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NRP Tridente, voltará ao serviço
Reparação deverá estar terminada dentro de dias
21.01.2011


O submarino português do tipo U-214, NRP Tridente, que está a ser alvo de reparações nos estaleiros navais de Alfeite, na margem sul do Tejo em Lisboa, deverá ficar pronto durante os próximos dias.

As reparações foram efectuadas na sequência de problemas com as placas exteriores do submarino, que lhe dão a forma hidrodinâmica que possibilita a sua locomoção silenciosa debaixo de água.

A resolução do problema, que já tinha sido detectado anteriormente, foi aparentemente apressada quando foram tornadas publicas notícias sobre um incidente com o submarino grego Papanikolis (do mesmo tipo do submarino português). Não se sabe se a reparação efectuada estava já agendada, ou se foi feita de emergência para evitar uma repetição do problema ocorrido com o navio grego.

No caso do submarino grego, pelo menos uma das placas exteriores da vela do navio foi arrancada pela violência das águas. Sabendo que o problema também afectava o U-214 português, terá sido tomada a decisão de reparar o navio, antes que acontecesse o mesmo, e ainda mais, que o Tridente, opera normalmente nas agitadas águas do Atlântico, estando por isso sujeito – em teoria – a um mar mais agressivo que o mar onde normalmente navegam os navios da Grécia.

Os submarinos possuem um casco pressurizado, capaz de revestir a altas pressões em mergulho, que tem formas adequadas a garantir a sobrevivência da tripulação. Como essas formas não permitiriam uma navegação eficiente, sobre o casco pressurizado, há uma segunda camada, que é a que fica visível para o observador e que dá forma exterior ao navio.

A forma desse casco exterior determina a prestação do navio dentro de água, pois quanto mais eficiente for o seu desenho e a sua concepção, mais eficiente será a prestação do navio quando em imersão. A velocidade máxima a que um submarino se pode locomover debaixo de água (por exemplo) depende da configuração dessa «casca exterior».

O problema detectado nos navios da Grécia e de Portugal, é portanto ao nível dessa «casca exterior», não afectando directamente nenhum dos sistemas de navegação e combate, nem a segurança da tripulação. A falta de um simples componente da cobertura exterior de um submarino no entanto, pode reduzir drasticamente a sua velocidade máxima em imersão.

Este tipo de problemas é relativamente comum em todas as novas classes de navios, e pode ser considerado como «problema de dentição». Esta designação dá-se aos problemas que os sistemas novos costumam apresentar quando começam a entrar ao serviço após o desenvolvimento e construção.

Além de Portugal e da Grécia, também a Coreia do Sul possui este tipo de submarino, embora neste último caso não haja informação sobre se o problema se colocou. Ao contrário dos navios portugueses e gregos, os navios coreanos foram construidos em estaleiros daquele país asiático.


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