visitar Min.Def. Brasil

Região: Brasil
Tema: Geoestratégia

Os comentários aqui colocados são produzidos pelos leitores desta página, e não têm qualquer relação com o orgão de comunicação que produziu a notícia.
Diálogo e harmonização de doutrinas marcam fim da reunião da CPLP

22.04.2008
Operações combinadas, de ajuda humanitária e de paz, a serem realizadas em qualquer lugar do mundo, pelos países de língua portuguesa, serão baseadas em doutrinas padrões, formadas a partir da troca de informações e do consenso. Essa foi, em resumo, uma das conclusões mais importantes da 10ª. Reunião de Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (Cemgfa-CPLP), que terminou nexta sexta-feira (18/04), em Brasília.

Representantes do Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste participaram do evento, que se iniciou, no Hotel Mercure, segunda-feira (14/04). No final, os participantes aprovaram o documento `Declaração Final`, em que afirmam a visão dos países da língua portuguesa em relação a questões internacionais, propõem a criação de centros de formação e enunciam a importância do Centro de Análise Estratégica (CAE), no âmbito da CPLP, para a formação de uma doutrina comum que possa direcionar ações de cada país em favor da paz.

O exemplo maior de ação conjunta dos países que compõem a comunidade da língua portuguesa é a Operação Felino, série de exercícios militares que busca criar, em um cenário montado em um dos países, um cenário fictício de conflitos. Conforme ficou estabelecido na reunião, o calendário da Operação Felino é o seguinte: em 2008 (setembro), o evento ocorrerá em Portugal; 2009, Moçambique; e em 2010, Angola.

O chefe do Estado-Maior de Defesa do Brasil, Almirante-de-Esquadra Marcos Martins Torres, disse que a reunião foi um sucesso. Ele elogiou a decisão dos participantes de buscar um consenso no que diz respeito à elaboração de doutrinas que servirão de base para a ação dos países da comunidade. “Temos de nos aproximar mais através de canais de informação sobre assuntos militares, prestação de apoio e ajuda militar”, disse. Acrescentou que as condições de diálogo entre os países chegaram a um ponto ideal: “Houve integração, a formalidade se tornou informal nas reuniões e os pontos críticos foram facilmente resolvidos”.

O Coronel Telmo Henrique de Siqueira Megale, da subchefia de Operações do Estado-Maior de Defesa, que participou da organização dos temas da reunião, também destacou a decisão dos participantes de buscar a harmonização das doutrinas, sem que isso implique o abandono das idéias próprias. Segundo o Coronel Megale, cada país tem um núcleo de proposições que deve ser levado a todos os países e, em seguida, para o Centro de Análise Estratégica, um órgão da CPLP, sediado em Maputo, Moçambique. Uma vez aprovada, a proposta passa a constituir um aspecto doutrinário da CPLP.

Para o chefe do Estado-Maior General de Portugal, General Luís Valença Pinto, a questão da doutrina única constitui um ponto relevante da reunião porque significa “o reconhecimento de que há uma identidade entre a nação portuguesa e as demais sete nações que integram a CPLP, identidade que se forjou na história ao longo de séculos, que se manifesta através da cultura, das tradições e dos objetivos comuns”.

Segundo o General Valença Pinto, a existência de uma comunidade de países da língua portuguesa não se justifica senão pela identificação que há problemas no mundo. Conforme disse, alguns problemas afligem diretamente a esses países ou às regiões em que eles se inscrevem. “Todos juntos poderemos dar a esse contexto um contributo para a paz, para a segurança, para o desenvolvimento e para a estabilidade”, afirmou.

Os esforços feitos por Angola, na solução de conflitos internos, foram destacados pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do País, General-de-Exército Francisco Pereira Furtado, durante o encontro.
Ele lembrou que o Angola viveu quase quatro décadas de guerra e agora vive paz efetiva há seis anos. Informou que essa experiência permite ao país ter estabilidade para participar não só de fóruns regionais africanos (regiões austral e central) mas também da comunidade da língua portuguesa.

“Podemos contribuir com nossa experiência. O processo de paz angolano é um dos poucos do mundo que, apesar de conduzido próprio país, teve sucesso” , afirmou. Outros países, para realizar tarefas semelhantes, necessitaram de ajuda de terceiros países. Entre os pontos positivos alcançados, ele citou que as forças armadas integraram efetivos de duas organizações, que antes eram opostas e, no ano passado, ainda assimilaram um terceira. “podemos transmitir essa experiência”, disse o general Furtado.

A formação de quadros técnicos militares foi um dos assuntos que mais interessaram aos participantes do encontro. O chefe do Estado-Maior de Moçambique, General-de-Exército Paulino José Macaringue, afirmou que, especialmente com relação ao Brasil, espera obter proveito nessa área. “Queremos que o Brasil nos ajude a formar formadores para áreas específicos e pessoal técnico na área de medicina e engenharia”, disse o General Macaringue.


Link directo para a notícia


Mais noticias da imprensa:

Lula e Sarkozy acordam parceria militar
Ministro justifica opções brasileiras por submarinos
Marinha Brasileira e IHGSP promovem cerimônia sobre 200 Anos
Marinha do Brasil adquire novas aeronaves
Diálogo e harmonização de doutrinas marcam fim da reunião da CPLP
Submarino nuclear do Brasil terá reator da Marinha brasileira
Marinha mostra maquetes do SNB
Exército mantém mentalidade golpista
Generais atacam concessão da patente de coronel a Lamarca
Militares vão patrulhar ruas do Rio de Janeiro
Políticos brasileiros defendem postura dura em relação à Bolivia
Governo brasileiro pretende retirar 780 do Líbano até domingo



A página “Recortes de Imprensa” é uma página de edição livre pelos utilizadores registados no Areamilitar.net. Não sendo o seu conteúdo verificado antes de publicação. Pelas suas características, poderá em alguns casos, ocorrer a publicação de matéria ou matérias que possam eventualmente ser objecto de “Direitos de Autor” em algum país.
Esclarece-se que a página, está elaborada em conformidade com o Art. 107, capítulo I, título XVII da legislação dos Estados Unidos da América, país onde se encontram alojadas as páginas e textos do Areamilitar.net.
Em conformidade com o disposto naquele artigo, esta página, destina-se a permitir a livre discussão sobre o tema (disponibilizando para o efeito uma caixa de comentários), não apresenta qualquer mensagem comercial, e respeita a origem da notícia referindo não só o autor, mas disponibilizando ligações para o artigo original. Além disso, não é permitida a publicação de qualquer notícia que não esteja disponível livremente na Internet à data da publicação.

Sendo a página de recortes da imprensa, produzida num espirito de "Boa Fé", poderão no entanto e eventualmente, ter lugar em algumas circunstâncias casos de violação inadvertida de direitos de autor. Neste caso e se houver razão para considerar que algum dos recorte de imprensa não está em conformidade com a legislação acima referida, deve ser contactado o areamilitar.net, através da caixa de mensagens disponível na primeira página, expondo claramente as razões e argumentos que permitam concluir sobre a eventualidade da ocorrência de qualquer violação de direitos. Caso a reclamação seja julgada procedente, o areamilitar.net, efectuará as necessárias alterações dentro dos condicionalismos técnicos impostos pelo sistema de gestão do site.