visitar Imprensa Africana

Região: Guiné Bissau
Tema: Exército

Os comentários aqui colocados são produzidos pelos leitores desta página, e não têm qualquer relação com o orgão de comunicação que produziu a notícia.
Guiné - Bissau : Revoltosos querem reforma profunda nas Forças Armadas

11.10.2004
Guiné-Bissau.com ============= Os militares revoltosos manifestaram ontem ao Presidente da República Henrique Pereira Rosa a necessidade de haver uma profunda reforma nas Forças Armadas da Guiné-Bissau. Exigiram também ao Chefe de Estado amnistia para todos os militares envolvidos nos golpes de Estado desde 14 de Novembro de 1980 até seis de Outubro deste ano. Os revoltosos consideram amnistia como a única forma de ultrapassar, de uma vez por toda, as clivagens nas Forças Armadas. Os militares revoltosos incluem também Ex-Presidente da República General João Bernardo Vieira (Nino) na lista de amnistia alegando que é a forma de promover uma verdadeira reconciliação nacional. Por outro lado, garantem que o Vice-Chefe de Estado Maior das Forças Armadas Emílio Costa, Chefe de Estado Maior da Força Aérea Melciades Gomes Fernandes, Chefe de Estado Maior da Armada Quirino Spencer, o Comandante de contingente guineense que participou nas forças de manutençao da paz na Libéria, Fodé Cassama, Chefe de Estado Maior do Exercito Watna Na Laye e Coronel Pedro Barreto que se encontram refugiados na Embaixada de Portugal, Líbia e nas Nações Unidas podem sair em liberdade sem problemas. Pois, não vão ser alvo de perseguição. Os militares revoltosos divulgaram também uma nota de imprensa a tranquilizar aos familiares dos referidos oficiais que as informações que apontam para as suas mortes ou ofensas a integridade físicas são falsas e caluniosas. O governo também lamentou, no seu comunicado a imprensa, a forma utilizada pelos revoltosos para reivindicar direitos de natureza salarial, direitos esses anteriores ao actual executivo que se tem empenhado firmemente em solucionar de forma racional e global os problemas da sociedade castrense. O governo manifestou ainda a sua profunda consternação pela perda de vidas humanas, em particular, de mortes constatadas do General Veríssimo Correia Seabra e do Coronel Domingos de Barros. Os Bispos de Bissau e de Bafatá apelaram aos católicos e todos crentes em Deus que continuem a rezar para que a Guiné-Bissau supere este momento de crise e encontre na Justiça, na paz, no diálogo e no amor o fundamento da sua verdadeira estabilidade social e política.


Mais noticias da imprensa:

Guiné-Bissau e Brasil assinam acordo de cooperação militar
Ministério dos Negócios Estrangeiros desaconselha portugueses a viajar para Bissau
Guiné - Bissau : Revoltosos querem reforma profunda nas Forças Armadas
Golpe na Guiné: Paraquedistas e Fuzileiros em estado de alerta



A página “Recortes de Imprensa” é uma página de edição livre pelos utilizadores registados no Areamilitar.net. Não sendo o seu conteúdo verificado antes de publicação. Pelas suas características, poderá em alguns casos, ocorrer a publicação de matéria ou matérias que possam eventualmente ser objecto de “Direitos de Autor” em algum país.
Esclarece-se que a página, está elaborada em conformidade com o Art. 107, capítulo I, título XVII da legislação dos Estados Unidos da América, país onde se encontram alojadas as páginas e textos do Areamilitar.net.
Em conformidade com o disposto naquele artigo, esta página, destina-se a permitir a livre discussão sobre o tema (disponibilizando para o efeito uma caixa de comentários), não apresenta qualquer mensagem comercial, e respeita a origem da notícia referindo não só o autor, mas disponibilizando ligações para o artigo original. Além disso, não é permitida a publicação de qualquer notícia que não esteja disponível livremente na Internet à data da publicação.

Sendo a página de recortes da imprensa, produzida num espirito de "Boa Fé", poderão no entanto e eventualmente, ter lugar em algumas circunstâncias casos de violação inadvertida de direitos de autor. Neste caso e se houver razão para considerar que algum dos recorte de imprensa não está em conformidade com a legislação acima referida, deve ser contactado o areamilitar.net, através da caixa de mensagens disponível na primeira página, expondo claramente as razões e argumentos que permitam concluir sobre a eventualidade da ocorrência de qualquer violação de direitos. Caso a reclamação seja julgada procedente, o areamilitar.net, efectuará as necessárias alterações dentro dos condicionalismos técnicos impostos pelo sistema de gestão do site.