ser antecipada em função da explosiva situação vivida na Faixa de Gaza`.


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